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Anticorrupção, Programa de Integridade
A adoção de um programa de integridade é fundamental para qualquer empresa, independente do porte ou do segmento em que atua. Por meio dessa ferramenta é possível prevenir, identificar e combater irregularidades e atos ilícitos contra a administração pública garantindo, assim, a conformidade com a Lei nº 12.846/2013 – popularmente conhecida como Lei Anticorrupção – e evitando a aplicação de penalidades.

Trata-se, portanto, de uma importante ferramenta de governança corporativa. Mas apesar de sua relevância, o programa de integridade ainda é motivo de muitas dúvidas. Isso porque a legislação brasileira que dispõe sobre a responsabilização de pessoas jurídicas por práticas contra o setor público é recente. Para se ter ideia, a Lei nº 12.846 está em vigor desde 2014, e o Decreto nº 8.420 que a regulamenta foi publicado em março de 2015.


O que é Programa de integridade

Mas, afinal, o que é um programa de integridade?

A definição consta no Decreto nº 8.420/2015: “conjunto de mecanismos e procedimentos internos de integridade, auditoria e incentivo à denúncia de irregularidades e na aplicação efetiva de códigos de ética e de conduta, políticas e diretrizes com objetivo de detectar e sanar desvios, fraudes, irregularidades e atos ilícitos praticados contra a administração pública, nacional ou estrangeira”.

Na prática, o programa de integridade é responsável por nortear lideranças, gestores e colaboradores para que a legislação seja cumprida. Para isso, é preciso elaborar, implantar e monitorar o cumprimento de códigos de conduta e ética da organização. Também é necessário criar canais para o recebimento e a apuração de denúncias, bem como medidas para solucionar os problemas verificados.



Passo a passo programa de integridade

Passo a passo para fazer um programa de integridade

É importante destacar que cabe às empresas promoverem uma cultura de integridade no dia a dia, disseminando uma conduta ética por meio de políticas, orientações e exemplos. A criação de um programa específico valida a relevância dada pela organização ao tema.

O primeiro passo para realizar um programa de integridade é o comprometimento das lideranças, que devem se mostrar engajadas na disseminação e no cumprimento das práticas de integridade.

O segundo pilar é a criação de uma instância que tenha autonomia, autoridade e esteja bem estruturada para aplicar e fiscalizar tais práticas. O trabalho deve ser realizado por uma equipe interna que tenha os recursos materiais e humanos necessários para se dedicar ao programa.

Posteriormente, deve ser feito o mapeamento do perfil e dos riscos da empresa. Nesse processo é preciso ter domínio das legislações que dispõem sobre defesa da concorrência (Lei nº 12.529/2011); licitações (Lei nº 8.666/1993); improbidade administrativa (Lei nº 8.429/1992); anticorrupção (Lei nº 12.846/2013); proteção de dados (Lei nº 13.709/2018), dentre outras.

A partir destas definições, é possível criar as regras e os instrumentos necessários para estabelecer e difundir a conduta ética e as práticas de integridade que deverão ser repassadas a todos os colaboradores, por meio de treinamentos e de um trabalho efetivo de comunicação interna. Também é nessa fase que devem ser criados o canal de denúncias, os métodos de apuração de irregularidades, as medidas disciplinares e as ações de remediação.

Por fim, caberá à instância responsável pelo programa de integridade realizar ações de acompanhamento, monitoramento e aprimoramento da ferramenta.



Função cíclica do programa de integridade

Prevenção, identificação e reação

Conforme observado, o programa de integridade tem uma função cíclica de prevenção, identificação e reação às práticas ilícitas, tais como fraudes, desvios de dinheiro e/ou recursos e outras irregularidades previstas pela legislação vigente.

No trabalho de prevenção é preciso criar políticas e diretrizes que promovam a cultura de integridade entre todos os membros da organização, independente da função desempenhada ou do setor de atuação. É um trabalho que deve ser realizado de forma conjunta e contínua.

Para que essa prevenção seja eficiente, é necessário assegurar que as políticas corporativas sejam repassadas de forma clara, simples, direta e transparente, e que sejam acessíveis a todos os colaboradores. Isso pode ser feito por meio dos canais de comunicação interna e, também, treinamentos.

Já a identificação das irregularidades será realizada pela equipe responsável pela gestão do programa de integridade, a partir do uso dos instrumentos disponíveis, como o canal de denúncias, as auditorias, dentre outros.

A reação, por sua vez, acontece após a constatação das irregularidades. Nesta etapa será necessário um plano de ação para solucionar o problema dentro da previsão legal e das políticas corporativas.



cinco motivos para implantar um programa de integridade

Cinco motivos para implantar um programa de integridade

Implantar um programa de integridade é assegurar que a empresa adota medidas anticorrupção e está de acordo com o que é estabelecido pela lei. Os impactos dessa ação são muito positivos em diferentes aspectos. Confira cinco deles:

  1. Evita danos financeiros e à imagem: estar em dia com a legislação dá a segurança de não sofrer penalidades financeiras ou prejudicar a imagem da empresa junto aos diferentes públicos (interno e externo) devido ao envolvimento em escândalos de corrupção.

  2. Fortalecimento institucional: a realização do programa de integridade exige a participação de todos os colaboradores, o que aumenta o senso de pertencimento e fortalece a empresa internamente. Além disso, é uma garantia para o público externo de uma boa conduta, o que também promove o fortalecimento institucional.

  3. Credibilidade: o resultado deste fortalecimento institucional interna e externamente é a maior credibilidade da marca, o que aumenta a confiança de fornecedores e de contratantes, bem como a segurança de líderes, gestores e colaboradores.

  4. Valorização de mercado: todo esse processo se traduz em maior valor de mercado da empresa e da marca, junto com a possibilidade de ampliação dos negócios e atração de investidores.

  5. Desenvolvimento sustentável: por todas as vantagens já citadas, o programa de integridade contribui diretamente para o desenvolvimento mais sustentável dos negócios. Uma empresa que tem uma marca forte e consolidada, que adquire credibilidade junto aos público e é valorizada no mercado, tende a crescer e garantir a sua longevidade.



diferença de programa de integridade e compliance
Diferença entre programas de integridade e compliance

Quando o assunto é programa de integridade, uma dúvida comum é sobre qual é a diferença dessa ferramenta para o programa de compliance. Para responder, é preciso ir “ao pé da letra”.

Compliance vem do verbo em inglês “to comply”, que significa cumprir. Um programa de compliance é aquele que auxilia a empresa a cumprir a lei, a partir do atendimento às exigências necessárias por meio de diferentes processos e ferramentas.

Mas não é isso que o programa de integridade faz? Sim! Na verdade, o programa de integridade é uma vertente do programa compliance direcionada a incentivar a ética e a integridade das organizações, o que inclui, principalmente, o combate à corrupção.

Quanto ao compliance, existem outros tipos:

  • Compliance empresarial: envolve os aspectos gerais da organização, por meio de uma investigação prévia nos relacionamentos corporativos para uma análise de riscos, evitando situações conflituosas no futuro. Trata-se de um diferencial competitivo, uma vez que atesta a transparência e a legalidade da empresa.

  • Compliance tributário: atua na conformidade das relações tributárias com a legislação. É uma obrigatoriedade ter o relatório de atividades econômicas organizado e pagar todos os tributos estaduais e municipais que incidem sobre o negócio. O compliance tributário é uma forma de reduzir riscos e, também, garantir uma conduta ética e responsável.

  • Compliance fiscal: observa o cumprimento das normas estabelecidas pela Receita Federal e demais órgãos fiscalizadores. Tem como objetivo assegurar a transparência para todas as informações fiscais, tais como folhas de pagamentos, compras e vendas, estoques e bens, dentre outros.

  • Compliance trabalhista: verifica o cumprimento das Leis Trabalhistas, desde o processo de contratação até o desligamento dos funcionários. Também é responsável por resolver eventuais conflitos nos relacionamentos corporativos.

  • Compliance ambiental: tem foco nas ações de preservação do meio ambiente e dos recursos naturais, o que também é um dever das empresas. Para evitar tragédias e desastres ambientais é preciso garantir o cumprimento da legislação, realizar fiscalizações de estruturas e monitoramentos contínuos. Mas esta vertente do compliance também objetiva pequenas ações do dia a dia, como a substituição de copos descartáveis por canecas para reduzir o consumo de plástico, por exemplo.



Lei Anticorrupção

Parâmetros da Lei Anticorrupção

As práticas de corrupção prejudicam a atividade empresarial, contribuindo para a concorrência desleal, os preços superfaturados e a restrição de oportunidades de negócio, por exemplo.

Na tentativa de combater a corrupção, o Brasil instituiu a Lei nº 12.846/2013, conhecida como a Lei Anticorrupção ou a Lei Empresa Limpa. Para além do caráter punitivo, a legislação reconhece as medidas anticorrupção adotadas pelas empresas como fator atenuante em um eventual processo de responsabilização.

Essa lei também estabelece que o programa de integridade adotado pelas empresas será avaliado, quanto a sua existência e aplicação, de acordo com alguns parâmetros:

  • Comprometimento da alta direção;
  • Políticas e procedimentos de integridade;
  • Acesso a terceiros;
  • Comunicação e treinamento;
  • Análise de riscos;
  • Interação com a administração pública;
  • Independência na aplicação e na fiscalização;
  • Canal de denúncias.



Gestão do programa de integridade com clickcompliance

Como o clickCompliance pode ajudar

A adoção de um software para gestão do programa de integridade é uma forma de automatizar os processos internos, reduzir custos e diminuir o trabalho manual da equipe responsável por este trabalho. O clickCompliance é um sistema de gestão de compliance e integridade que pode ser uma alernativa uma alternativa para essa otimização.

Na implantação do programa de integridade, o clickCompliance permite o atendimento aos parâmetros exigidos na Lei Anticorrupção como, por exemplo, a comprovação do envolvimento e da participação da alta direção.

O sistema também dispõe de várias ferramentas que contribuem para auxiliar na gestão das políticas corporativas, com controle de validade e cobrança automática de aceite, por exemplo. Além disso, conta com questionários para comprovar o entendimento das mesmas. Também há espaço para treinamento dos colaboradores.

Outro aspecto importante é que a plataforma é extensível a terceiros, permitindo a participação de fornecedores, prestadores de serviços, agentes intermediários e associados no mesmo processo.

O clickCompliance oferece, ainda, um canal para o recebimento e o tratamento de denúncias, que também é um dos parâmetros exigidos pela Lei Anticorrupção.


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Canal de Denúncias, Legislação, Programa de Integridade, Treinamento de Compliance
O compliance tem ganhado cada vez mais evidência no mercado nacional. À medida que o debate sobre transparência e responsabilização das organizações é ampliado, a necessidade de adequação às novas legislações torna-se mais urgente. Compreender a abrangência deste conceito e o contexto em que ele tem ganhado destaque no Brasil é essencial para poder colocá-lo em prática. 

Oriundo do verbo em inglês “to comply”, que pode ser entendido como “estar de acordo”, ou “cumprir”, o termo compliance significa estar em conformidade com as leis e os regulamentos. No entanto, sua aplicação nas organizações não se restringe apenas às obrigações legais, incluindo também valores e normas de conduta. Por isso, é preciso pensar em outras esferas, como as questões ambientais, trabalhistas, contábeis, financeiras e operacionais, por exemplo.


Origem e contexto

Origem e contexto

Há divergências sobre a origem do compliance, mas estudiosos afirmam que o conceito teve início em instituições bancárias do exterior, no século XX. A eficácia dos resultados da ferramenta culminou na disseminação para empresas de diferentes portes e segmentos ao redor do mundo.

A disseminação para o ambiente corporativo pode ser compreendida a partir da expansão dos mercados e, consequentemente, do aumento da competitividade, o que revelou a necessidade de padronização e fiscalização por parte dos órgãos reguladores.

No Brasil, os primeiros departamentos de compliance surgiram na década de 1990, importados das multinacionais. O assunto ganhou mais destaque a partir de 2014, quando entrou em vigor a Lei nº 12.846/2013, conhecida como Lei Anticorrupção ou Lei Empresa Limpa, que dispõe sobre a responsabilização administrativa e civil de pessoas jurídicas pela prática de atos contra a administração pública, nacional ou estrangeira.


Compliance nas empresas

Mas o que é o compliance nas empresas?

O compliance consiste em criar uma cultura organizacional para alinhar todos os setores da empresa para o cumprimento das normas estabelecidas pelos diferentes órgãos de regulamentação. Na prática, tem como principal objetivo agregar valor de excelência e garantir segurança para as organizações.

Isso é feito por meio da adoção de políticas corporativas, elaboração de códigos de ética e conduta, e uso de mecanismos que possam contribuir para a prevenção, a identificação e a solução de irregularidades. 

As regras criadas para o atendimento às legislações devem ser cumpridas por todos os funcionários, independente da função desempenhada ou do setor de atuação. Para isso, é importante realizar o monitoramento de forma contínua.

Conheça os tipos de compliance 

Por envolver todas as áreas da empresa, há diferentes formas de aplicação do compliance que pode ser dividido em:

Compliance empresarial: envolve os aspectos gerais da organização. Neste âmbito, é preciso observar as normas estabelecidas pelo Poder Público para o funcionamento do negócio, bem como as regras de associações e sindicatos. Trata-se de um diferencial competitivo, uma vez que atesta a transparência e a legalidade da empresa.

Compliance tributário: atua na conformidade das relações tributárias com a legislação. É uma forma de reduzir riscos do negócio e, também, garantir uma conduta ética e responsável. 

Compliance fiscal: observa o cumprimento das normas estabelecidas pela Receita Federal e demais órgãos fiscalizadores. Tem como objetivo assegurar transparência para todas as informações fiscais, tais como folhas de pagamentos, compras e vendas, estoques e bens, dentre outros.

Compliance trabalhista: engloba as políticas corporativas e demais procedimentos a serem cumpridos pelos funcionários. O repasse de informações deve ocorrer de forma clara, objetiva e direta por meio de treinamentos e dos meios de comunicação interna. Também é importante disponibilizar um canal para o recebimento e a apuração de denúncias de irregularidades.

Funcionalidade: confira os objetivos do compliance

A adoção das práticas de compliance em uma organização tem muitas funcionalidades que, posteriormente, irão resultar em impactos positivos para a empresa. Confira cinco destes objetivos:

  1. Cuidar da imagem da empresa;

  2. Prevenir o envolvimento em irregularidades e atos ilícitos que possam acarretar em penalidades e prejuízos;

  3. Assegurar o cumprimento da legislação vigente;

  4. Promover uma cultura organizacional com base nos valores da empresa;

  5. Garantir a transparência e a idoneidade da marca frente ao mercado.

Aplicação nas empresas

Primeiramente, vale ressaltar que a aplicação do compliance exige o comprometimento da alta direção da empresa, que servirá de exemplo e motivação para o cumprimento dos procedimentos internos que serão adotados. Neste sentido, é necessário que a empresa tenha códigos de ética e conduta para nortear o comportamento de todos os funcionários.

No segundo momento, será preciso definir os membros para a área de compliance. Eles irão aplicar e fiscalizar os procedimentos adotados. Essa equipe deve contar com os recursos materiais e humanos necessários para se dedicar ao trabalho.

A rotina da área de compliance envolverá a gestão de riscos; o desenvolvimento de estratégias de comunicação e controles internos; o treinamento dos funcionários; o recebimento e a apuração de denúncias por meio de canais específicos; e o monitoramento contínuo das práticas implantadas.

A aplicação do compliance nas empresas pode ser avaliada por meio de três métricas: governança corporativa, gestão de riscos e adequação à legislação vigente.

A governança corporativa pode ser definida como os princípios que norteiam a organização e devem priorizar a transparência, a equidade e a responsabilidade corporativa. Já a gestão de risco consiste no mapeamento dos riscos e dos custos da atividade para a criação de diretrizes que permitam o equilíbrio entre essas duas vertentes. 

Por fim, vale ressaltar que a adequação à legislação vigente é essencial para evitar multas e penalidades, bem como assegurar a idoneidade perante investidores, fornecedores, contratantes e público em geral.

Saiba quais são os principais benefícios do compliance

Ter uma área de trabalho dedicada ao compliance significa transparência e domínio dos processos e procedimentos necessários para prevenir, identificar e solucionar irregularidades. Isso traz uma série de benefícios à empresa que vão desde a vantagem competitiva em relação à concorrência e o maior potencial de atração de investidores até a melhoria da qualidade dos produtos e eficiência de processos.

Além disso, o compliance propicia a consolidação de uma cultura organizacional que garante o fortalecimento institucional, a sustentabilidade dos negócios e o ganho de credibilidade junto ao mercado.

Por outro lado, não estar em compliance significa correr riscos que podem levar à perda financeira e patrimonial, penalidades e danos à reputação.



LGPD

Lei Anticorrupção e Lei Geral de Proteção de Dados: fique por dentro!

Como dito anteriormente, o compliance ganhou evidência no mercado nacional a partir da ampliação do debate sobre transparência e responsabilização das organizações, que foi intensificado nos últimos anos. Neste contexto, duas novas legislações merecem destaque: a Lei Anticorrupção (Nº 12.846/2013) e a Lei Geral de Proteção de Dados (Nº 13.709/2018).

A primeira entrou em vigor em 2014 na tentativa de combater a corrupção, estabelecendo a responsabilização de pessoas jurídicas por irregularidades e atos ilícitos contra a administração pública. Para além do caráter punitivo, essa lei reconhece as medidas anticorrupção adotadas pelas empresas como fator atenuante em um eventual processo de responsabilização.

Já a segunda está em vigor desde 2018 e dispõe sobre o tratamento de dados pessoais, inclusive nos meios digitais, de forma a proteger os direitos de liberdade e de privacidade. A lei cita a necessidade de processos e políticas de proteção aos dados. Ambas apresentaram às empresas a urgência de estarem em compliance com estes assuntos.


Gestão do programa de integridade com clickcompliance
Como o clickCompliance pode ajudar?

O clickCompliance é um sistema de gestão de compliance e integridade. Por meio de um programa de integridade, é possível se adaptar às medidas exigidas pela Lei Anticorrupção. Já a comprovação dos processos determinados pela Lei Geral de Proteção de Dados pode ser realizada por meio de um programa de compliance que possibilite os controles internos da empresa.

Ter um software para gestão do compliance é uma forma de automatizar os processos internos, reduzir custos e diminuir o trabalho manual da equipe responsável pela área.


 
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Como fazer, Programa de Integridade
O setor da saúde é um dos que pode ter consequências mais diretas e devastadoras em casos de irregularidades. Afinal, ele lida diretamente com o bem-estar das pessoas, e, se não muito bem regulamentado, pode levar a negligências que custam vidas.

Para isso, todas as instituições devem ter procedimentos de compliance bem estabelecidos para gerir a organização de forma eficiente e segura. Uma das formas que o mercado utiliza para se regular são selos e acreditações para incentivar empresas a aderirem às boas práticas de compliance na saúde.

Um grande exemplo desses prêmios é o Selo Unimed Governança e Sustentabilidade. A seguir, vamos explicar o processo de inscrição e obtenção desse selo, e porque é interessante que organizações do mercado da saúde estejam por dentro dele.

O que é esse selo?

O objetivo desse prêmio é fazer um diagnóstico da gestão, e observar sua atuação em relação à governança e sustentabilidade. Mais especificamente, verifica se hospitais e operadoras de saúde estão seguindo boas práticas do mercado, e da própria Unimed.

O selo é distribuído a cada 2 anos. O último foi em 2020, e o próximo será em 2022. Por isso, para garantir a melhor colocação, é preciso começar a organizar e adequar processos já com antecedência para não deixar nenhum detalhe de fora.

É possível obter 4 selos: Bronze, Prata, Ouro e Diamante. Além disso, também é possível receber o prêmio Djalma Chastinet Contreiras. Ele só é conferido às Unimeds que obtiverem a melhor pontuação por porte e a Federação mais bem pontuada.

Por que eu preciso conhecer esse selo?

A Unimed é uma das maiores cooperativas médicas do Brasil. Por isso, entender como ela avalia suas unidades é conhecer as boas práticas do mercado e do compliance na saúde.

Além disso, o selo dela de governança e sustentabilidade existe desde 2003. Ou seja, existe desde antes do grande “boom” de compliance no Brasil. Tem sido aperfeiçoado ao longo desse tempo para criar um sistema eficaz de avaliação das suas unidades.

Em outras palavras, o selo da Unimed é um bom parâmetro para qualquer instituição do setor de saúde que quer uma lista de boas práticas, ainda ranqueadas de acordo com importância e criticidade para a gestão.

Como funciona a inscrição e a avaliação?

A inscrição é feita pela própria unidade que deseja concorrer ao selo, e os materiais são enviados para a Unimed do Brasil. Mas o que exatamente é enviado?

Basicamente, os documentos consistem em provas e evidências de uma boa governança e sustentabilidade na empresa. Ou seja, se não houver uma boa forma de visualizar a eficácia do programa de compliance, não seria possível comprovar que está em bom funcionamento.

Isso é um detalhe importante, visto que esse problema se repete diversas vezes no cenário do compliance. A importância das evidências surge em selos como esse e o Pró-Ética, em auditorias internas e externas, em investigações da justiça com bases em leis como a Lei Anticorrupção, etc.

Essas evidências vão comprovar alguns pontos cruciais do programa de governança e sustentabilidade:

  • Órgãos sociais
  • Gestão organizacional
  • Ferramentas e soluções
  • Cooperados
  • Relacionamento com fornecedores, clientes, beneficiários, sociedade e meio ambiente
  • Cumprimento legal
  • Boas práticas

Tudo isso tem o objetivo de mostrar que a unidade da cooperativa não só garante excelência na gestão, como, através de um programa sólido de compliance na saúde, traz retorno econômico e financeiro.

Afinal, uma gestão organizada, otimizada e bem fundamentada na legislação é fundamental não só para criar uma boa relação com os stakeholders, como, consequentemente, uma forma de trazer cada vez mais retorno financeiro e estabilidade para a empresa.
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Como fazer
Os dados são o ativo mais valioso para uma empresa hoje. No entanto, esse valor só pode ser alcançado se houverem estratégias definidas para entender como as informações disponíveis podem ser aproveitadas. E exatamente o mesmo vale para indicadores de compliance.

Através de uma boa estratégia de dados para o compliance, é possível tomar decisões estratégias e melhorar continuamente o seu programa. Não é à toa que um dos pontos de avaliação do seu programa de compliance de acordo com a Lei Anticorrupção é o monitoramento contínuo.

A seguir, vamos abordar alguns dos principais pontos da criação de uma estratégia de dados para compliance. Continue lendo se você quiser turbinar seu programa de compliance através do uso de indicadores!

O que são KPI’s?

A primeira coisa que você precisa entender quando for começar a pensar em indicadores de compliance são os KPI’s. Um KPI é um Key Performance Indicator, ou Indicador Chave de Desempenho.

Esses indicadores te ajudam a medir a eficácia dos seus processos em relação aos objetivos que você quer atingir, nesse caso com seu programa de compliance. Estes vão focar no “como” esses objetivos estão sendo alcançados.

Como escolher os melhores indicadores de compliance?

As ferramentas hoje conseguem uma infinidade de dados impossíveis de analisar. É muito importante lembrar que você não deve simplesmente ter a sua ferramenta de coleta de dados captar tudo que pode sem decidir o que você precisa analisar dentro de todas as informações.

Defina seus objetivos

Por isso, você precisa escolher um grupo de indicadores de compliance que vão realmente representar seus objetivos. Para estabelecer seus objetivos gerais, faça algumas perguntas como:

  • O que você quer atingir com o seu programa de compliance?
  • Quais são os pontos mais fracos do seu programa de compliance?
  • Qual é o público do seu programa?

Feito isso, você deve criar objetivos mais específicos e processuais que te ajudam a atingir esses objetivos mais estratégicos. Por exemplo:

Ponto fraco: engajamento do seu público com as ações do compliance.

Objetivo geral: engajar funcionários nas ações do compliance.

Objetivos específicos: realizar treinamentos com maior frequência, e fazer ações de fixação do conteúdo.

Sua estrela norte

Após ter definido o seu objetivo principal, você precisa selecionar uma métrica estrela norte. Ou seja, a métrica que vai indicar se seu programa de compliance está evoluindo positivamente ou negativamente.

Por exemplo, se seguirmos o exemplo anterior, o objetivo do programa de compliance é ser um programa que engaja os funcionários. Nesse caso, a estrela norte seria a taxa de engajamento, que pode ser medida através do cruzamento de outros dados.

Por exemplo, a quantidade de treinamentos realizados dividido pela quantidade de funcionários, a quantidade de perguntas feitas dividida pelo número de funcionários, e até compartilhamentos de algum material nas redes sociais. Tudo isso varia de empresa para empresa.

Dica: É importante definir esses objetivos e métricas antes de escolher uma ferramenta, para que você escolha uma que encaixa na sua estratégia, e não tenha que encaixar sua estratégia no que a ferramenta disponibiliza de indicador.

Menos é mais

Outra dica importante na hora de escolher seus indicadores de compliance é lembrar que quantidade não é qualidade. Às vezes podemos nos empolgar ao ver todas as possibilidades disponíveis.

Lembre-se sempre de manter a sua estratégia de dados enxuta e objetiva. Você não precisa acompanhar muitos dados, desde sejam os que realmente representam os seus objetivos e vão te ajudar a guiar seu programa de compliance.

O que eu faço com as métricas que coletei?

Agora que você decidiu quais indicadores de compliance são os mais representativos dos seus objetivos, você deve criar o seu hábito de acompanhamento. A frequência de acompanhamento deve variar de acordo com a disponibilidade de equipe. No entanto, deve ser feito pelo menos uma vez na semana.

Essa consistência no monitoramento é o que vai possibilitar visualizar melhorias e pioras, e consequentemente pensar em ações para sempre otimizar os esforços de compliance. Outra dica é marcar a data de implementação de novas iniciativas para comparar o antes e depois e medir a eficácia.

Você pode entender mais sobre o monitoramento do compliance no próximo Compliance Talks, evento gratuito e online.


 
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Eventos, Programa de Integridade
Um dos grandes desafios da equipe de compliance é, não só fazer a implementação dos procedimentos e políticas, como conseguir fazer um bom monitoramento dos seus esforços no programa de compliance.

Tão importante, inclusive, que o artigo 42 do decreto que regulamenta a Lei Anticorrupção, coloca que o programa de compliance será avaliado de acordo com “monitoramento contínuo do programa de integridade visando seu aperfeiçoamento na prevenção, detecção e combate à ocorrência dos atos lesivos”.

A seguir vamos falar de alguns dos principais desafios e pontos-chave para fazer um bom monitoramento do seu programa de compliance. Você também pode assistir um debate gratuito sobre o tema com a Chief Compliance Officer da Novonor e o General Legal Counsel da Andrade Gutierrez.

Auditoria e monitoramento não são iguais?

Antes de seguirmos, é importante definir a diferença entre o monitoramento do seu programa de compliance e uma auditoria. De fato, ambos vão fazer uma análise dos seus procedimentos para verificar a qualidade e a eficácia do trabalho do compliance. No entanto, se você faz um, não ache que você pode escapar do outro.

Auditoria

A auditoria é um método de avaliação formal. Terá metodologia de avaliação, critérios, conclusões formais, etc. Além disso, é um processo que, idealmente, é feito de forma independente para garantir objetividade.

Isso é importante porque, a partir dessa auditoria, vão ser destacados pontos de melhoria, e o que pode ser feito. A partir disso, o programa de compliance ajusta para incluir essas melhorias. Se a auditoria for feita internamente, é menos provável que fossem tão honestos ao identificar pontos fracos.

Monitoramento

Já o monitoramento deve ser feito internamente, pela própria equipe de compliance. Além disso, deve ser feito continuamente. O que é analisado não são os procedimentos e estratégias gerais, e sim os micro resultados do trabalho diário, para ser melhorado continuamente. É mais focado em encontrar pontos de melhoria e ineficiências operacionais.

O que deve ser analisado no monitoramento?

A palavra mais importante do monitoramento contínuo de compliance é: dados. Não é possível fazer um bom monitoramento sem ter acesso aos dados certos sobre seu programa de compliance.

Inclusive, uma dica é escolher os dados mais importantes para a sua estratégia, que podemos chamar de KPI’s (Key Performance Indicators), ou indicadores chaves de performance.

Assim, você já sabe o que analisar, e não perde tempo olhando um mar de dados que não é útil para sua estratégia. Alguns exemplos de KPI’s para seu programa de compliance podem ser:

  • Número total de denúncias em aberto
  • Número total de questões de recursos humanos abertas
  • Porcentagem de problemas pendentes pós-auditoria
  • Tempo médio do ciclo de investigação de denúncia por tipo
  • Porcentagem de auditorias internas concluídas no prazo
  • Porcentagem total de treinamentos concluídos (por funcionário e por departamento)
  • Quantidade de políticas aceitas (por funcionário e por departamento)

Principais desafios do monitoramento contínuo de compliance

As empresas atualmente ainda enfrentam muitas barreiras para realmente aproveitar as possibilidades analíticas disponíveis. A seguir, falamos sobre alguns dos principais.

Ferramentas adequadas

O monitoramento contínuo gira em torno de dados. Ou seja, para conseguir fazer o monitoramento, é preciso fazer a coleta desses dados. Nesse quesito muitas empresas já apresentam problemas.

A forma mais comum de coletar dados sobre o compliance é manualmente e inserindo todos em planilhas. Isso é muito ineficiente, desperdiça tempo da equipe que poderia ser usado na análise e melhoria do programa e é muito mais provável que ocorram erros.

Amostra abrangente de público

Outra dificuldade que empresas apresentam, normalmente quando não há ferramentas especializadas, é não conseguir ter uma amostra de funcionários grande o suficiente nos dados. Solicitando dados por e-mail, por exemplo, é difícil realmente conseguir todos.

Além disso, é ainda mais difícil ter controle sobre dados de terceiros, como fornecedores, funcionários terceirizados, etc. Esses também são fundamentais para a eficácia do programa de compliance.

Amostra abrangente de processos

Outro desafio do monitoramento de compliance é conseguir dados de todos os processos de compliance, ou pelo menos os mais importantes. Por exemplo, hoje em dia o número de canais de denúncias digitais tem crescido, e ferramentas digitais costumam ter indicadores.

No entanto, é preciso também ter dados sobre vários outros processos do programa de compliance para que se possa fazer melhorias realmente valiosas e completas.

Dados atualizados

Por último, uma grande dificuldade das equipes de compliance é conseguir ter sempre uma safra de dados atualizados.

Por exemplo, se os dados são coletados e organizados manualmente em planilhas, é irreal planejar uma coleta diária de todas as informações. Por isso, sem nenhuma automatização, o monitoramento fica menos preciso, e muito menos atualizado.

 
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Fique por Dentro
O início de um novo ano é sempre uma boa oportunidade para refinarmos as nossas qualidades como profissionais. E quando estamos passando por um momento de transformação do mercado, isso se torna ainda mais importante. Por isso, reunimos neste artigo as principais características de um bom compliance officer.

Com elas, você se torna um profissional de compliance preparado para lidar com os diversos desafios da ocupação, e também com um trabalho que está em processo de renovação e profissionalização cada vez maior.

Compliance Officer Coragem
1: Coragem

A primeira característica que todo compliance officer precisa ter é a coragem. Nessa linha de trabalho, você prepara a sua empresa e os funcionários para prevenir atos de corrupção, evitar condutas antiéticas e muitas vezes evitar desastres.

Além disso, é preciso muitas vezes ativamente combater costumes enraizados na cultura corporativa que envolvem a alta direção da empresa, e agente públicos importantes. Em momentos como esse, o profissional de compliance não pode tomar o caminho mais fácil e fechar os olhos para situações de risco por medo de retaliações.



Compliance Officer

2: Integridade

Outra característica fundamental nesse tipo de profissional é a integridade. A ética do compliance officer precisa ser inabalável e constante. Isso porque é ele quem vai precisar passar essa cultura para o resto da empresa.

Para conseguir perceber as oportunidades para fazer melhorias, e conseguir transmitir os pilares da integridade com confiança e credibilidade, sem cair na hipocrisia, os funcionários precisam saber que o compliance também se atém firmemente ao que ele prega.



Compliance Officer relacionamentos

3: Boas relações interpessoais

Essa característica tem relação direta com o trabalho que o compliance officer realiza no seu dia a dia. Primeiro, quando você é o contato para receber denúncias, denunciantes precisam confiar em você. Funcionários já tendem a hesitar na hora de denunciar, e se não acham que vão ser bem recebidos e tratados pelo compliance, é ainda mais difícil entrarem em contato.

Além disso, você representa o interesse da empresa como um todo, e algumas vezes isso significa ter que interferir ou dificultar processos de toda a hierarquia da organização. Para conseguir mediar isso, os interesses dos funcionários diferentes e os da empresa, é preciso construir uma boa relação com todos os envolvidos.



Compliance Officer

4: Estudioso e leitor

Dessa característica não tem escapatória: o compliance officer precisa gostar de ler, ou pelo menos não ter problema em ler muito, com frequência. O mesmo vale para estudar. Isso porque uma das tarefas principais desse profissional é adequação da empresa a leis e normas.

Para isso, o único jeito é conhecer profundamente essas regulamentações, o que exige muita leitura e estudo. Além disso, novas leis aparecem todo dia. Ou seja, o trabalho de estudo nunca tem fim, e é imprescindível para criar políticas e procedimentos adequados.



Compliance Officer minucioso
5: Minucioso

Ter atenção a detalhe é fundamental para um bom compliance officer. Até porque, como bem sabemos, basta não estar em compliance com um detalhe para trazer problemas e ações contra a empresa.

Ou seja, não só é preciso ser minucioso na leitura e compreensão das leis, como também na criação de políticas corporativas seguras e de procedimentos que cobrem todos os pontos importantes.

Além disso, o profissional de compliance também precisa ser minucioso na análise dos procedimentos já existentes para identificar riscos que podem parecer imperceptíveis, mas que, se não resolvidos, trazem grandes prejuízos.



Compliance Officer
6: Ter olho na inovação

Essa característica do compliance officer tem fundamento em diversas questões do trabalho desse profissional. O primeiro motivo disso ser importante é a inovação estar se tornando uma tendência forte nas empresas em todos os setores.

No entanto, pelas inovações serem sempre algo intrinsecamente novo e “desconhecido”, as regulamentações relacionadas a essas tecnologias ainda são muito turvas.

Por isso, o profissional de compliance precisa estar a par das últimas novidades, e de como as inovações são recebidas pelo mercado e pelas agências reguladoras, e seus potenciais riscos.

Além disso, a rápida complexificação do cenário regulatório é mais um motivo para ficar de olho na inovação. Com a digitalização das empresas e da globalização, empresas precisam estar conforme leis e regulamentos cada vez mais específicos e complexos.

Para isso, o compliance officer deve sempre estar atento à inovação e como ela pode facilitar seu trabalho para que ele seja sustentável.


 
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