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Como fazer
Os dados são o ativo mais valioso para uma empresa hoje. No entanto, esse valor só pode ser alcançado se houverem estratégias definidas para entender como as informações disponíveis podem ser aproveitadas. E exatamente o mesmo vale para indicadores de compliance.

Através de uma boa estratégia de dados para o compliance, é possível tomar decisões estratégias e melhorar continuamente o seu programa. Não é à toa que um dos pontos de avaliação do seu programa de compliance de acordo com a Lei Anticorrupção é o monitoramento contínuo.

A seguir, vamos abordar alguns dos principais pontos da criação de uma estratégia de dados para compliance. Continue lendo se você quiser turbinar seu programa de compliance através do uso de indicadores!

O que são KPI’s?

A primeira coisa que você precisa entender quando for começar a pensar em indicadores de compliance são os KPI’s. Um KPI é um Key Performance Indicator, ou Indicador Chave de Desempenho.

Esses indicadores te ajudam a medir a eficácia dos seus processos em relação aos objetivos que você quer atingir, nesse caso com seu programa de compliance. Estes vão focar no “como” esses objetivos estão sendo alcançados.

Como escolher os melhores indicadores de compliance?

As ferramentas hoje conseguem uma infinidade de dados impossíveis de analisar. É muito importante lembrar que você não deve simplesmente ter a sua ferramenta de coleta de dados captar tudo que pode sem decidir o que você precisa analisar dentro de todas as informações.

Defina seus objetivos

Por isso, você precisa escolher um grupo de indicadores de compliance que vão realmente representar seus objetivos. Para estabelecer seus objetivos gerais, faça algumas perguntas como:

  • O que você quer atingir com o seu programa de compliance?
  • Quais são os pontos mais fracos do seu programa de compliance?
  • Qual é o público do seu programa?

Feito isso, você deve criar objetivos mais específicos e processuais que te ajudam a atingir esses objetivos mais estratégicos. Por exemplo:

Ponto fraco: engajamento do seu público com as ações do compliance.

Objetivo geral: engajar funcionários nas ações do compliance.

Objetivos específicos: realizar treinamentos com maior frequência, e fazer ações de fixação do conteúdo.

Sua estrela norte

Após ter definido o seu objetivo principal, você precisa selecionar uma métrica estrela norte. Ou seja, a métrica que vai indicar se seu programa de compliance está evoluindo positivamente ou negativamente.

Por exemplo, se seguirmos o exemplo anterior, o objetivo do programa de compliance é ser um programa que engaja os funcionários. Nesse caso, a estrela norte seria a taxa de engajamento, que pode ser medida através do cruzamento de outros dados.

Por exemplo, a quantidade de treinamentos realizados dividido pela quantidade de funcionários, a quantidade de perguntas feitas dividida pelo número de funcionários, e até compartilhamentos de algum material nas redes sociais. Tudo isso varia de empresa para empresa.

Dica: É importante definir esses objetivos e métricas antes de escolher uma ferramenta, para que você escolha uma que encaixa na sua estratégia, e não tenha que encaixar sua estratégia no que a ferramenta disponibiliza de indicador.

Menos é mais

Outra dica importante na hora de escolher seus indicadores de compliance é lembrar que quantidade não é qualidade. Às vezes podemos nos empolgar ao ver todas as possibilidades disponíveis.

Lembre-se sempre de manter a sua estratégia de dados enxuta e objetiva. Você não precisa acompanhar muitos dados, desde sejam os que realmente representam os seus objetivos e vão te ajudar a guiar seu programa de compliance.

O que eu faço com as métricas que coletei?

Agora que você decidiu quais indicadores de compliance são os mais representativos dos seus objetivos, você deve criar o seu hábito de acompanhamento. A frequência de acompanhamento deve variar de acordo com a disponibilidade de equipe. No entanto, deve ser feito pelo menos uma vez na semana.

Essa consistência no monitoramento é o que vai possibilitar visualizar melhorias e pioras, e consequentemente pensar em ações para sempre otimizar os esforços de compliance. Outra dica é marcar a data de implementação de novas iniciativas para comparar o antes e depois e medir a eficácia.

Você pode entender mais sobre o monitoramento do compliance no próximo Compliance Talks, evento gratuito e online.


 
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Eventos, Programa de Integridade
Um dos grandes desafios da equipe de compliance é, não só fazer a implementação dos procedimentos e políticas, como conseguir fazer um bom monitoramento dos seus esforços no programa de compliance.

Tão importante, inclusive, que o artigo 42 do decreto que regulamenta a Lei Anticorrupção, coloca que o programa de compliance será avaliado de acordo com “monitoramento contínuo do programa de integridade visando seu aperfeiçoamento na prevenção, detecção e combate à ocorrência dos atos lesivos”.

A seguir vamos falar de alguns dos principais desafios e pontos-chave para fazer um bom monitoramento do seu programa de compliance. Você também pode assistir um debate gratuito sobre o tema com a Chief Compliance Officer da Novonor e o General Legal Counsel da Andrade Gutierrez.

Auditoria e monitoramento não são iguais?

Antes de seguirmos, é importante definir a diferença entre o monitoramento do seu programa de compliance e uma auditoria. De fato, ambos vão fazer uma análise dos seus procedimentos para verificar a qualidade e a eficácia do trabalho do compliance. No entanto, se você faz um, não ache que você pode escapar do outro.

Auditoria

A auditoria é um método de avaliação formal. Terá metodologia de avaliação, critérios, conclusões formais, etc. Além disso, é um processo que, idealmente, é feito de forma independente para garantir objetividade.

Isso é importante porque, a partir dessa auditoria, vão ser destacados pontos de melhoria, e o que pode ser feito. A partir disso, o programa de compliance ajusta para incluir essas melhorias. Se a auditoria for feita internamente, é menos provável que fossem tão honestos ao identificar pontos fracos.

Monitoramento

Já o monitoramento deve ser feito internamente, pela própria equipe de compliance. Além disso, deve ser feito continuamente. O que é analisado não são os procedimentos e estratégias gerais, e sim os micro resultados do trabalho diário, para ser melhorado continuamente. É mais focado em encontrar pontos de melhoria e ineficiências operacionais.

O que deve ser analisado no monitoramento?

A palavra mais importante do monitoramento contínuo de compliance é: dados. Não é possível fazer um bom monitoramento sem ter acesso aos dados certos sobre seu programa de compliance.

Inclusive, uma dica é escolher os dados mais importantes para a sua estratégia, que podemos chamar de KPI’s (Key Performance Indicators), ou indicadores chaves de performance.

Assim, você já sabe o que analisar, e não perde tempo olhando um mar de dados que não é útil para sua estratégia. Alguns exemplos de KPI’s para seu programa de compliance podem ser:

  • Número total de denúncias em aberto
  • Número total de questões de recursos humanos abertas
  • Porcentagem de problemas pendentes pós-auditoria
  • Tempo médio do ciclo de investigação de denúncia por tipo
  • Porcentagem de auditorias internas concluídas no prazo
  • Porcentagem total de treinamentos concluídos (por funcionário e por departamento)
  • Quantidade de políticas aceitas (por funcionário e por departamento)

Principais desafios do monitoramento contínuo de compliance

As empresas atualmente ainda enfrentam muitas barreiras para realmente aproveitar as possibilidades analíticas disponíveis. A seguir, falamos sobre alguns dos principais.

Ferramentas adequadas

O monitoramento contínuo gira em torno de dados. Ou seja, para conseguir fazer o monitoramento, é preciso fazer a coleta desses dados. Nesse quesito muitas empresas já apresentam problemas.

A forma mais comum de coletar dados sobre o compliance é manualmente e inserindo todos em planilhas. Isso é muito ineficiente, desperdiça tempo da equipe que poderia ser usado na análise e melhoria do programa e é muito mais provável que ocorram erros.

Amostra abrangente de público

Outra dificuldade que empresas apresentam, normalmente quando não há ferramentas especializadas, é não conseguir ter uma amostra de funcionários grande o suficiente nos dados. Solicitando dados por e-mail, por exemplo, é difícil realmente conseguir todos.

Além disso, é ainda mais difícil ter controle sobre dados de terceiros, como fornecedores, funcionários terceirizados, etc. Esses também são fundamentais para a eficácia do programa de compliance.

Amostra abrangente de processos

Outro desafio do monitoramento de compliance é conseguir dados de todos os processos de compliance, ou pelo menos os mais importantes. Por exemplo, hoje em dia o número de canais de denúncias digitais tem crescido, e ferramentas digitais costumam ter indicadores.

No entanto, é preciso também ter dados sobre vários outros processos do programa de compliance para que se possa fazer melhorias realmente valiosas e completas.

Dados atualizados

Por último, uma grande dificuldade das equipes de compliance é conseguir ter sempre uma safra de dados atualizados.

Por exemplo, se os dados são coletados e organizados manualmente em planilhas, é irreal planejar uma coleta diária de todas as informações. Por isso, sem nenhuma automatização, o monitoramento fica menos preciso, e muito menos atualizado.

 
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Fique por Dentro
O início de um novo ano é sempre uma boa oportunidade para refinarmos as nossas qualidades como profissionais. E quando estamos passando por um momento de transformação do mercado, isso se torna ainda mais importante. Por isso, reunimos neste artigo as principais características de um bom compliance officer.

Com elas, você se torna um profissional de compliance preparado para lidar com os diversos desafios da ocupação, e também com um trabalho que está em processo de renovação e profissionalização cada vez maior.

1: Coragem

A primeira característica que todo compliance officer precisa ter é a coragem. Nessa linha de trabalho, você prepara a sua empresa e os funcionários para prevenir atos de corrupção, evitar condutas antiéticas e muitas vezes evitar desastres.

Além disso, é preciso muitas vezes ativamente combater costumes enraizados na cultura corporativa que envolvem a alta direção da empresa, e agente públicos importantes. Em momentos como esse, o profissional de compliance não pode tomar o caminho mais fácil e fechar os olhos para situações de risco por medo de retaliações.

2: Integridade

Outra característica fundamental nesse tipo de profissional é a integridade. A ética do compliance officer precisa ser inabalável e constante. Isso porque é ele quem vai precisar passar essa cultura para o resto da empresa.

Para conseguir perceber as oportunidades para fazer melhorias, e conseguir transmitir os pilares da integridade com confiança e credibilidade, sem cair na hipocrisia, os funcionários precisam saber que o compliance também se atém firmemente ao que ele prega.

3: Boas relações interpessoais

Essa característica tem relação direta com o trabalho que o compliance officer realiza no seu dia a dia. Primeiro, quando você é o contato para receber denúncias, denunciantes precisam confiar em você. Funcionários já tendem a hesitar na hora de denunciar, e se não acham que vão ser bem recebidos e tratados pelo compliance, é ainda mais difícil entrarem em contato.

Além disso, você representa o interesse da empresa como um todo, e algumas vezes isso significa ter que interferir ou dificultar processos de toda a hierarquia da organização. Para conseguir mediar isso, os interesses dos funcionários diferentes e os da empresa, é preciso construir uma boa relação com todos os envolvidos.

4: Estudioso e leitor

Dessa característica não tem escapatória: o compliance officer precisa gostar de ler, ou pelo menos não ter problema em ler muito, com frequência. O mesmo vale para estudar. Isso porque uma das tarefas principais desse profissional é adequação da empresa a leis e normas.

Para isso, o único jeito é conhecer profundamente essas regulamentações, o que exige muita leitura e estudo. Além disso, novas leis aparecem todo dia. Ou seja, o trabalho de estudo nunca tem fim, e é imprescindível para criar políticas e procedimentos adequados.

5: Minucioso

Ter atenção a detalhe é fundamental para um bom compliance officer. Até porque, como bem sabemos, basta não estar em compliance com um detalhe para trazer problemas e ações contra a empresa.

Ou seja, não só é preciso ser minucioso na leitura e compreensão das leis, como também na criação de políticas corporativas seguras e de procedimentos que cobrem todos os pontos importantes.

Além disso, o profissional de compliance também precisa ser minucioso na análise dos procedimentos já existentes para identificar riscos que podem parecer imperceptíveis, mas que, se não resolvidos, trazem grandes prejuízos.

6: Ter olho na inovação

Essa característica do compliance officer tem fundamento em diversas questões do trabalho desse profissional. O primeiro motivo disso ser importante é a inovação estar se tornando uma tendência forte nas empresas em todos os setores.

No entanto, pelas inovações serem sempre algo intrinsecamente novo e “desconhecido”, as regulamentações relacionadas a essas tecnologias ainda são muito turvas.

Por isso, o profissional de compliance precisa estar a par das últimas novidades, e de como as inovações são recebidas pelo mercado e pelas agências reguladoras, e seus potenciais riscos.

Além disso, a rápida complexificação do cenário regulatório é mais um motivo para ficar de olho na inovação. Com a digitalização das empresas e da globalização, empresas precisam estar conforme leis e regulamentos cada vez mais específicos e complexos.

Para isso, o compliance officer deve sempre estar atento à inovação e como ela pode facilitar seu trabalho para que ele seja sustentável.


 
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Como fazer, Programa de Integridade, Treinamento de Compliance
A sua empresa já possui um programa de compliance bem estruturado, com processos organizados, ferramentas, políticas e tudo mais. No entanto, as ações da equipe de compliance não saem do próprio compliance, RH e jurídico, e ninguém sabe exatamente porque vocês existem, nem o que fazem.

Se identificou com essa situação? Esse é um desafio comum do programa de compliance: engajar todos os funcionários da empresa e realmente tornar a ética e integridade uma parte da cultura e do dia a dia dos seus funcionários.

Se você quer formas criativas e inovadoras para engajar sua empresa na ética e compliance (inclusive as gerações mais jovens), continue lendo e veja nossas ideias para ter um programa de compliance criativo e eficaz.

Jogos de compliance

Muito se vê a palavra “gamificação”. Mas o que realmente é, e como podemos aplicar no compliance? Esse conceito nada mais é do criar uma experiência de jogo sobre o tema escolhido. Ou seja, criar incentivos, sensação de ganhar e perder.

É importante lembrar que essa competição criada deve ser uma competição de cada funcionários com ele mesmo, para que não sejam criadas inimizados nem ambientes desagradáveis no trabalho.

Um exemplo é o jogo de compliance da Totvs. Através do jogo eletrônico, os funcionários respondem questões sobre o assunto escolhido, como valores éticos e de conduta, e acumulam pontos que podem ser trocados, no fim do ano, por prêmios.

Dica: Você pode usar dados da plataforma do clickCompliance para isso. Você pode segmentar esses por equipes, por exemplo, ou qualquer outra visualização que prefira.

Quiz de bar

Outra atividade divertida que pode engajar os seus funcionários é o clássico diz de quiz de bar. Você pode escolher grupos menores, como 2 equipes, para jogarem uma contra a outra. Devem ser feitas perguntas e cada equipe anota as suas respostas.

No final, os cartões são revisados, e a equipe com mais pontos ganha algo, como um almoço de pizza. Além de gerar engajamento com os temas de compliance, passa uma imagem divertida do compliance e gera interação entre equipes.

Dica: Torne o quiz menos maçante misturando perguntas sobre conhecimento geral, cultura pop e até sobre a empresa, além de perguntas sobre compliance e ética.

Aproveitar redes sociais

As redes sociais são uma presença constante na vida dos seus funcionários. Por que não aproveitar elas para as ações do compliance? Você pode criar grupos no Facebook para compartilhar novidades, por exemplo.

Outra boa opção é compartilhar os resultados e o engajamentos dos funcionários e equipes nas redes, como no Linkedin, onde funcionários gostam de interagir e compartilhar seus sucessos de trabalho.

Dica: O clickCompliance tem uma funcionalidade para compartilhamento de certificados dos treinamentos nas redes sociais. Outra forma de estimular isso é estimular gestores a interagir com esses posts, comentando e curtindo.

Dia de filmes

Nessa atividade, a sua equipe pode escolher um filme que seja relacionado a questões de ética nos negócios e assistir com algum grupo de funcionários. Depois, pode ser distribuídos um questionário rápido que enaltece as questões éticas que o filme abordou.

Outra opção é levantar essas questões em forma de tópico e pedir que os grupos os discutam, as situações, a relevância para a empresa e como eles poderiam agir de forma diferente.

Esse também é um bom momento para um exercício de situação. Crie uma situação parecida como a do filme mas aplicável à sua empresa e peça que os funcionários debatem como deveriam agir.

Dica: Alguns bons filmes que falam sobre fraudes e ética corporativa são: A Rede Social, O Lobo de Wall Street e A Grande Aposta.

Campanhas e parcerias

O “Compliance Week” (como a feita por um cliente do clickCompliance, a A.Yoshii), é uma campanha muito aplicada pelas empresas para dedicar uma semana à conscientização da importância do compliance. Nela pode ser feitos esses jogos, palestras, lançamento de ferramentas, e mais.

É uma oportunidade de ter a atenção de toda a empresa e estabelecer a sua imagem como uma equipe engajada, pronta para ajudar e tirar dúvidas, e criativa.

Dica: Converse com o setor de marketing e RH da sua empresa. Ambos são experientes em fazer campanhas internas e na comunicação com os funcionários. Também sabem utilizar redes e outros meios de divulgação.


 
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Fique por Dentro, Programa de Integridade
2020 foi um ano muito particular. Mas foi especialmente diferente pelo seu impacto nas empresas e no formato de negócios e de produção. As equipes de compliance também foram fortemente afetadas pelas mudanças, como o trabalho remoto. Não é à toa que as principais tendências do compliance para 2021 que nós estamos prevendo estão relacionadas a isso.

1. Computação em nuvem

Não tem como negar mais a incorporação da computação em nuvem no trabalho diário das equipes de compliance. Com equipes, e até empresas inteiras, migrando para o home office, é preciso aprender a aproveitar ao máximo ferramentas que antes eram apenas de suporte.

A tendência é corporações perceberem benefícios da descentralização dos funcionários. Por isso, recomendamos que o compliance passe a conhecer mais a fundo as opções disponíveis nas soluções de nuvem. Pode incluir funcionalidades nos serviços de vídeo chamada, compartilhamento de documentos ou ferramentas específicas.

É importante começar a imersão nas soluções de nuvem para não perder produtividade, nem a integração do trabalho do compliance. Não só lidam com questões sensíveis que precisam de processos bem alinhados, como também já passam por dificuldades em conseguir se comunicar efetivamente com toda a empresa no formato presencial, quanto mais estando à distância.

2. Sistemas de compliance

Nessa mesma linha, não só os processos básicos devem passar a serem digitais, como cada ano cresce a quantidade de equipes de compliance usando algum tipo de sistema de compliance. Agora com o aumento do trabalho remoto, esse crescimento deve ser ainda mais forte.

Nesse caso, diferente de ter só meios de comunicação e outros processos diários na nuvem, existe uma ferramenta que centraliza procedimentos específicos do compliance. Assim, toda a equipe tem acesso fácil aos mesmos números, documentos e outras ferramentas do compliance.

Um exemplo dessa centralização é ter a gestão de políticas, canal de denúncias e treinamentos no mesmo lugar. Além disso, com todos os funcionários espalhados, é ainda mais difícil fazer comunicações e cobranças por e-mail. E além de ser difícil, é desorganizado, correndo o risco de perder informações e decisões importantes.

Tudo isso sem contar os benefícios que antes da pandemia já estimulavam uma digitalização do compliance através de ferramentas, como integrações, relatórios detalhados, automatização, etc.

3. Proteção de dados

A proteção de dados estava em alta nos últimos anos, chegando no Brasil agora com a LGPD. No entanto, a pandemia tornou ainda mais urgente os setores de compliance estarem de olho na proteção de dados.

Sem poder sair de casa, a quantidade de transações online feitas aumentou exponencialmente ao longo da pandemia. Isso aumenta muito a quantidade de dados expostos. Isso aumentou também a quantidade de fraudes.

As fraudes e tentativas de golpes em instituições bancárias tiveram alta de 80% durante a pandemia do coronavírus, segundo uma pesquisa feita pela Federação Brasileira de Bancos (FEBRABAN).

Além disso, com o aumento do home office, é preciso colocar salvaguardas eficazes de proteção do trabalho dos funcionários na nuvem, por exemplo. O ambiente é muito seguro, mas deve ser bem configurado para que isso seja verdade.

4. Compliance digital

A última tendência também já estava em vista nos últimos anos, mas a urgência aumentou ainda mais em 2020: o compliance digital. O momento é agora de começar a colocar procedimentos específicos de compliance em ação na sua empresa.

O primeiro passo é identificar onde estão as vulnerabilidades através de uma análise de riscos. Com isso feito, é preciso criar políticas para que seus funcionários entendam as novas regras e a importância de se ater a elas. Recomendamos políticas de segurança de dados, trabalho remoto, adaptações ao código de conduta e qualquer outra política que seja necessária.

Por último, 2021 deve ser o ano dos treinamentos sobre tudo que é digital. Só assim será possível garantir que seus funcionários estão sabendo como agir para proteger dados, como utilizar aplicações em nuvem, como agir em home office de acordo com as regras da empresa, e mais.
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Fique por Dentro, Programa de Integridade
Após 7 anos apoiando sua metodologia nos 9 pilares do compliance, a Legal Ethics Compliance (LEC) anunciou a adição de um novo tópico a essa lista: a diversidade e inclusão. Essa prática é extremamente importante para os negócios.

Tanto que, em um estudo recente da Forbes, foi mostrado que 85% das grandes empresas pesquisadas concordam que a diversidade é a chave para a inovação. Além disso, disseram que negócios precisam começar a buscar a diversidade para se manterem competitivos.

A LEC afirmou que não há como ter compliance hoje em dia sem prestar atenção nesse ponto importante. Com essa nova adição, os pilares do compliance ficaram do seguinte modo:

1. Suporte da alta administração
2. Avaliação de riscos
3. Código de conduta e políticas de compliance
4. Controles internos
5. Treinamento e comunicação
6. Canais de denúncia
7. Investigações internas
8. Due diligence
9. Auditoria e monitoramento
10. Diversidade e Inclusão (D&I)

O que é a diversidade e inclusão?

A diversidade e inclusão, também conhecida como D&I, apesar de se comunicarem muito, são duas ideias diferentes e complementares. A diversidade diz respeito às características demográficas do grupo de pessoas analisado. Por exemplo, o percentual de negros, mulheres, pessoas com deficiências, pessoas LGBT e de diferentes gerações.

Já a inclusão se refere a reconhecer essas pessoas diferentes e garantir que todas elas tenham oportunidades iguais. Além disso, cabe a essa prática garantir que todas essas pessoas diversas se sintam acolhidas e seguras de discriminação, além de poderem abraçar suas diversidades abertamente.

Fique longe do Tokenismo

O “tokenismo” é um termo usado para definir uma prática que tem acontecido muito no mundo corporativo. Temos visto uma clara tendência do público, principalmente as gerações mais novas, de valorizar muito mais as empresas que consideram éticas e inclusivas, e de criticar publicamente as que não praticam a D&I.

Tanto que as buscar por esses dois termos cresceram 71% e 24% no Youtube só em 2019. Além disso, no Brasil temas ligados à diversidade são buscados duas vezes mais do que eram em 2012.

Com isso em mente, muitas empresas têm se aproveitado desse interesse e valorização para promover a marca da empresa sem realmente fazer mudanças estruturais dentro da empresa. Por exemplo, fazem campanhas publicitárias sobre o assunto que geram engajamento e aplausos, mas não de fato implementam a diversidade e inclusão na sua gestão. Isso se chama “tokenismo”.

Porque fazer um programa de compliance focado em D&I?

Não é nenhuma surpresa que as empresas estejam buscando promover cada vez mais ações e novos procedimentos voltados para a D&I. Muitas pesquisas novas mostram que não só impacta como o consumidor enxerga a empresa, como também traz benefícios reais como maior inovação, retenção de talentos, menor absenteísmo, etc.

Veja alguns exemplos:

  • Estudo da Deloitte de 2017: De acordo com esse estudo realizado nos Estados Unidos, 23% dos entrevistados confirmaram já ter deixado um emprego para ir para uma empresa mais inclusiva.
Ou seja, empresas podem perder talentos valiosos, que ajudariam a empresa a crescer, por não incluírem realmente todos os funcionários.
  • Pesquisa da Harvard Business Review: Esta pesquisa comprovou que a diversidade é um diferencial de competitividade para as empresas. Ela revelou que empresas que trabalham com políticas de diversidade têm 45% de chances a mais de aumentar a participação de mercado.
  • Dados da Equal Employment Opportunity Commission: Dados reunidos por essa organização em 2016 mostraram que mais de 97.443 ações judiciais de discriminação foram movidas por colaboradores de empresas nos EUA.

Compliance de diversidade e inclusão

Já é possível entender a relevância desses conceitos para as empresas. Com benefícios como aumento em produtividade, retenção de talentos, maior inovação, confiança de stakeholders, boa reputação e redução de gastos com ações judiciais, a empresa tem muitos motivos para investir.

Mas o que o compliance pode fazer para ajudar nessa missão?

Prevenção, não correção

O foco dos programas de compliance deve sempre ser de prevenção, não correção. Ou seja, devem criar estruturas para antecipar possíveis condutas ilícitas ou antiéticas. O mesmo se dá com a D&I.

A tendência é que as novas legislações acompanhem essas demandas novas dos consumidores e do mercado. Por isso, o compliance precisa antecipar essas mudanças e começar a criar desde já programas de compliance que assegurem empresas diversas e inclusivas.

Por exemplo, criar políticas e treinamentos fortes que deixam claro a posição da empresa com relação a esses temas. Além disso, o compliance também deve criar e comunicar um canal de denúncias para relatar casos de assédio ou discriminação.

É importante criar ações específicas para esses casos e reforçar a opinião da sua empresa quanto à importância de manter a D&I como valores da empresa.
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