preloader
Your address will show here +12 34 56 78
Como fazer
Vamos imaginar uma situação de uma empresa que tem 1000 colaboradores e 10 políticas corporativas gerais e algumas políticas específicas para determinados setores. Além disso, tem documentos como normas, atas, regulamentos, etc., que também precisam ser vistos, lidos e aceitos por determinados funcionários. Nesse caso, terá que ser feita uma Gestão de Documentos.

Nós entendemos perfeitamente o quanto é complexo fazer a gestão de todos esses documentos. Por isso, o clickCompliance tem um módulo de Governança de Documentos que se baseia em softwares de Gerenciamento Eletrônico de Documentos (GED).

No entanto, é cheio de funcionalidades especificamente pensadas para o setor de Compliance. Por exemplo, versionamento de políticas, fluxos de aprovação das políticas e gráficos e relatórios de aceites. Vamos explicar tudo em detalhes a seguir.

O que é Gerenciamento Eletrônico de Documentos?

GED é uma técnica administrativa que busca tornar acessíveis e bem organizados todos os documentos de uma empresa.
Fica tudo em um mesmo local e acessível por todos os colaboradores, além de estar em pastas e subdivisões de acordo com a necessidade da empresa.

Isso ajuda a tornar o dia a dia mais organizado e eficiente. Reduz burocracia, perda de tempo buscando documentos e reduz a ocupação de espaço físico com pastas e armários.

Ainda por cima, os documentos ficam guardadas para sempre e nas mesmas condições. Só precisam ser impressos quando necessário.

O que o clickCompliance faz?

O módulo de Governança de Documentos do clickCompliance usa como base o o GED, mas vai além disso com funcionalidades pensadas para otimizarem especificamente a gestão de documentos do dia a dia do Compliance.

Coloca na nuvem

O clickCompliance fica hospedado na nuvem da Microsoft, o Azure. Isso torna o acesso possível de qualquer dispositivo em qualquer lugar, bastando ter acesso à internet. É também o que permite as constantes atualizações e melhorias que fazemos no sistema.

Divisões em pastas

É claro que não poderia faltar o básico. Você pode classificar cada documento no portal em um tipo de documento (Ata, normativo, manual, política corporativa, etc.), e por setor (documentos financeiros, de compras, de RH, etc.). E isso não é só para os administradores, os funcionários também acessam organizados assim.

Além de ser mais organizado, essa divisão de tipos de documentos pode ser replicada nos seus gráficos e indicadores, facilitando a visualização de acordo com a organização que a sua empresa acha melhor.

Fluxos de aprovação

O fluxo de aprovação é uma estrutura interna que permite o escalonamento da aprovação de alguma nova política ou documento, ou alguma mudança, de acordo com a hierarquia interna da sua empresa.

Ou seja, vamos supor que uma nova política do setor financeiro será adicionada ao clickCompliance. A primeira pessoa que precisa aprovar receberá a notificação para fazer isso. Depois a próxima pessoa e assim em diante até ter sido aprovada pelo topo da hierarquia configurada.
Se houver mudança ou for reprovada, o fluxo volta do início. Só ao ser totalmente aprovada ela é publicada.

Controle de validade

O portal também permite configurar a validade de um documento ou política. Quando esse tempo passar, será preciso que todos os colaboradores que precisam aceitar ela reaceitem. Tudo isso de forma automática, sem o profissional de Compliance precisar se preocupar.

Versionamento

Também é possível fazer revisões no portal ou criar novas versões de documentos. Ou seja, se um documento que precisa ser aceito for alterado tanto que mudou o sentido do conteúdo, você marca como uma versão.

Assim, vaio passar novamente pelo fluxo de aprovação e todos que precisam aceitar o documento novamente vão receber uma notificação para fazer isso.

Já se for uma alteração pequena, como uma correção, você marca como uma revisão. Assim não será preciso passar pelo fluxo de aprovação nem ser aceita de novo.

 
0

Como fazer

O que são políticas corporativas

Antes de saber como você pode organizar as políticas corporativas da sua empresa, é bom saber exatamente o que são e para que servem. Ter políticas corporativas e outros documentos são um dos pilares do programa de Compliance.

Existem muitas variações desses pilares, mas as políticas estão sempre presentes. O Código de Ética é o mais importante e é a primeira política que a empresa deve fazer. As outras vão depender do que a sua empresa identificou como necessário. As políticas também devem refletir os riscos específicos da organização.

Como organizar essas políticas

Vamos imaginar um cenário de uma empresa que tem 1000 colaboradores e 10 políticas corporativas gerais (que todo colaborador precisa aceitar). Além disso, existem algumas políticas específicas para determinados setores.

Sem contar todas essas políticas, existem outros documentos como normas, atas, regulamentos, etc., que também precisam ser vistos, lidos e aceitos por determinados funcionários. Fica muito complexo fazer a gestão de tantos documentos e aceites.

Além disso, são indicadores importantes do programa de Compliance da empresa. Ter dados à mão a respeito das suas políticas é importante para casos de investigações e auditorias. A seguir vamos explicar como você pode fazer essa organização de forma prática.

O que fazer?

Basicamente, no clickCompliance trabalhamos com a estrutura de áreas e grupos. Essa estratégia também pode ser usada fora do portal, mas é indicado apenas para empresas menores. A infraestrutura que leva para fazer uma organização boa de tanta política e funcionário sem uma ferramenta para isso ia ser frágil e difícil de manejar.

O que o clickCompliance faz é utilizar os grupos que já existem na sua estrutura do Office 365, GSuite ou Active Directory. Permite que você direcione políticas para cada um desses grupos definidos.

Ou seja, vai ter um grupo para, por exemplo, o setor de compras cadastrado no Office 365 da empresa. No clickCompliance, você inclui o Código de Ética para compras e seleciona o grupo que tem que aceitar (o setor de compras), e os grupos que podem ler (outros funcionários).

Para esses funcionários que precisam aceitar a política nova, notificações automáticas vão ser enviadas para eles com o Código de Ética para compras e qualquer outro documento que falta aceitar.

O melhor disso é que essa estruturação já está (ou deveria estar) feita pelo departamento de TI. Eles também mantêm esses grupos atualizados.
E se um funcionário chegar na empresa ou mudar de área? O software é sincronizado com os sistemas de grupos, e por isso esses colaboradores também vão automaticamente receber tudo que precisam ler e aceitar, sem que ninguém da equipe de Compliance precise pedir.

 
0

Como fazer
As áreas e técnicas que existem dentro do GRC (Governança, Riscos e Compliance) são diversas e muito complexas. É preciso ter muita calma e organização para ser eficiente na implantação de estratégias de GRC, e escolher bem o que é melhor para cada empresa.

Nesse blogpost vamos mostrar 4 dicas para você ter o básico da implementação de GRC e conseguir traçar os próximos passos de forma mais organizada.


O que é GRC?

A Governança, Riscos e Compliance é um conjunto de estratégias que busca otimizar a administração da sua empresa. Alguns fundamentos são a transparência, eficiência, responsabilidade e prevenção. Ou seja, ajuda a fazer a gestão da sua empresa da melhor forma possível para todos os seus stakeholders.

Leia a seguir 4 formas de garantir que seu GRC está sendo implantado com uma base sólida de planejamento através de mapeamentos estratégicos dentro da empresa. Ter tudo muito bem documentado e organizado é a melhor forma de começar esse trabalho longo e complexo.


1. Mapear processos internos

Processos e controles internos são todas as estruturas processuais que existem para a administração da empresa. Alguns exemplos são a gestão de riscos e auditorias internas. Mas podem ser coisas menores, como normativos, campanhas e pesquisas.

Consideramos esse passo importante porque é preciso primeiro saber qual é a estrutura já existente na empresa. Você vai precisar entender quais são os pontos que já estão sendo trabalhados, quais não precisam ser trabalhados, quais precisam de tratamento mas não têm, etc.

É só depois disso que você vai poder seguir com os próximos passos da implementação do GRC. Se não, pode acabar desperdiçando tempo e trabalho em coisas desnecessárias para a realidade de sua empresa, ou que já são bem-feitas.


2. Mapear as áreas e funções na empresa

Outra dica importante é conhecer a sua empresa, seus funcionários e suas áreas. Ter essa visão completa da estrutura interna da empresa é útil para diversos passos do Compliance e da gestão de riscos.

Por exemplo, depois, ao fazer o mapeamento de risco, você poderia já ter documentado e à disposição as áreas da empresa, e os funcionários e seus cargos. Isso é a base para identificar quais os maiores riscos e onde estão, já que diferentes cargos e setores estão expostos a diferentes riscos.

Por exemplo, funcionários com cargos mais altos são mais propensos a cometerem crimes financeiros, e de mais baixos a cometerem infrações à normas de conduta. Já funcionários da área de compras são mais suscetíveis a infrações relacionadas a fornecedores e terceiros.

Outra utilidade para esse mapeamento é para designar mais organizadamente as políticas corporativas. Existem algumas políticas que não precisam ser lidas e aceitas por determinados funcionários, como políticas específicas sobre compras.


3. Mapear o desempenho e indicadores atuais da empresa

Ter um controle do desempenho atual do GRC na sua empresa é fundamental. E ter uma noção não basta, é preciso ver indicadores e documentações reais. Ter esse controle vai te ajudar a ver na prática o que você vai ter que fazer de fato.

Várias organizações nacionais e internacionais colocam o monitoramento como uma das partes fundamentais dos programas de Compliance. No Brasil, isso está disposto nas Diretrizes para Empresas Privadas para implementação de programas de Compliance da CGU, por exemplo.

E esses indicadores não são só úteis para projetar ações e procedimentos para os pontos que não estão tendo bom desempenho ou não estão sendo eficientes. Servem também para fazer uma comparação no futuro. Como você vai saber se as suas estratégias estão tendo o efeito desejado se você não pode comparar a como estava antes? 


4. Mapear planos futuros e metas

A última dica que sugerimos é fazer um planejamento não só das próximas ações, mas também de suas metas e objetivos. Ter um norte ajuda a manter a produtividade da equipe, e também a fazer o acompanhamento da progressão do programa.

Analisando o desempenho das suas campanhas, das melhoras ou pioras em relação a detecção de riscos e outras métricas, você consegue perceber se suas projeções poderão ser cumpridas ou não. Assim, é possível ajustar seus recursos e esforços para alcançar melhor seus objetivos.

Por exemplo, ao identificar quais são as suas prioridades, você consegue adaptar com muito mais facilidade sua força de trabalho para cumprir aquilo de maior valor para o GRC da sua empresa.

Como vimos, o GRC é muito abrangente e envolve processos complexos. Muitas vezes uma empresa não tem condições de agir em todas as frentes. Essas 4 dicas de pontos de partida podem ajudar a fazer o seu programa de GRC o mais eficiente e organizado possível de acordo com a sua realidade.
0

Como fazer
Primeiramente, iremos relembrar o termo Compliance, que nada mais é do que cumprir leis e regulamentações. Por tanto, o profissional denominado Compliance Officer, é o “agente da mudança”. Ele deve ser capaz de gerir um programa de Compliance eficaz que faça com que os colaboradores cumpram as normas, regras e sejam íntegros para o negócio em questão.

O programa de Compliance deve ser baseado em boas práticas que já se encontram bem estabelecidas mundialmente, mas sempre levando em consideração a realidade da empresa.

As boas práticas nos dizem que existem pilares que servem como base para a elaboração de um bom programa de Compliance, sendo eles:

1. Suporte da alta administração:

Garantir que os sócios da empresa compreendam que é necessário agir com integridade, ou seja, se trata da mentalidade do negócio.

2. Análise de riscos:

Momento que o Compliance Officer identifica os riscos expostos pela empresa no mercado.

3. Criação de políticas e procedimentos:

Essa prática tem como objetivo documentar os controles e processos feitos para evitar os riscos.


Desafios que o Compliance Officer enfrenta

Os principais desafios enfrentados pelo profissional da área de Compliance estão ligados à dificuldade em seguir todas as leis, normas e regulamentações. Afinal, a questão tributária brasileira é bastante complexa.

Outro ponto bastante complicado, é a questão de alguns processos ainda serem muito mão na massa, tornando o trabalho maçante. Como por exemplo, a verificação da documentação de algum colaborador da empresa ou o controle e gestão do fluxo de informações presentes no programa de Compliance.

Aplicar as normas e regras entre todos colaboradores, também é bastante difícil para o Compliance Officer, pois exige comprometimento para criar uma cultura de Compliance íntegra.


Soluções tecnológicas

Felizmente, a revolução tecnológica, globalização e o big data permitiram que as práticas de Compliance se tornassem cada vez mais automatizadas.

O surgimento de soluções inteligentes possibilita que o Compliance Officer crie um programa de Compliance automatizado mais eficaz e com um orçamento considerável. Sendo assim, ele pode estruturar práticas como:

  • Análises de crédito
  • Implementação de um código de conduta
  • Conheça seu cliente (KYC), fornecedor (KYE) e parceiro (KYP);
  • Prevenção à lavagem de dinheiro;
  • Programas de integridade;
  • Processos internos de auditoria

Automatização

As plataformas, softwares e processos automatizados permitem a redução no tempo consumido em atividades que antes eram manuais, através do uso de um grande volume de dados. Logo, o Compliance Officer consegue consultar de forma automática um alto número de fontes no menor tempo possível, otimizando e padronizando buscas necessárias.

O upMiner é um modelo de plataforma que consegue automatizar consultas em centenas de fontes de conhecimento disponíveis na internet, bureaus de crédito e bases de dados proprietárias, processando e cruzando milhares de informações sobre empresas e pessoas em tempo real.

Integração

Outra função desse tipo de ferramenta, é a possibilidade de integração entre as plataformas e outros sistemas já implantados, o que facilita a adoção de processos e soluções eficazes, tornando o trabalho menos maçante.

Treinamentos

Outra possibilidade que a tecnologia traz é a de realizar treinamentos de Compliance a fim de garantir eficiência ao passar o código de conduta para os colaboradores.

Ferramentas como softwares especializados em Compliance estimulam o engajamento e possibilitam que os treinamentos sejam registrados, o que evidencia a preocupação da empresa em adotar uma cultura de Compliance. Em casos de investigações e auditorias, pode auxiliar os departamentos que têm mais dificuldade em entender as leis e normas presentes.

O clickCompliance é uma referência no setor de gestão e controle de programas de integridade no Brasil, através de modelos de treinamento específicos e governança de documentos.

Dessa forma, podemos concluir que um dos papéis principais do Compliance Officer, na Era Digital, é o de estar ligado às soluções tecnológicas que vêm surgindo ultimamente, e analisar se alguma faz sentido com a necessidade real de seu programa de Compliance.

Se tornou muito mais fácil com a ajuda de plataformas e soluções inteligentes.

Na hora de planejar a necessidade de uma solução para a área, o Compliance Officer precisa levar em consideração pontos importantes para a rotina do setor.

Fazer as perguntas certas é fundamental!

  • Qual a vantagem competitiva que a solução proporciona?
  • Terei um impacto positivo na produtividade da área?
  • Consigo comprovar o investimento com resultados reais?

Tendo em mente tais questionamentos, chega a hora de alinhar a necessidade com a solução.

O conhecimento do Compliance Officer para com a tecnologia

Muitas soluções surgem em um curto espaço de tempo, porém nem sempre estão alinhadas com a necessidade real de seu público.
O Compliance Officer não precisa entender que uma API é a solução ideal para sua rotina e sim, entender qual o valor real de se obtê-la.

Para gerenciar informações internas, atualizar o cadastro de fornecedores e parceiros, e realizar análises de funcionários, uma solução integrada pode ser a solução dos problemas!

Alguns pontos importantes que um Compliance Officer deve saber:

  • Integração: De uma maneira simplista, a integração permite a troca de informações entre os sistemas (ex: dados internos com dados externos).
  • Fontes de informação: no mundo digital, as fontes de informações são geralmente bases de dados onde o sistema extraí a informação ideal.
  • Software Cloud: software que não necessita de instalação, seu acesso é via rede de internet.

Se o Compliance Officer entender esses 3 pontos citados acima, certamente irá tomar uma boa decisão na hora de usufruir de uma solução para o seu dia a dia.

Alinhando Tecnologia com a estratégia

Ao desenvolver todo o planejamento estratégico para a área, o Compliance Officer precisa entender em quais ações será necessário o uso da tecnologia.

Consideramos 2 áreas de atuações fundamentais para utilizar a tecnologia no Compliance:

  • Tecnologia e análise de dados (inteligência).
  • Gestão de risco e investigações.

Uma pesquisa sobre a maturidade do compliance no Brasil realizada pela consultoria KPMG, mostrou que:

  • Apenas 24% das empresas possuem infraestrutura mínima voltadas para TI e análise de dados.
  • 18% não possuem infraestrutura.

Esses dados acabam tirando o destaque das empresas que possuem uma função de integração (23%) e que rodam sua inteligência com base em tecnologia e análise de dados.

Ter acesso a informação relevante e de qualidade é fundamental para uma boa tomada de decisão.

Um Compliance Officer que toma boas decisões, com base em dados, tem a probabilidade de diminuir os riscos de perda da sua empresa, seja com inadimplência de parceiros e fornecedores, ou fraude de funcionários.

É extremamente importante a área de Compliance ter independência para as decisões do dia a dia e levar a empresa para uma cultura ética, com uma governança eficiente.

Conclusão


Como podemos ver, a tecnologia está cada vez mais integrada entre os departamentos de uma empresa.

O Compliance Officer como o responsável por um dos setores mais importante da organização atualmente, precisa ter acesso a soluções que gerem impacto nas suas decisões.

Entender de tecnologia não deve ser um desafio para o Compliance Officer e sim, mais uma de suas atribuições para gerar impacto nas decisões de negócios.
0

Como fazer
Controles internos são um conjunto de procedimentos administrativos usados para organizar melhor o dia a dia na empresa. Podem ser usados para deixar as rotinas da empresa mais eficientes, assegurar o cumprimento efetivo de normas e regulamentos, sistematizar dados, etc.

Controles internos e Compliance

Uma característica importante dos controles internos é sua capacidade de garantir que a empresa busque e atinja os objetivos traçados pela administração de forma organizada. Para isso, costumam ser usados normativas e procedimentos formais.

O Compliance envolve muita burocracia, além de atuar em diversas frentes na empresa. Não é à toa que existem 9 pilares do programa de Integridade. Ou seja, são muitos controles internos envolvidos se você quer que o compliance alcance seus objetivos. Além disso, precisam ser muito bem estruturados e planejados para evitar falhas, desvios e vulnerabilidades.

Gestão de riscos

O Compliance busca fundamentalmente proteger a empresa de riscos legais. Por isso, um de seus pilares é a gestão de riscos. Mas só essa gestão também envolve muitos processos dentro da empresa, como mapeamento de possíveis riscos, análise de causas e efeitos, avaliação de estratégias para tratamento de riscos, etc.

Quanto mais processos e burocracia, maior a possibilidade de existirem falhas e ineficiências. Por isso, procedimentos corporativos para mapeamento, passo a passo para compras, procedimentos formais para documentação financeira, etc. precisam ser bem delineados e específicos.

Um exemplo é fazer uma matriz de riscos. Nesse tipo de tabela, é feito o mapeamento dos riscos existentes, e documentado o grau de risco identificado em cada um. Esse controle interno, de criar uma matriz de riscos durante a gestão dos riscos, deve então se tornar parte de um processo corriqueiro e obrigatório.

Auditoria interna

A auditoria interna é outro pilar do programa de Compliance, e é também um controle interno. Pode ser considerado o “controle interno dos controles internos”, pois serve para fiscalizar os outros controles da empresa.

Através da auditoria, a empresa consegue administrar o bom funcionamento dos procedimentos internos, e ainda procurar e sugerir formas de melhoramento. Ou seja, a auditoria interna é muito importante não só porque ela aponta falhas nos processos administrativos, como sugere melhorias.

Controles internos e cultura organizacional

A relação entre os controles internos e a cultura organizacional deve ser de extrema importância para a administração. Controles internos são todos os processos de organização da empresa que buscam tornar o funcionamento eficiente e benéfico, além de condizente com normas, leis e regulamentos. E não é isso que queremos para todos os funcionários, equipes e projetos, não só a equipe de controle?

Mesmo que se tenha uma equipe dedicada a administrar esses procedimentos, seu trabalho pode ser muito menos proveitoso se tiver que equilibrar suas funções com a desorganização e cultura burocrática do resto da empresa.

É importante que a alta administração divulgue uma cultura organizacional que seja favorável aos controles internos. Ou seja, o Tone at the Top não é exclusivo do Compliance. É importante para qualquer comportamento que a alta administração quer que seja parte da cultura da empresa.

Controles internos como um instrumento de governança corporativa

Como pudemos ver, a ideia dos controles internos deve perpassar todas as camadas da empresa para que seja o mais eficaz possível. Também deve estar alinhado com os objetivos que a alta administração tem para a empresa. Assim como a Governança Corporativa, os controles internos são um conjunto de estratégias gerais para tornar a administração da empresa a melhor possível.
0

Como fazer
A Governança Corporativa é uma estratégia que dialoga muito com o Compliance. Além de serem complementares, ambas têm objetivos parecidos. Governança Corporativa e Compliance são utilizadas para fazer uma gestão ética, legal e eficiente das empresas. Uma diferença importante é que a Governança foca na estratégia geral e nos princípios das diretorias, e em criar uma boa imagem para stakeholders, gerando confiança. Já o Compliance foca em criar processos, estruturas e equipes voltadas à conformidade, normas, leis e regras.

A seguir listamos os princípios fundamentais da Governança Corporativa, além de algumas das melhores práticas para seguir esses princípios, como a adoção de processos de Compliance, por exemplo.

Princípios da Governança Corporativa

A Governança Corporativa tem 4 princípios gerais que são amplamente conhecidos. São eles que são a base desse tipo de estratégia.

4 Princípios da Governança Corporativa

1. Transparência

A transparência é fundamental para uma boa política de governança. Já que o objetivo dela é criar um laço de confiança e segurança para acionistas e stakeholders, eles precisam saber no que estão envolvidos. Só assim eles terão certeza de que a sua empresa é responsável e honesta.

E não adianta só estar aberto ao compartilhamento. É preciso deixar claro aos stakeholders que vocês estão dispostos a compartilhar o que eles gostariam de saber. Além disso, procure disponibilizar informações além daquelas que já são obrigatórios por leis e regulamentos. Isso reforça sua boa vontade.

2. Equidade

A equidade diz respeito ao tratamento dos seus stakeholders. Esse grupo é composto por uma série de pessoas físicas e jurídicas que possuem diferentes deveres, interesses e direitos. Se você quer que eles confiem e levem sua empresa a sério, é preciso reconhecer tanto os direitos, quanto os deveres de cada um, igualmente.

Isso significa reconhecer os direitos de todos igualmente, mas também cobrar os deveres de cada um também, independente do tamanho, impacto e “importância” de cada um para a empresa. Isso mostra que você respeita todos os stakeholders, e reconhece a diferença que cada um faz para a sua empresa.

3. Prestação de contas

Os agentes responsáveis pela estratégia de governança corporativa devem estar preparados para se responsabilizar pelas suas ações. Não só isso assegura aos stakeholders que eles não sofrerão consequências por ações da sua empresa, como mostra liderança e responsabilidade com aqueles que contribuem para a sua empresa. Todos devem ter uma visão clara e objetiva da Governança Corporativa da organização.

4. Responsabilidade Corporativa

Quanto à responsabilidade corporativa, é preciso que a empresa seja gerida para que cresça de forma saudável, eficiente e segura. Nenhum negócio deve ser feito que possa prejudicar ou levar ao prejuízo de stakeholders, nem causar danos indiretos como problemas de reputação. Ações também devem ser tomadas a partir de análises dos efeitos a curto, médio e longo prazo.

Boas práticas da Governança Corporativa

boas praticas governança corporativa

1. Seja organizado

Para conseguir alcançar os objetivos da Governança Corporativa de acordo com os princípios básicos, é preciso que a estratégia, e a empresa em geral seja rigorosamente organizada. Por exemplo, para que sua organização seja transparente e tenha informações à disposição, é preciso que documentos estejam fáceis de encontrar e claros.

Para manter o funcionamento organizado da empresa, os funcionários precisam ter uma visão clara da hierarquia da empresa. Ou seja, os funcionários e stakeholders devem saber a quem recorrer em cada situação, a quem ele responde, etc.

Outra boa prática da Governança é ter reuniões frequentes com equipes variadas. Ter equipes integradas e cientes das estratégias gerais da empresa ajuda a deixar os processos mais rápidos e eficientes. Ainda cria uma transparência interna, que transparece para os stakeholders externos.

2. Utilize a tecnologia a seu favor

O primeiro benefício que a tecnologia pode trazer para a sua Governança Corporativa é a confiabilidade. Usar a tecnologia mostra que sua empresa está preparada para encarar um mercado em transformação. Além disso, diversos processos podem se tornar mais objetivos e menos suscetíveis à corrupção humana quando geridos de forma automatizada.

E para o princípio da responsabilidade corporativa, não há forma mais precisa e eficiente de gerir uma empresa do que com tecnologia. Hoje existem softwares para automatizar diversas tarefas e ter dados muito mais específicos. Seus funcionários podem focar em criar estratégias e outras atividades que não poderiam focar antes por falta de tempo. Essa otimização ainda reduz custos drasticamente.

Os dados que são recolhidos e aplicados em estratégias como Business Intelligence, por exemplo, além de permitirem uma gestão mais eficiente, também permitem uma gestão mais transparente. Relatórios e gráficos podem ser criados automaticamente, facilitando a interpretação.

3. Foque em prevenção

Uma boa prática não só da Governança Corporativa, como também de qualquer gestão empresarial, é focar em prevenção em vez de remediação. Isso não só mostra responsabilidade com gastos de reparação, como dá muito mais segurança aos seus stakeholders. Se as suas estratégias estão voltadas para evitar problemas, stakeholders podem ter certeza de que as chances de algo prejudicial afetar eles é muito menor.

Uma das formas mais em alta de fazer prevenção na sua empresa é investir em Compliance. Um dos objetivos do Compliance é justamente evitar qualquer processo, investigação, multa ou problema derivada de fraude, corrupção e falta de aderência a normas internas. Existem diversos pilares do Compliance, como fazer Due Dilligence, análise de riscos, monitoramento, etc., que fazem parte dessa cultura de prevenção.
0

POSTS ANTERIORESPage 1 of 3SEM NOVOS POSTS