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Como fazer, Fique por Dentro, Programa de Integridade, Treinamento de Compliance
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento está promovendo mais uma edição do Selo Mais Integridade, que avaliará práticas de integridade por empresas do agronegócio sob a ótica da responsabilidade social, sustentabilidade, ética e ainda o empenho para a mitigação das práticas de fraude, suborno e corrupção (integridade).

As inscrições ficarão abertas até 4 de junho, e os interessados em obter o prêmio deverão realizar sua inscrição diretamente no site oficial do MAPA.

Esse selo é importante visto que o setor agro é particularmente forte no Brasil, e foi fortemente impactado por operações e campanhas anticorrupção e pró sustentabilidade. Também é um setor que possui dificuldades singulares em relação a compliance. Isso se dá por conta de vários fatores, como:

  • Difícil acesso a comunicação, internet, etc. nas localidades (fazendas, indústrias, etc.)
  • Alta rotatividade de colaboradores
  • Espaçamento físico entre sedes e outras operações da empresa

Isso vai fazer a diferença no modo como as empresas do setor são avaliadas quanto ao compliance e governança. Afinal, quando a grande maioria dos funcionários estão dispersos, os objetivos do compliance não podem seguir os mesmos procedimentos mais corporativos de uma empresa tradicional.

Porque buscar o Selo Mais Integridade?

Obter um prêmio como esse é um ponto positivo para empresas que traz diversos benefícios, como dar mais confiança aos stakeholders por exemplo. Além disso, é uma forma de priorizar e direcionar estratégias de compliance ao que é mais relevante para o mercado.

Por último, um grande ponto positivo de receber um selo como esse é a análise de riscos. Muitas empresas já consideram uma certificação como um atenuante de risco durante o due diligence de potenciais fornecedores.

Como se inscrever no Selo Mais Integridade?

A inscrição é gratuita e pode ser feita pelo formulário do site do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). Por ser especificamente das empresas do setor agrícola, a avaliação desse prêmio tem uma característica própria.

Enquanto outros como o Pró-Ética focam em gestão e governança, estrutura, etc., esse selo foca na prática e no dia a dia do compliance. Ou seja, avalia treinamentos, políticas corporativas, e como a empresa faz para atingir seus funcionários diariamente.

A seguir, vamos destacar alguns pontos considerados chaves por profissionais de compliance que participaram do processo de inscrição:

Evidências!

Essa foi a palavra mais usada para descrever o que é avaliado na inscrição do Selo Mais Integridade. Será preciso comprovar as ações realizadas através de fotos, vídeos, capturas de tela, etc. Ao contrário de outros selos que focam em processos, esse prêmio quer provas das ações no dia a dia. Por exemplo:

  • Lista de presença de treinamentos
  • Fotos e vídeos de ações e treinamentos
  • Fotos de materiais distribuídos como cartilhas
  • Provas de ações para público não letrado

Dica: Comece a guardar fotos, vídeos e materiais em um só lugar para acelerar o processo de busca dessas informações. Se deixar para juntar só na inscrição, pode ficar corrido demais.

Treinamentos

Os treinamentos foram um ponto considerado de destaque para os avaliadores. Solicitaram listas de presença e fotos para provar a realização, o que pode ser devido à dificuldade de acesso aos funcionários, espalhados por diversos locais remotos.

Afinal, um dos grandes desafios das empresas desse setor é justamente fazer com que suas comunicações cheguem bem em todos os funcionários da empresa.

Dica: De acordo com o profissional entrevistado, os treinamentos online tinham taxa de presença maior do que o presencial, o que foi um ponto positivo para a avaliação.

Ações e campanhas

Outros selos, como o Pró-Ética, avaliam a estrutura da governança, o relacionamento da empresa com a administração pública e outros pilares do programa de compliance.

No entanto, o Mais Integridade foi descrito como focado no contato entre o compliance e os funcionários da empresa. Por isso, buscaram entender quais as ações eram feitas para fazer o compliance e a integridade chegarem em toda a empresa.

Se a sua empresa não fizer esforços efetivos em criar campanhas criativas e estimular o engajamento dos colaboradores, perderá pontos nos olhos dos avaliadores.

Alta direção

O envolvimento da alta direção vai sempre ser muito buscado por pessoas que estão avaliando um programa de compliance. Com esse selo, não foi diferente. De acordo com pessoas que passaram por essa experiência, foi necessário ter uma carta de declaração do presidente da empresa como parte da inscrição.

Isso reforça a importância dada por esse selo às evidências materiais dos conceitos do programa de integridade, em vez de somente os processos bem documentados.

Conclusão

O que aprendemos com essa conversa é que interessados em se inscrever no Selo Mais Integridade precisam ter à sua disposição todo tipo de evidência e indicador sobre seu programa de compliance e as campanhas.

Além disso, como houveram muitas dúvidas e questionamentos ao longo do processo de inscrição e avaliação, o Ministério da Agricultura se colocou à disposição para auxiliar em tudo que fosse preciso.
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Como fazer, Programa de Integridade
O setor da saúde é um dos que pode ter consequências mais diretas e devastadoras em casos de irregularidades. Afinal, ele lida diretamente com o bem-estar das pessoas, e, se não muito bem regulamentado, pode levar a negligências que custam vidas.

Para isso, todas as instituições devem ter procedimentos de compliance bem estabelecidos para gerir a organização de forma eficiente e segura. Uma das formas que o mercado utiliza para se regular são selos e acreditações para incentivar empresas a aderirem às boas práticas de compliance na saúde.

Um grande exemplo desses prêmios é o Selo Unimed Governança e Sustentabilidade. A seguir, vamos explicar o processo de inscrição e obtenção desse selo, e porque é interessante que organizações do mercado da saúde estejam por dentro dele.

O que é esse selo?

O objetivo desse prêmio é fazer um diagnóstico da gestão, e observar sua atuação em relação à governança e sustentabilidade. Mais especificamente, verifica se hospitais e operadoras de saúde estão seguindo boas práticas do mercado, e da própria Unimed.

O selo é distribuído a cada 2 anos. O último foi em 2020, e o próximo será em 2022. Por isso, para garantir a melhor colocação, é preciso começar a organizar e adequar processos já com antecedência para não deixar nenhum detalhe de fora.

É possível obter 4 selos: Bronze, Prata, Ouro e Diamante. Além disso, também é possível receber o prêmio Djalma Chastinet Contreiras. Ele só é conferido às Unimeds que obtiverem a melhor pontuação por porte e a Federação mais bem pontuada.

Por que eu preciso conhecer esse selo?

A Unimed é uma das maiores cooperativas médicas do Brasil. Por isso, entender como ela avalia suas unidades é conhecer as boas práticas do mercado e do compliance na saúde.

Além disso, o selo dela de governança e sustentabilidade existe desde 2003. Ou seja, existe desde antes do grande “boom” de compliance no Brasil. Tem sido aperfeiçoado ao longo desse tempo para criar um sistema eficaz de avaliação das suas unidades.

Em outras palavras, o selo da Unimed é um bom parâmetro para qualquer instituição do setor de saúde que quer uma lista de boas práticas, ainda ranqueadas de acordo com importância e criticidade para a gestão.

Como funciona a inscrição e a avaliação?

A inscrição é feita pela própria unidade que deseja concorrer ao selo, e os materiais são enviados para a Unimed do Brasil. Mas o que exatamente é enviado?

Basicamente, os documentos consistem em provas e evidências de uma boa governança e sustentabilidade na empresa. Ou seja, se não houver uma boa forma de visualizar a eficácia do programa de compliance, não seria possível comprovar que está em bom funcionamento.

Isso é um detalhe importante, visto que esse problema se repete diversas vezes no cenário do compliance. A importância das evidências surge em selos como esse e o Pró-Ética, em auditorias internas e externas, em investigações da justiça com bases em leis como a Lei Anticorrupção, etc.

Essas evidências vão comprovar alguns pontos cruciais do programa de governança e sustentabilidade:

  • Órgãos sociais
  • Gestão organizacional
  • Ferramentas e soluções
  • Cooperados
  • Relacionamento com fornecedores, clientes, beneficiários, sociedade e meio ambiente
  • Cumprimento legal
  • Boas práticas

Tudo isso tem o objetivo de mostrar que a unidade da cooperativa não só garante excelência na gestão, como, através de um programa sólido de compliance na saúde, traz retorno econômico e financeiro.

Afinal, uma gestão organizada, otimizada e bem fundamentada na legislação é fundamental não só para criar uma boa relação com os stakeholders, como, consequentemente, uma forma de trazer cada vez mais retorno financeiro e estabilidade para a empresa.
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Como fazer, Programa de Integridade
A demanda por responsabilidade ambiental e sustentabilidade nas empresas nunca esteve tão forte. E no Brasil, um país que sempre ostentou muitos recursos ecológicos, e ensinou sua população e o mundo a valorizá-los, é ainda mais importante que organizações invistam em programa de compliance ambiental.

Qualquer empresa cujas atividades possam ter algum impacto no meio ambiente, direta ou indiretamente, deve buscar formas de estar conforme as diversas regulamentações ecológicas. Além disso, deve buscar cada vez mais ser ativo na promoção da defesa do meio ambiente para garantir a segurança e o apoio dos diversos stakeholders.

Porque investir em compliance ambiental?

Investir em compliance ambiental traz diversos benefícios. Empresas que estiveram envolvidas em escândalos ambientais tiveram que pagar multas elevadas, sofreram embargo de equipamentos e instalações e até tiveram suas atividades suspensas.

Já as que possuíam um bom programa de compliance puderam comprovar que colocaram todos os procedimentos possíveis em prática. Ou seja, fizeram tudo em seu poder para evitar que os desastres acontecessem.

No entanto, além das multas e suspensões, uma empresa pode sofrer muitas consequências se estiver envolvida em algum escândalo ambiental, como:

  • Expulsão do Índice de Sustentabilidade Empresarial da BOVESPA (ISE);
  • Queda no valor das ações;
  • Perda de mercados internacionais, que são mais rigorosos quanto à proteção ambiental;
  • Perda de consumidores e de faturamento;
  • Sofrer responsabilização penal, civil e administrativa.

Como fazer o programa de compliance ambiental?

O maior desafio do profissional de compliance que está trabalhando com o compliance ambiental é conseguir tirar o discurso do papel e torná-lo realidade. Afinal, em muitas empresas os impactos ambientais estão relacionados à cadeia de produção, terceiros, e outros processos complexos.

Ao lidar com tantos fatores que são fundamentais para o funcionamento da empresa, o profissional de compliance tem que trabalhar muito para criar um programa que consiga penetrar todas essas esferas da empresa e tornar a proteção ao meio ambiente parte da cultura corporativa.

Mapeamento de legislação

O primeiro passo é entender o cenário de regulamentação ambiental que é pertinente à atuação de sua empresa. É preciso conhecer a fundo todo tipo de lei, norma, decreto, etc. Ao qual a sua empresa precisa estar conforme.

Mapeamento de riscos

Após entender as normas ambientais que tangem à sua empresa, é hora de entender os riscos que podem se apresentar na sua empresa. Com essas informações é possível criar os relatórios de avaliação de impacto que irão priorizar todas as atividades futuras do programa de compliance ambiental.

Produção de políticas

O primeiro passo de real implementação do programa de compliance ambiental é a produção de políticas corporativas. É imprescindível fazer políticas gerais como Código de Ética e Conduta, mas também utilizar os relatórios de impacto para identificar as fraquezas da empresa e criar políticas de prevenção.

Realização de treinamentos periódicos

Quando forem criadas as políticas corporativas, é hora de criar um plano de treinamentos para sustentar o conteúdo das políticas ao longo do tempo.

Políticas corporativas são documentos burocráticos. Apesar de terem validade e precisarem ser aceitas periodicamente, são densos e difíceis de serem absorvidos e lembrados por colaboradores. Por isso, uma agenda de treinamentos com frequência ajuda na absorção do conteúdo e aumenta o engajamento com o programa de compliance ambiental.
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Como fazer, LGPD
Existem muitas frentes que o compliance precisa abordar quanto à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). No entanto, uma que é fundamental para o sucesso do seu programa de proteção de dados é a proteção dos direitos dos titulares dos dados.

Muitas vezes o compliance toma uma estratégia mais passiva em relação ao contato com funcionários e o público, investigando denúncias que chegam no canal de denúncias, fazendo uma gestão de riscos interna, etc.

E quando há uma comunicação ativa, geralmente é para cobrar assinaturas em políticas ou a realização de treinamentos dos funcionários da organização. Mas com a LGPD, empresas estão sendo orientadas cada vez mais a educar o público externo sobre a importância de cobrar os seus direitos.

Quais são os direitos do titular dos dados?

O compliance deve ter um meio fácil e acessível para que funcionários cobrem os seus direitos da empresa. São estes direitos:

  • Compartilhamento de informações sobre as entidades públicas e privadas com as quais os seus dados pessoais são compartilhados
  • Confirmação e acesso
  • Correção
  • Eliminação
  • Anonimização, bloqueio ou eliminação
  • Portabilidade
  • Oposição ao tratamento de seus dados pessoais quando em descumprimento à LGPD
  • Solicitar informações claras a respeito dos critérios e dos procedimentos utilizados para a tomada de decisão com base em tratamento automatizado de dados pessoais
  • Explicação sobre a possibilidade e as consequências de não fornecer o seu consentimento
  • Revogação de consentimento

Como garantir esses direitos?

Uma boa estratégia para garantir os direitos do titular dos dados tem duas etapas: comunicação com o público, e implementação de ferramentas.

Comunicando com os titulares

No entanto, como explicamos anteriormente, empresas estão sendo orientadas a não esperarem passivamente que o público solicite as informações, e sim incentivá-lo a ir atrás dessas informações. Afinal, um programa de compliance no papel, que não é usado, pode ser visto por autoridades como um programa ineficaz.

Por isso, é preciso unir o compliance às estratégias de comunicação e marketing para fazer campanhas e montar estratégias que demonstrem a importância da solicitação dos seus direitos, e ainda a boa vontade da empresa em sustentá-los.

Como no canal de denúncias, o compliance depende de as pessoas entrarem em contato com ele. Por isso, é preciso incentivar esse contato.

Dica: Veja nosso artigo sobre estratégias de marketing para compliance

Ferramentas e aplicação prática

A outra parte da estratégia é efetivamente entregar as informações solicitadas ao titular dos dados. Antes de qualquer coisa é preciso se fazer essas perguntas:

  • Como o titular vai entrar em contato para pedir essas informações?
  • Quem vai receber a solicitação?
  • Aonde e como você vai conseguir a informação?

Para isso, você pode utilizar a ouvidoria da empresa (apesar de que é recomendado ter um canal especificamente para esse tipo de solicitação), um endereço de e-mail, página de contato, chatbot, ou uma ferramenta específica para isso.

Dica: Agende uma demonstração e peça para ver o Canal de Privacidade que o clickCompliance oferece

Por exemplo, uma pessoa pode querer solicitar que a sua empresa elimine os dados pessoais sobre ela da base. O compliance precisa determinar:

  • Como ela vai entrar em contato
  • Com quem ela vai entrar em contato
  • Onde esses dados estão (para isso, veja mais sobre relatórios e mapeamento de dados pessoais)
  • Quem pode eliminar os dados
  • Quem e como vão confirmar o titular de que a eliminação foi feita

Para conseguir fazer tudo isso de forma organizada, e de forma que o titular consiga acompanhar o andamento de sua solicitação, é preciso ter alguma ferramenta que centralize as etapas. Ou, tenha um processo muito bem documentado e organizado.


 
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Como fazer
Os dados são o ativo mais valioso para uma empresa hoje. No entanto, esse valor só pode ser alcançado se houverem estratégias definidas para entender como as informações disponíveis podem ser aproveitadas. E exatamente o mesmo vale para indicadores de compliance.

Através de uma boa estratégia de dados para o compliance, é possível tomar decisões estratégias e melhorar continuamente o seu programa. Não é à toa que um dos pontos de avaliação do seu programa de compliance de acordo com a Lei Anticorrupção é o monitoramento contínuo.

A seguir, vamos abordar alguns dos principais pontos da criação de uma estratégia de dados para compliance. Continue lendo se você quiser turbinar seu programa de compliance através do uso de indicadores!

O que são KPI’s?

A primeira coisa que você precisa entender quando for começar a pensar em indicadores de compliance são os KPI’s. Um KPI é um Key Performance Indicator, ou Indicador Chave de Desempenho.

Esses indicadores te ajudam a medir a eficácia dos seus processos em relação aos objetivos que você quer atingir, nesse caso com seu programa de compliance. Estes vão focar no “como” esses objetivos estão sendo alcançados.

Como escolher os melhores indicadores de compliance?

As ferramentas hoje conseguem uma infinidade de dados impossíveis de analisar. É muito importante lembrar que você não deve simplesmente ter a sua ferramenta de coleta de dados captar tudo que pode sem decidir o que você precisa analisar dentro de todas as informações.

Defina seus objetivos

Por isso, você precisa escolher um grupo de indicadores de compliance que vão realmente representar seus objetivos. Para estabelecer seus objetivos gerais, faça algumas perguntas como:

  • O que você quer atingir com o seu programa de compliance?
  • Quais são os pontos mais fracos do seu programa de compliance?
  • Qual é o público do seu programa?

Feito isso, você deve criar objetivos mais específicos e processuais que te ajudam a atingir esses objetivos mais estratégicos. Por exemplo:

Ponto fraco: engajamento do seu público com as ações do compliance.

Objetivo geral: engajar funcionários nas ações do compliance.

Objetivos específicos: realizar treinamentos com maior frequência, e fazer ações de fixação do conteúdo.

Sua estrela norte

Após ter definido o seu objetivo principal, você precisa selecionar uma métrica estrela norte. Ou seja, a métrica que vai indicar se seu programa de compliance está evoluindo positivamente ou negativamente.

Por exemplo, se seguirmos o exemplo anterior, o objetivo do programa de compliance é ser um programa que engaja os funcionários. Nesse caso, a estrela norte seria a taxa de engajamento, que pode ser medida através do cruzamento de outros dados.

Por exemplo, a quantidade de treinamentos realizados dividido pela quantidade de funcionários, a quantidade de perguntas feitas dividida pelo número de funcionários, e até compartilhamentos de algum material nas redes sociais. Tudo isso varia de empresa para empresa.

Dica: É importante definir esses objetivos e métricas antes de escolher uma ferramenta, para que você escolha uma que encaixa na sua estratégia, e não tenha que encaixar sua estratégia no que a ferramenta disponibiliza de indicador.

Menos é mais

Outra dica importante na hora de escolher seus indicadores de compliance é lembrar que quantidade não é qualidade. Às vezes podemos nos empolgar ao ver todas as possibilidades disponíveis.

Lembre-se sempre de manter a sua estratégia de dados enxuta e objetiva. Você não precisa acompanhar muitos dados, desde sejam os que realmente representam os seus objetivos e vão te ajudar a guiar seu programa de compliance.

O que eu faço com as métricas que coletei?

Agora que você decidiu quais indicadores de compliance são os mais representativos dos seus objetivos, você deve criar o seu hábito de acompanhamento. A frequência de acompanhamento deve variar de acordo com a disponibilidade de equipe. No entanto, deve ser feito pelo menos uma vez na semana.

Essa consistência no monitoramento é o que vai possibilitar visualizar melhorias e pioras, e consequentemente pensar em ações para sempre otimizar os esforços de compliance. Outra dica é marcar a data de implementação de novas iniciativas para comparar o antes e depois e medir a eficácia.

Você pode entender mais sobre o monitoramento do compliance no próximo Compliance Talks, evento gratuito e online.


 
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Como fazer, Programa de Integridade
A gestão de riscos e compliance devem ser feitos sempre que a empresa identifique e busque prevenir e mitigar um determinado risco regulatório. Com essa metodologia é possível mapear e criar procedimentos para lidar com os mais diversos riscos que podem se apresentar.

Já a diversidade e inclusão (D&I) é uma prática fundamentada nos direitos fundamentais dos seus colaboradores. Inclusive, não só está presente na Constituição brasileira, como está logo no artigo 3°:

“Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil:

IV – promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.”

Além disso, é possível observar a defesa da igualdade no artigo 5º da Constituição, inciso I, VI e X, respectivamente sobre a igualdade dos gêneros, a liberdade de crença e a proteção à intimidade.

Neste artigo vamos apresentar ações para a equipe de compliance sustentar esses direitos com bases nas diversas normas e regulamentações acerca do tema. Com isso, é possível prevenir incidentes de conduta ilegal e antiética, protegendo a empresa de danos financeiros e de reputação através de ações trabalhistas e indenizações.

É importante lembrar, antes de entrarmos mais a fundo no assunto, que essas atividades e procedimentos devem conseguir produzir evidências da adoção e eficácia delas, para monitoramento, divulgação e em casos de auditorias.

A diferença entre diversidade e inclusão

É sempre bom ter clareza a respeito dos conceitos que você vai aplicar na sua empresa. Um dos segredos para ter ações que não são rasas e que acertem o alvo é saber o máximo possível sobre o assunto. Principalmente quando o caso é tão sensível para os grupos afetados.

A diversidade é o reconhecimento e o respeito às diversas faces e dimensões dos indivíduos. Já a inclusão vai além, e busca o acolhimento efetivo desses indivíduos diversos.

Basicamente, a inclusão é colocar em prática e estimular a diversidade na sua empresa (nesse caso – podemos praticar a inclusão em todas as esferas da nossa vida).

Apenas alguns exemplos dessas diversidades que devem ser respeitadas e incluídas na sua empresa e nas suas ações de compliance são:

  • Gênero
  • Etnia
  • Orientação sexual
  • Identidade de gênero
  • Crença ou prática religiosa
  • Raça
  • Origem ou classe socioeconômica
  • Pessoas com deficiências
  • Argumentos para defender ações de D&I

As ações de gestão de riscos e compliance a respeito de diversidade e inclusão precisam ser contínuas para que realmente se tornem uma parte da cultura corporativa da empresa. Para isso, é sempre preciso destinar recursos, o que nem sempre é fácil de defender na hora de definir um orçamento.

Mas o que não falta é motivo para investir nessas práticas. Por exemplo:

  • De acordo com o estudo Women in the Workplace 2019 da McKinsey & Company, “para alcançar a verdadeira equidade, as empresas devem investir na criação de uma cultura forte de diversidade e inclusão”.
  • A mesma pesquisa também mostrou que “para alcançar a verdadeira equidade, as empresas devem investir na criação de uma cultura forte de diversidade e inclusão”.
  • As legislações trabalhistas estão cada vez mais atualizadas sobre o tema, o que aumenta torna indenizações por danos morais cada vez mais bem fundamentadas.
  • De acordo com o instituto Lean in e McKinsey, companhias mais diversas têm 35% mais retorno financeiro que a média de mercado e com mais diversidade de gênero, 21%.
  • De acordo com a Forbes, 85% das grandes empresas pesquisadas concordam que a diversidade é a chave para a inovação.
  • De acordo com a Pesquisa Diversidade de Gênero em Segurança e Gestão de Risco da Gartner, equipes com maior diversidade de gênero superam em cerca de 50% a performance observada em grupos mais homogêneos e menos inclusivos. 

Vá além de políticas e treinamentos

Você pode pensar que nesse artigo vamos sugerir que você tenha políticas corporativas a respeito da D&I e que você realize treinamentos periódicos para fixar o tema.

No entanto, a realidade é que essas duas coisas são bases fundamentais para o compliance antidiscriminatório. O nosso objetivo neste artigo é mostrar ações necessárias para reforçar esses treinamentos e políticas, que já deveriam existir, no dia a dia.

Se você ainda não implementou políticas e treinamentos, as ações de suporte não serão ancoradas nos processos básicos de qualquer programa de compliance. Se esse for seu caso, corra atrás deles primeiro, e depois implemente as ideias desse artigo.

Crie um espaço sem medo

Quando o assunto é diversidade, ainda existem muitas pessoas que pertencem a minorias que sofrem preconceito na vida, e têm medo de que isso aconteça também na sua vida profissional.

É preciso que todos os funcionários saibam que podem ser abertos e fazer solicitações especiais que as façam se sentir verdadeiramente acolhidas.

Por exemplo, se houver algum funcionário muçulmano praticante, essa pessoa terá que tirar pausas em determinados momentos do dia para suas rezas. Em alguns casos, essas pessoas até são demitidas por não estarem “produtivas”. No entanto, também existem casos de processos ganhos de discriminação religiosa.

Para isso, você deve incluir esses direitos à prática religiosa nas políticas corporativas, e trabalhar junto com o RH para concretizar esse direito com espaços específicos para as atividades religiosas, por exemplo.

Além disso, você pode por exemplo espaços como o do clickCompliance para mensagens da alta direção que confirmem essa liberdade, sem risco de demissão ou punição.

Garanta o equilíbrio entre vida profissional e privada

Este ponto é principalmente referente à inclusão das mulheres nas empresas. Apesar de todos os avanços nesse para a igualdade entre homens e mulheres no lar, estudos mostram que mesmo quando a mulher é ativa no mercado de trabalho, ela arca com a maioria das tarefas domésticas.

Para isso, a Gartner sugere práticas de equilíbrio entre a vida pessoal e profissional, como horários de trabalho flexíveis, que devem ser previstas nas políticas corporativas e reforçadas na comunicação do compliance e RH.

Outra sugestão é avaliar a possibilidade das licenças maternidade e paternidade estar dentro dos direitos dos funcionários. Isso não só ajuda a incluir as mulheres que já estão na empresa, como também estimula mais mulheres a se candidatarem, diversificando o corpo de funcionários.

Comunicação, comunicação e comunicação

O segredo para qualquer uma dessas ações de gestão de riscos e compliance funcionar é comunicar. Isso porque, por ser um assunto sensível, nem sempre os funcionários querem se expor e divulgar as suas diversidades, como no caso de origem ou classe socioeconômica, crença ou prática religiosa e orientação sexual.

Por isso, é imprescindível ter canais de constante comunicação dos princípios, valores e políticas da empresa. Assim, mesmo sem o engajamento ativo do funcionário, ele sabe que é acolhido na sua empresa.

Outra sugestão é utilizar um chatbot, como o do clickCompliance, para responder dúvidas sobre as políticas corporativas relacionadas à diversidade e inclusão. É um espaço seguro, e o funcionário sabe que não terá juízo de valor na hora de atender a sua pergunta.

Cuidado com o Tokenismo

O tokenismo é um conceito importante que deve ser evitado ao implementar ações práticas de gestão de riscos e compliance para D&I. Isso acontece quando empresas se aproveitam do valor que a diversidade traz e fazem uma falsa inclusão racial, apenas com finalidade de marketing.

Em outras palavras, é um esforço superficial para ser inclusivo. Uma forma de tokenismo inclusive é criar políticas sobre o assunto, mas não reforçar na prática.


 
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