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No último dia 29 de junho, a Merco anunciou em seu webinar o ranking das “100 Empresas mais Responsáveis do Brasil”. O evento premiou empresas que se destacaram na área de sustentabilidade e ESG no mercado brasileiro.  

A pesquisa também contém um recorte de um top 25 do ranking nas três variáveis, E – meio Ambiente, S – âmbito interno, clientes e sociedade e G – ética e governança, pela CEO da Merco no Brasil, Lylian Brandão.  

 

Abrangendo setores como agronegócio, alimentos, aviação, bebidas, bens de capital, bens de consumo, comércio eletrônico, comunicações, conglomerado, cosméticos e perfumaria, eletroeletrônicos, energia, energia elétrica, entretenimento, farmácias etc. As pesquisas foram feitas entre julho de 2021 e abril de 2022. 

 

Metodologia 

 

Foram entrevistados membros da alta direção de empresas com faturamento superior a US$40 mi, além de representantes de outros setores importantes para o mundo corporativo.  


Os critérios de avaliação se dividiam em variáveis como:
 

  • comportamento ético 
  • transparência e boa governança 
  • contribuição fiscal ao país 
  • responsabilidade com os funcionários 
  • compromisso com meio ambiente  
  • mudança climática e contribuição à comunidade

É o primeiro monitor ESG do mundo a ser auditado, com o monitoramento e controle de processos e resultados sujeitos a revisão independente pela KPMG, de acordo com a norma ISAE 3000. 


Do universo entrevistado, 22% são executivos, 8% analistas financeiros, 8% jornalistas de economia, 6% ONG’s, 6% sindicatos, 6% associação de consumidores, 4% catedráticos de universidades, 4% gerentes de mídias sociais, 7% funcionários de governo e 10% população geral.
 

 

Os arquivos que agrupam as respostas dos participantes são submetidos a várias verificações de validade, eliminando ou corrigindo a parte de cada questionário que deve ser considerada incorreta.  


Esta oitava edição deu um salto nos indicadores para uma medição mais abrangente da sustentabilidade empresarial, resultando em um novo Merco Responsabilidade ESG, pelas siglas Environmental (E), Social (S) e Governance (G). 
 


Esta mudança metodológica na estrutura de recopilação e análise inclui cinco avaliações com 14 diferentes fontes de informação, num total de 2.311 entrevistas.
 

 

Merco Responsabilidade ESG  

A primeira posição do Ranking ESG segue com a Natura, a segunda fica com o Grupo Boticário e terceira com a Ambev. Luiza Helena Trajano lidera pelo quinto ano consecutivo o Ranking de Líderes.  


Uma das principais novidades nesta oitava edição do ranking é a inclusão de Merco Sociedade, o monitor que mede a reputação da perspectiva cidadã. Este indicador integra o “ser ético” com “fazer responsável”, enfatizando a legitimidade social, a licença social e a plausibilidade social. 
 


Em complemento, são consideradas nas avaliações de Merco Digital: meios digitais, influenciadores e usuários, além dos indicadores objetivos respondidos pelas próprias empresas.
 


10 Empresas mais bem colocadas no ranking: 

1 – NATURA | 10000 pontos.  

2 – GRUPO BOTICÁRIO | 8497 pontos. 

3 – AMBEV | 8347 pontos. 

4 – MAGAZINE LUIZA | 8248 pontos. 

5 – AVON | 7892 pontos. 

6 – BRADESCO | 7296 pontos. 

7 – GOOGLE | 6996 pontos. 

8 – MERCADO LIVRE | 6971 pontos. 

9 – ITAÚ UNIBANCO | 6839 pontos. 

10 – UNILEVER | 6775 pontos. 


Como o Compliance Pode Posicionar Minha Empresa em Rankings e Certificados? 

 

Ter o reconhecimento do mercado e da imprensa pode ser um fator decisivo para atrair investimento e para consolidar a credibilidade dos seus negócios. Uma empresa responsável deve ter três pilares de atuação: Meio Ambiente, Social e Governança. 

 

Um sistema de ESG não se limita ao compliance, mas prescinde dele para existir. Cabe ao compliance garantir que os negócios estejam em conformidade com a legislação ambiental, os direitos humanos, as boas práticas de gestão e a responsabilidade social. 

Dentro dos três eixos de ESG, recomendamos as seguintes ações: 

  1. Atendimento à legislação ambiental. Priorizando o uso consciente dos recursos naturais; reduzindo o desperdício e promovendo efeitos positivos sobre o meio ambiente.
  2.  A legislação trabalhista e de direitos humanos deve ser respeitada; promover a diversidade e inclusão; respeitar as diferenças; priorizar o bem-estar das pessoas; aproximar, fazer a diferença para a comunidade e contribuir com causas sociais
  3.  Aprovar a governança corporativa é uma estratégia a seguir; promover atos de boa fé e ajudar a criar uma cultura corporativa ética, transparente e responsável. 

A implantação de um sistema ESG garante a efetiva implementação das medidas planejadas, como dar preferência a matérias-primas renováveis, transparência no fluxo de informações e até mesmo a busca pelo selo ISO 14001, que atesta sua eficácia nesse quesito.  
 
Existem diversas leis e regulamentações que tratam das questões ambientais e hoje o compliance pode ser um aliado na definição das estratégias adequadas, mapeando os riscos e prevendo os resultados a serem alcançados em cada etapa.  
 
As empresas sustentáveis melhoram a sua imagem e conseguem uma maior rentabilidade econômica através destas medidas. Além disso, a empresa fica mais visível para o público e para o mercado. 

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Este artigo foi escrito por Izabel de Albuquerque Pereira¹, parceira do clickCompliance.

No início de 2021, foi aprovada, em Portugal, a Estratégia Nacional Anticorrupção 2020-2024² (“ENAC”), que identificou sete prioridades para se enfrentar, de forma eficaz, a corrupção no país.

Destas sete prioridades, duas têm especial relevância para o que pretendemos tratar neste artigo:

(i) “Prioridade 2: Prevenir e detectar os riscos de corrupção no setor público”, que, entre outros temas, traz a necessidade da implementação de Programas de Compliance no setor público como forma de promoção da ética e de prevenção da corrupção, devendo, para tanto, ser considerada a experiência do setor privado, notoriamente mais avançado na adoção de tais Programas; e

(ii) “Prioridade 3: Comprometer o setor privado na prevenção, detecção e repressão da corrupção”, que sugere a implementação mandatória de Programas de Compliance nas empresas de grande e médio porte e a previsão de sanções no caso de não cumprimento desta obrigação.

No que se refere às componentes de um Programa de Compliance (no Brasil falamos em “pilares”), a ENAC enumera as seguintes:

a) Análise de riscos e planos de prevenção ou gestão de riscos;
b) Código de ética ou de conduta;
c) Mecanismos de controle do cumprimento das normas;
d) Formação dos destinatários e difusão do Programa de Compliance;
e) Canal de Denúncias;
f) Sanções para o incumprimento do Programa de Compliance;
g) Investigações internas;
h) Institucionalização de um responsável pelo cumprimento do Programa de Compliance;
i) Avaliação periódica e sempre que se justificar;
j) Documentação da atividade.

Nota-se que estas componentes em muito se assemelham aos “pilares clássicos” de um Programa de Compliance.³

Ainda, em junho de 2021, o Conselho de Ministros, quando da aprovação do Decreto-Lei que abordou duas medidas previstas na ENAC, quais sejam, (i) a criação do Mecanismo Nacional Anticorrupção (entidade portuguesa responsável pelo controle da implementação do Regime Geral de Prevenção da Corrupção) e (ii) a aprovação do Regime Geral de Prevenção da Corrupção (para articular todas as componentes acima referidas), emitiu um comunicado que expressamente estabeleceu:
“[…] a obrigação de as pessoas coletivas de direito privado, as pessoas coletivas de direito público e serviços integrados na administração direta e indireta do Estado, das regiões autónomas e das autarquias locais e as pessoas coletivas integrantes do setor público empresarial, desde que empreguem 50 ou mais trabalhadores, adotarem programas de prevenção de riscos, códigos de conduta, canais de denúncia e programas de formação adequados à prevenção da prática de atos de corrupção e infrações conexas”4.
Em resumo:

Trata-se de uma questão de tempo (há quem defenda que isso ocorrerá ainda em 2021) até que tenhamos, em Portugal, uma obrigação legal, impondo às empresas dos setores público e privado, que tenham cinquenta ou mais trabalhadores, a implementarem Programas de Compliance Anticorrupção.

É aqui que eu compreendo que a experiência brasileira e “as lições aprendidas” que vivemos no Brasil têm muito a colaborar com os nossos colegas portugueses. Não só pelo fato de a nossa Lei Anticorrupção já ter alguns anos de vigência e de os nossos compliance officers já terem “testado” algumas estratégias (umas deram certo, outras nem tanto) na adoção de Programas de Compliance nas suas organizações, mas também pelo fato de que hoje já temos excelentes ferramentas (softwares) no mercado brasileiro que auxiliam os compliance officers naquelas atividades diárias de gestão dos seus Programas, com uma capacidade e rapidez que nenhum ser-humano tem.

Inclusive, arrisco defender que o uso destas ferramentas se revela como um verdadeiro investimento para as organizações, já que, como “aceleradores” dos Programas de Compliance que são, tais ferramentas reduzem os custos do Programa ao permitirem que os compliance officers otimizem o seu tempo (que já é escasso!) e se debrucem, prioritariamente, naqueles temas que realmente exigem uma atuação intelectual (o que as máquinas, pelo menos por enquanto, ainda não são capazes de fazer).

Por fim, entendo que, se adicionarmos nesta equação (experiência prévia/lições aprendidas dos compliance officers brasileiros + ferramentas) um terceiro fator, qual seja, o conhecimento e os insights das ciências comportamentais, e os aplicarmos nos Programas de Compliance desde o início da sua implementação, as empresas portuguesas conseguirão largar de um ponto de partida muito mais avançado do que as empresas brasileiras largaram lá atrás, nos anos de 2013, 2014 e seguintes. Mas essa dimensão comportamental, diante da sua clara relevância, merece ser tema de um novo artigo…

compliance anticorrupção portugal


1 Idealizadora da IA+P (www.iamaisp.com). Behavioral Compliance Advisor na CLOO. Especialista e certificada internacionalmente em Ética e Compliance (CCEP-I) pela SCCE. Co-fundadora do NOVA Compliance Lab (NCL). Membro fundadora do Instituto Compliance Rio (ICRio). Doutoranda em Direito da NOVA School of Law (Lisboa). Mestre e licenciada em Direito pela UERJ (Brasil). Pós-Graduada em Direito Empresarial pelo IBMEC (Brasil).
2 Disponível em: https://www.portugal.gov.pt/download-ficheiros/ficheiro.aspx?v=%3d%3dBQAAAB%2bLCAAAAAAABAAzNDAxMQAAnRDZFAUAAAA%3d. A Resolução do Conselho de Ministros n.º 37/2021, que aprova a ENAC, encontra-se disponível em: https://dre.pt/home/-/dre/160893669/details/maximized. Acesso em 19 de outubro de 2021
3 No entanto, na minha visão, a ENAC claramente pecou em não incluir expressamente o “Apoio da Liderança” (tone at the top) como uma componente do Programa de Compliance, por, ao meu ver, se tratar de um pilar fundamental para todo e qualquer Programa de Compliance que se pretende efetivo.
4 O comunicado do Conselho de Ministros de 17 de junho de 2021, que aprovou o Decreto-Lei (que criou o Mecanismo Nacional Anticorrupção e aprovou o Regime Geral da Prevenção da Corrupção), encontra-se disponível em https://www.portugal.gov.pt/pt/gc22/governo/comunicado-de-conselho-de-ministros?i=427. Acesso em 19 de outubro de 2021
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Programa de Integridade
Um dos grandes desafios da equipe de compliance é, não só fazer a implementação dos procedimentos e políticas, como conseguir fazer um bom monitoramento dos seus esforços no programa de compliance.

Tão importante, inclusive, que o artigo 42 do decreto que regulamenta a Lei Anticorrupção, coloca que o programa de compliance será avaliado de acordo com “monitoramento contínuo do programa de integridade visando seu aperfeiçoamento na prevenção, detecção e combate à ocorrência dos atos lesivos”.

A seguir vamos falar de alguns dos principais desafios e pontos-chave para fazer um bom monitoramento do seu programa de compliance. Você também pode assistir um debate gratuito sobre o tema com a Chief Compliance Officer da Novonor e o General Legal Counsel da Andrade Gutierrez.


Auditoria e monitoramento não são iguais?

Antes de seguirmos, é importante definir a diferença entre o monitoramento do seu programa de compliance e uma auditoria. De fato, ambos vão fazer uma análise dos seus procedimentos para verificar a qualidade e a eficácia do trabalho do compliance. No entanto, se você faz um, não ache que você pode escapar do outro.

Auditoria

A auditoria é um método de avaliação formal. Terá metodologia de avaliação, critérios, conclusões formais, etc. Além disso, é um processo que, idealmente, é feito de forma independente para garantir objetividade.

Isso é importante porque, a partir dessa auditoria, vão ser destacados pontos de melhoria, e o que pode ser feito. A partir disso, o programa de compliance ajusta para incluir essas melhorias. Se a auditoria for feita internamente, é menos provável que fossem tão honestos ao identificar pontos fracos.

Monitoramento

Já o monitoramento deve ser feito internamente, pela própria equipe de compliance. Além disso, deve ser feito continuamente. O que é analisado não são os procedimentos e estratégias gerais, e sim os micro resultados do trabalho diário, para ser melhorado continuamente. É mais focado em encontrar pontos de melhoria e ineficiências operacionais.

O que deve ser analisado no monitoramento?

A palavra mais importante do monitoramento contínuo de compliance é: dados. Não é possível fazer um bom monitoramento sem ter acesso aos dados certos sobre seu programa de compliance.

Inclusive, uma dica é escolher os dados mais importantes para a sua estratégia, que podemos chamar de KPI’s (Key Performance Indicators), ou indicadores chaves de performance.

Assim, você já sabe o que analisar, e não perde tempo olhando um mar de dados que não é útil para sua estratégia. Alguns exemplos de KPI’s para seu programa de compliance podem ser:

  • Número total de denúncias em aberto
  • Número total de questões de recursos humanos abertas
  • Porcentagem de problemas pendentes pós-auditoria
  • Tempo médio do ciclo de investigação de denúncia por tipo
  • Porcentagem de auditorias internas concluídas no prazo
  • Porcentagem total de treinamentos concluídos (por funcionário e por departamento)
  • Quantidade de políticas aceitas (por funcionário e por departamento)

Principais desafios do monitoramento contínuo de compliance

As empresas atualmente ainda enfrentam muitas barreiras para realmente aproveitar as possibilidades analíticas disponíveis. A seguir, falamos sobre alguns dos principais.

Ferramentas adequadas

O monitoramento contínuo gira em torno de dados. Ou seja, para conseguir fazer o monitoramento, é preciso fazer a coleta desses dados. Nesse quesito muitas empresas já apresentam problemas.

A forma mais comum de coletar dados sobre o compliance é manualmente e inserindo todos em planilhas. Isso é muito ineficiente, desperdiça tempo da equipe que poderia ser usado na análise e melhoria do programa e é muito mais provável que ocorram erros.

Amostra abrangente de público

Outra dificuldade que empresas apresentam, normalmente quando não há ferramentas especializadas, é não conseguir ter uma amostra de funcionários grande o suficiente nos dados. Solicitando dados por e-mail, por exemplo, é difícil realmente conseguir todos.

Além disso, é ainda mais difícil ter controle sobre dados de terceiros, como fornecedores, funcionários terceirizados, etc. Esses também são fundamentais para a eficácia do programa de compliance.

Amostra abrangente de processos

Outro desafio do monitoramento de compliance é conseguir dados de todos os processos de compliance, ou pelo menos os mais importantes. Por exemplo, hoje em dia o número de canais de denúncias digitais tem crescido, e ferramentas digitais costumam ter indicadores.

No entanto, é preciso também ter dados sobre vários outros processos do programa de compliance para que se possa fazer melhorias realmente valiosas e completas.

Dados atualizados

Por último, uma grande dificuldade das equipes de compliance é conseguir ter sempre uma safra de dados atualizados.

Por exemplo, se os dados são coletados e organizados manualmente em planilhas, é irreal planejar uma coleta diária de todas as informações. Por isso, sem nenhuma automatização, o monitoramento fica menos preciso, e muito menos atualizado.
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Fique por Dentro, Programa de Integridade, Programa de Integridade
Em um mundo corporativo que está cada vez mais regulado, os terceiros e a cadeia de fornecedores são um dos maiores pontos de riscos. Ineficiências na gestão desse grupo de stakeholders podem levar a enormes perdas financeiras, além de abrir espaço para corrupção. Combater esses perigos deve ser feito através do due diligence de terceiros.

O que é o due diligence de compliance?

O due diligence não é nada mais do que investigar uma empresa antes que seja feita uma parceria entre ela e a sua empresa. Por exemplo, antes de uma fusão ou aquisição, inclusão dela na sua cadeia de fornecimento ou uma parceria de produção.

Nesse processo podem ser encontradas “red flags”, que são indicadores de algum perigo ou atividade ilícita que devem ser investigados mais a fundo. Alguns exemplos desses sinais são:

  • Se o terceiro tem sido alvo de ações de aplicação penais ou ações civis por atos sugerindo conduta ilegal, imprópria ou antiética.
  • Se o terceiro não tem em prática um programa de compliance ou código de conduta adequado ou se recusa a adotar um.
  • O terceiro faz contribuições políticas grandes ou frequentes.
  • O terceiro tem uma relação familiar com uma autoridade pública estrangeira ou agência governamental.
  • O terceiro se recusa a firmar um contrato escrito, ou solicita para executar serviços sem um contrato escrito quando ele é pretendido.

As possibilidades de perigos são incontáveis, e por esse motivo, o processo e framework de análise desses riscos na sua empresa deve ser muito sólido. Possíveis documentos que podem ser analisados nesse processo podem ser registros financeiros, contábeis, previdenciários, trabalhistas, imobiliários, tecnológicos, jurídicos, entre outros.

Porque fazer o due diligence de terceiros

O due diligence é extremamente importante por diversos motivos, mas os 3 principais são:

  • Lei anticorrupção:
A Lei Anticorrupção brasileira estabeleceu que sua empresa pode ser responsabilizada por atos cometidos em seu benefício, direta ou indiretamente, independente do conhecimento e do consentimento da sua empresa.

Ou seja, você pode sofrer as consequências pesadas da Lei, como multas e perda de mercado, se um terceiro infringir a lei e os benefícios se estenderem a você.

  • Exigência do mercado:
Uma “red flag” de uma empresa é ela não possuir um bom programa de compliance e, dentro disso, também um programa de due diligence. Por isso, esse processo também pode ser invertido.

Empresas que desejam fazer negócios com você também vão investigar para ter certeza de que você é um bom parceiro. Se você não houver um programa sólido de due diligence, pode ser motivo de desconfiança, e você pode perder negócios.

Além disso, a Lei Anticorrupção também exige que empresas tenham um bom programa de compliance para fazer negócios com o governo federal. Se sua empresa não houver um programa sólido, perde-se uma enorme fatia do mercado federal, e estadual onde esta lei for regulamentada.

  • Exigência da sociedade
O terceiro grande motivo para fazer um due diligence forte são as novas exigências que a sociedade faz em cima das organizações. As gerações mais jovens têm preferência por apoiar, trabalhar em e comprar de empresas que estão de acordo com seus valores.

Disso surgiu a chamada “cultura de cancelamento”. Com o poder das redes sociais, é possível fazer campanhas fortes contra empresas que não prezam pela ética, sustentabilidade, etc., ou que apenas se associam a uma organização ou pessoa que não está de acordo com esses valores.

Como inovar no due diligence?

O processo de criação de um bom framework de due diligence é longo e complexo. Ele se resume em, basicamente, analisar possíveis terceiros, classificá-los de acordo com o grau de risco, escolher os terceiros que serão contratados e justificar a escolha.

É possível aplicar tecnologias inovadoras em diversas etapas desse processo. Com as ferramentas certas, é possível automatizar tomadas de decisões, e ainda contar com a precisão da inteligência artificial na hora de decidir qual o terceiro mais seguro.

Outras formas de aplicar tecnologia são em ferramentas de big data, que analisam mares de dados disponíveis na internet e em outras fontes para fazer uma avaliação detalhada dos possíveis “red flags” da empresa e sistemas de computação em nuvem para centralizar todo o processo e as justificativas.

No próximo Compliance Talks, dia 03/12 às 17h, vamos falar justamente sobre esse tema. Um especialista em gestão de riscos e compliance vai apresentar em detalhes como esse processo é feito.

Depois, o CEO do clickCompliance, Marcelo Erthal, especialista em tecnologia para compliance, vai apresentar como você pode aproveitar tecnologias como I.A., R.P.A e cloud computing no due diligence.

Inscreva-se gratuitamente no site: http://compliancetalks.com.br/
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Canal de Denúncias
O clickCompliance obteve o 4o lugar em um ranking que selecionou as 10 melhores startups LegalTechs do país. Além disso, foi a única selecionada do setor de compliance. O ranking é resultado de um processo anual que mede a atratividade das startups de forma objetiva, por meio das relações de inovação aberta registradas e validadas entre empresas e startups no ano.

A metodologia do Ranking 100 Open Startups dá pontos para as startups que mais despertam interesse em médias e grandes instituições a cada ano. Para serem elegíveis, as startups devem ter faturamento inferior a R$ 10 milhões no exercício fiscal do ano anterior à publicação do Ranking, não podem ter recebido mais de R$ 10 milhões em investimento direto e não devem ser controladas por grupo econômico, mas sim por empreendedores à frente do negócio.

O que são LegalTechs?

LegalTechs são startups que apresentam soluções tecnológicas para o mundo jurídico. Também podem ser conhecidas como LawTechs. É um setor em alta e tem apresentado crescimento forte nos últimos anos. Em 2016 e 2017 foram investidos cerca de 24 milhões de dólares em LegalTech. Já em 2018, esse número saltou para um investimento de impressionantes 1.6 bilhões de dólares.

Já existem soluções sendo desenvolvidas no Brasil que inovam para o judiciário, usando tecnologias como inteligência artificial, por exemplo. No entanto, as aplicações de inovação especificamente no compliance tem se mostrado mais lento do que outros dentro do setor legal. Tanto que o clickCompliance foi a única voltada para esses profissionais no ranking.

O clickcompliance e inovação

A premiação também teve foco em startups que participassem de projetos de Open Innovation. Esses projetos são processos de inovação no qual organizações promovem ideias, pensamentos, processos e pesquisas abertos, a fim de melhorar o desenvolvimento de seus produtos e serviços.

Além de estarmos sempre buscando essas oportunidades de fazer parcerias desse tipo com empresas para entender mais de perto as dificuldades dos profissionais de compliance, sempre buscamos formas de trazer inovação aos compliance officers e ao nosso produto.

O Compliance Talks é um evento que promovemos com o intuito de apresentar formas inovadoras de fazer compliance. Explicamos de forma simples o que são as tecnologias e como já é possível aplicar nos seus processos.

Além disso, o nosso produto está sempre sendo melhorado com o objetivo de fazer um compliance mais inovador. Por exemplo, nosso canal de denúncias avançado já utiliza inteligência artificial para ajudar no processo de apuração da denúncia. Isso foi possível devido à nossa participação em editais de fomento à inovação e a contratação de especialistas do setor de I.A.
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A inteligência artificial é uma tecnologia que vem sendo usada cada vez mais nas empresas. Inclusive, já tem tempo que deixou de ser apenas um diferencial e se tornou uma necessidade.

Muitos podem acreditar que entender o que é e como funciona a I.A. é uma preocupação exclusiva dos profissionais de tecnologia. No entanto, nós acreditamos que os profissionais de compliance devem entender também de conceitos e teorias sobre o tema.

Por isso, vamos fazer uma introdução à inteligência artificial para o compliance officer para que esse profissional possa começar a conhecer melhor essa tecnologia e aplicar melhor na sua empresa e trabalho.

Você também pode aprender sobre tecnologia para o compliance no nosso evento Compliance Talks Live. O tema dessa edição é justamente o compliance e a I.A.

O que é exatamente a inteligência artificial?

Em termos bastante rudimentares, a I.A é a capacidade de computadores e a resolverem problemas ao aprender com seus erros.

Uma definição tradicional é “a capacidade de um sistema de interpretar corretamente dados externos, aprender com esses dados e usar esses aprendizados para atingir metas e tarefas específicas por meio de adaptação flexível”.

Uma das formas mais conhecidas de fazer isso é através do aprendizado de máquina (machine learning). Isso é quando um computador é programado para começar a detectar padrões em grandes quantidades de dados.

Um humano fornece uma base de informações e características de uma coisa. O programa vai analisar essas informações e buscar correspondências em outras bases de dados que ele ainda não conhecia.

Por exemplo, filtros de spam em caixas de e-mail. Um programa analisa diversos e-mails marcados como spam.

Ao analisar características em comum, ele vai buscar essas mesmas características em e-mails novos que chegam e identificá-los como sendo da mesma categoria.

Inteligência Artificial na Prática

Essa tecnologia pode ser usada em diversos setores, não só o compliance. Alguns dos mais comuns são:

  • Aviação
Os aeroportos usam a I.A. para fazer a distribuição mais eficiente dos aviões nos portões, e para determinar preços de passagens.

  • Indústria
Robôs que usam a I.A. são cada vez mais usados para realizar trabalhos repetitivos que podem ser perigosos ou ineficientes quando feitos por humanos.

  • Mercado Financeiro
O mercado financeiro frequentemente usa algoritmos para fazer análises cada vez mais complexas.

  • Compliance
Algumas aplicações da inteligência artificial para o compliance são em canais de denúncias, monitoramento de legislação e análise de big data.

Compliance Talks

Nesse evento vamos fazer uma introdução mais completa do tema de Inteligência Artificial e Integridade, com várias dicas e espaço para dúvidas.

A primeira edição, no dia 28/05, vai ser uma introdução ao tema e uma explicação do que é e como funciona a I.A., além de exemplos práticos mais abrangentes.

A segunda data, no dia 04/06, vai abordar mais especificamente a inteligência artificial para o compliance, como sua evolução no mercado, exemplos de possibilidades e como você pode implementar na sua empresa.

O palestrante será Marcelo Erthal, CEO do clickCompliance e especialista em inovação e tecnologia para programas de Compliance e Integridade.

Uma inscrição no site já vale para ambas as datas.
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