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Fique por Dentro, Funcionalidades
Na pesquisa de 2021 “Compliance transformation: how banks can leverage opportunities now” da E&Y, a adoção de novas tecnologias é citada como a prioridade do compliance em instituições financeiras para o próximo ano.

Entre as áreas de foco, foram destacados a adoção de tecnologia, alcançar uma abordagem com base em dados e apoiar o crescimento dos negócios.

No entanto, apesar de ver um interesse muito maior em tecnologia e eficiência, a pesquisa demonstrou uma cautela do setor bancário em fugir demais dos fundamentos tradicionais do compliance.

Ficou claro que a prioridade das instituições financeiras é alcançar um equilíbrio entre as funções do compliance regulatório e as novas demandas do mercado, principalmente devido à pandemia.

Como o pós-pandemia vai impactar o compliance bancário

Como outros setores e outras empresas, os bancos viram o trabalho remoto ganhar importância durante a pandemia. Com isso, os processos tiveram que ser adaptados, e a relação do dia a dia do trabalho com a tecnologia foi fortificada.

Por exemplo, de acordo com a pesquisa da E&Y, 67% das empresas do setor financeiro planejam aumentar ou pelo menos manter os investimentos em compliance. E ainda, a adoção de tecnologia é a preocupação número 1 para os próximos 12 meses.

O maior uso da tecnologia no compliance já é uma tendência que vinha ganhando destaque. No entanto, é muito provável que a passagem dessa estratégia para primeiro lugar nas preocupações dos profissionais de compliance tenha a ver com os novos desafios trazidos pela pandemia e pelo trabalho remoto.

O estado da tecnologia no compliance bancário

A princípio o compliance em bancos e organizações financeiras já estão implementando tecnologia nos seus processos, apesar do desejo de aumentar esse investimento. Por enquanto, as áreas que mais têm se beneficiado disso são monitoramento e vigilância de conformidade (70%), MI e relatórios (65%), varredura e gerenciamento de inventário regulatório (60%) e identificação de risco (45%).

Mesmo com tudo isso, e a disponibilidade de soluções no mercado, apenas 25% das instituições entrevistadas utilizam data analytics em dashboards de tempo real. Isso tem prejudicado a objetividade do monitoramento e das análises, e deve se tornar uma prioridade nos próximos meses.

Dados são a prioridade do compliance de insituições financeiras

Dentro da adoção da tecnologia, o setor também apresentou prioridades. O grande destaque foi na automação de processos que ocupam muito tempo das equipes de compliance em instituições financeiras. Foram citados MI e relatórios (75%), varredura de mudanças regulatórias (38%) e monitoramento de compliance de rotina (38%).

Para alcançar uma maior eficiência nesses processos, a chave é investir principalmente em dados. As empresas que participaram da pesquisa revelaram que ao atingir maior eficiência nesses processos operacionais, poderiam investir mais tempo e esforço em atividades mais proativas e que tragam mais valor à empresa.

O que está atrapalhando?

Como vimos, os profissionais de compliance do mercado financeiro valorizam e entendem a importância da priorização da tecnologia. Mas porque isso ainda não aconteceu nessas empresas, e o que parece ter mudado para finalmente começarem a implementar?

A pesquisa da E&Y trouxe à tona um círculo vicioso que tem afetado o investimento do compliance em tecnologia. 88% dos respondentes disseram que ainda não puderam priorizar isso por causa do tempo que precisam dedicar às tarefas manuais.

As equipes não possuem recursos para poder parar e considerar a adoção de tecnologia. Ou seja, o tempo desperdiçado com as tarefas manuais não permite que parem para analisar possíveis soluções que automatizariam essas mesmas tarefas.

O que mudou

A diferença agora é que a pandemia introduziu novos riscos e a necessidade agir com urgência. Isso deu a desculpa necessária para dar prioridade ao investimento em soluções para mitigar os novos riscos.

A maioria das empresas (57%) afirmou estar “enfrentando um risco crescente de conformidade” devido à pandemia, enquanto 38% identificam “planos acelerados para implementar soluções de tecnologia dentro da função”.

Já 24% dos respondentes afirma que o COVID-19 “permitiu a identificação de problemas ou ineficiências nos processos e sistemas de conformidade”. No entanto, mesmo assim o compliance dessas instituições não pretende diminuir a relevância dos processos tradicionais de compliance.

Por exemplo, o objetivo é utilizar ferramentas para tornar os pilares, como políticas e monitoramento, mais eficientes. Nesse setor tradicional e altamente regulado, não há a pretensão do compliance passar a ser responsável por proteção de dados e outros riscos como esses que têm surgido.

 
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Como fazer, Fique por Dentro, Programa de Integridade, Treinamento de Compliance
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento está promovendo mais uma edição do Selo Mais Integridade, que avaliará práticas de integridade por empresas do agronegócio sob a ótica da responsabilidade social, sustentabilidade, ética e ainda o empenho para a mitigação das práticas de fraude, suborno e corrupção (integridade).

As inscrições ficarão abertas até 4 de junho, e os interessados em obter o prêmio deverão realizar sua inscrição diretamente no site oficial do MAPA.

Esse selo é importante visto que o setor agro é particularmente forte no Brasil, e foi fortemente impactado por operações e campanhas anticorrupção e pró sustentabilidade. Também é um setor que possui dificuldades singulares em relação a compliance. Isso se dá por conta de vários fatores, como:

  • Difícil acesso a comunicação, internet, etc. nas localidades (fazendas, indústrias, etc.)
  • Alta rotatividade de colaboradores
  • Espaçamento físico entre sedes e outras operações da empresa

Isso vai fazer a diferença no modo como as empresas do setor são avaliadas quanto ao compliance e governança. Afinal, quando a grande maioria dos funcionários estão dispersos, os objetivos do compliance não podem seguir os mesmos procedimentos mais corporativos de uma empresa tradicional.

Porque buscar o Selo Mais Integridade?

Obter um prêmio como esse é um ponto positivo para empresas que traz diversos benefícios, como dar mais confiança aos stakeholders por exemplo. Além disso, é uma forma de priorizar e direcionar estratégias de compliance ao que é mais relevante para o mercado.

Por último, um grande ponto positivo de receber um selo como esse é a análise de riscos. Muitas empresas já consideram uma certificação como um atenuante de risco durante o due diligence de potenciais fornecedores.

Como se inscrever no Selo Mais Integridade?

A inscrição é gratuita e pode ser feita pelo formulário do site do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). Por ser especificamente das empresas do setor agrícola, a avaliação desse prêmio tem uma característica própria.

Enquanto outros como o Pró-Ética focam em gestão e governança, estrutura, etc., esse selo foca na prática e no dia a dia do compliance. Ou seja, avalia treinamentos, políticas corporativas, e como a empresa faz para atingir seus funcionários diariamente.

A seguir, vamos destacar alguns pontos considerados chaves por profissionais de compliance que participaram do processo de inscrição:

Evidências!

Essa foi a palavra mais usada para descrever o que é avaliado na inscrição do Selo Mais Integridade. Será preciso comprovar as ações realizadas através de fotos, vídeos, capturas de tela, etc. Ao contrário de outros selos que focam em processos, esse prêmio quer provas das ações no dia a dia. Por exemplo:

  • Lista de presença de treinamentos
  • Fotos e vídeos de ações e treinamentos
  • Fotos de materiais distribuídos como cartilhas
  • Provas de ações para público não letrado

Dica: Comece a guardar fotos, vídeos e materiais em um só lugar para acelerar o processo de busca dessas informações. Se deixar para juntar só na inscrição, pode ficar corrido demais.

Treinamentos

Os treinamentos foram um ponto considerado de destaque para os avaliadores. Solicitaram listas de presença e fotos para provar a realização, o que pode ser devido à dificuldade de acesso aos funcionários, espalhados por diversos locais remotos.

Afinal, um dos grandes desafios das empresas desse setor é justamente fazer com que suas comunicações cheguem bem em todos os funcionários da empresa.

Dica: De acordo com o profissional entrevistado, os treinamentos online tinham taxa de presença maior do que o presencial, o que foi um ponto positivo para a avaliação.

Ações e campanhas

Outros selos, como o Pró-Ética, avaliam a estrutura da governança, o relacionamento da empresa com a administração pública e outros pilares do programa de compliance.

No entanto, o Mais Integridade foi descrito como focado no contato entre o compliance e os funcionários da empresa. Por isso, buscaram entender quais as ações eram feitas para fazer o compliance e a integridade chegarem em toda a empresa.

Se a sua empresa não fizer esforços efetivos em criar campanhas criativas e estimular o engajamento dos colaboradores, perderá pontos nos olhos dos avaliadores.

Alta direção

O envolvimento da alta direção vai sempre ser muito buscado por pessoas que estão avaliando um programa de compliance. Com esse selo, não foi diferente. De acordo com pessoas que passaram por essa experiência, foi necessário ter uma carta de declaração do presidente da empresa como parte da inscrição.

Isso reforça a importância dada por esse selo às evidências materiais dos conceitos do programa de integridade, em vez de somente os processos bem documentados.

Conclusão

O que aprendemos com essa conversa é que interessados em se inscrever no Selo Mais Integridade precisam ter à sua disposição todo tipo de evidência e indicador sobre seu programa de compliance e as campanhas.

Além disso, como houveram muitas dúvidas e questionamentos ao longo do processo de inscrição e avaliação, o Ministério da Agricultura se colocou à disposição para auxiliar em tudo que fosse preciso.
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Fique por Dentro
A sua empresa já está em compliance?

Para evitar problemas com multas, sanções, processos e até mesmo interdições, é muito importante que as empresas estejam em conformidade com as leis e normas estabelecidas pelo governo.

Além de prevenir situações de riscos que podem trazer prejuízos a marca, agir em conformidade fortalece uma boa imagem e proporciona também vantagem competitiva no mercado.

Essas são apenas algumas razões pela qual o compliance está cada vez mais presente nas empresas brasileiras.

Como existem muitas obrigações e departamentos a serem gerenciados, para atender essa necessidade, atualmente existem diversos tipos de compliance.

Neste artigo, abordaremos quais são os principais e como eles influenciam na gestão empresarial.

Trabalhista

Desde o processo de contratação até o desligamento de um colaborador, é preciso estar atento às Leis Trabalhistas.

Mesmo que o contrato seja sob regime de prestação de serviços, por exemplo, a instituição precisa seguir uma série de normas para não ter problemas futuros com multas e processos judiciais.

Neste contexto, o compliance trabalhista atua verificando se todas as exigências estão sendo cumpridas e resolvendo possíveis conflitos nos relacionamentos corporativos.

Compliance Fiscal

Periodicamente todas empresas precisam fornecer diversas informações aos órgãos reguladores, como dados relacionados a balanços e folha de pagamento dos funcionários.

Para evitar crimes como fraudes e lavagem de dinheiro, a Receita Federal realiza uma fiscalização minuciosa em todas as questões monetárias que envolvem uma organização.

O papel do compliance fiscal é garantir que todos esses demonstrativos estejam em dia.

Tributário

Tributos é o que não faltam para donos de empresas pagarem. O Brasil é um dos países com maior carga tributária da América Latina, ficando atrás somente de Cuba.

Logo, as organizações precisam obrigatoriamente ter o relatório das suas atividades econômicas devidamente organizadas e pagar todos os tributos estaduais e municipais que incidem sobre o seu negócio.

Algumas atividades pertencentes a área de compliance tributário nesta questão pode ser descrita, segundo artigo publicado pela FTB, em:

  • Preparar memória de cálculo de tributos;
  • Emitir notas fiscais;
  • Pagar os tributos devidos dentro do prazo de vencimento;
  • Registrar nos livros contábeis tanto os fatos econômicos com influência no patrimônio do contribuinte quanto os fatos econômicos de interesse tributário;
  • Estar atualizado sobre a legislação tributária e a jurisprudência através de uma consultoria tributária especializada e bem preparada;
  • Controlar créditos tributários em Pedidos de Restituição ou Declarações de Compensação;
  • Entre outros.

Vale ressaltar que a sonegação de impostos é crime e um grande problema enfrentado pelo governo. Só para se ter ideia, uma operação da Polícia Civil recentemente prendeu 23 suspeitos de sonegarem 1 bilhão de reais em impostos na venda de café. As ações desses indivíduos inevitavelmente impactam negativamente a imagem e reputação da empresa como um todo.

Portanto, o compliance tributário é extremamente importante para todas as empresas.

Ambiental

Preservar o meio ambiente e os recursos naturais que possuímos é um dever de todos, inclusive das organizações.

No entanto, algumas corporações acabam negligenciando essas questões e se envolvendo em acidentes ambientais.

O Brasil já viu muitos exemplos de desastres ambientais como rompimento de barragens, derramamento de óleo, incêndios e outros incidentes. Tais eventos têm consequências como a contaminação de rios, o solo, o mar e destruição da flora local.

Muitas vezes essas destruições, devido a proporção, são irreversíveis para o meio ambiente.

O compliance ambiental vem justamente para evitar que tragédias como essas aconteçam.

Ao fiscalizar a manutenção adequada de equipamentos e estruturas, é possível prevenir acidentes.

Mas, pequenas ações também estão relacionadas à essa área do compliance. Ao substituir copos descartáveis por canecas, por exemplo, pode-se reduzir o consumo de plástico e preservar o meio ambiente.

Compliance Empresarial

A forma mais generalista do compliance, mas não menos importante, está atento a todas operações que envolvem tomada de decisão na empresa.

Imagine contratar um fornecedor e depois descobrir que ele está envolvido em ações ilícitas?

A empresa contratante pode não ter nenhuma relação com esses atos inidôneas, mas, pode ter a sua imagem atrelada ao mesmo.

Assim, o compliance vem justamente para efetuar uma investigação prévia nos relacionamentos corporativos para uma análise de riscos, evitando situações conflituosas no futuro.

Contratação de colaboradores, processo de fusão e aquisição, parceria, são algumas atividades que exigem o trabalho do compliance.

Conclusão

De fato, gerenciar e implementar um programa de compliance não é algo tão simples, mas é de extrema importância para as empresas.

No entanto, hoje as organizações podem contar com softwares inteligentes que automatizam diversos processos, como coleta de aceites em políticas, realização de treinamentos, entre outros, facilitando a gestão como um todo.

 
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Fique por Dentro
O início de um novo ano é sempre uma boa oportunidade para refinarmos as nossas qualidades como profissionais. E quando estamos passando por um momento de transformação do mercado, isso se torna ainda mais importante. Por isso, reunimos neste artigo as principais características de um bom compliance officer.

Com elas, você se torna um profissional de compliance preparado para lidar com os diversos desafios da ocupação, e também com um trabalho que está em processo de renovação e profissionalização cada vez maior.

Compliance Officer Coragem
1: Coragem

A primeira característica que todo compliance officer precisa ter é a coragem. Nessa linha de trabalho, você prepara a sua empresa e os funcionários para prevenir atos de corrupção, evitar condutas antiéticas e muitas vezes evitar desastres.

Além disso, é preciso muitas vezes ativamente combater costumes enraizados na cultura corporativa que envolvem a alta direção da empresa, e agente públicos importantes. Em momentos como esse, o profissional de compliance não pode tomar o caminho mais fácil e fechar os olhos para situações de risco por medo de retaliações.



Compliance Officer

2: Integridade

Outra característica fundamental nesse tipo de profissional é a integridade. A ética do compliance officer precisa ser inabalável e constante. Isso porque é ele quem vai precisar passar essa cultura para o resto da empresa.

Para conseguir perceber as oportunidades para fazer melhorias, e conseguir transmitir os pilares da integridade com confiança e credibilidade, sem cair na hipocrisia, os funcionários precisam saber que o compliance também se atém firmemente ao que ele prega.



Compliance Officer relacionamentos

3: Boas relações interpessoais

Essa característica tem relação direta com o trabalho que o compliance officer realiza no seu dia a dia. Primeiro, quando você é o contato para receber denúncias, denunciantes precisam confiar em você. Funcionários já tendem a hesitar na hora de denunciar, e se não acham que vão ser bem recebidos e tratados pelo compliance, é ainda mais difícil entrarem em contato.

Além disso, você representa o interesse da empresa como um todo, e algumas vezes isso significa ter que interferir ou dificultar processos de toda a hierarquia da organização. Para conseguir mediar isso, os interesses dos funcionários diferentes e os da empresa, é preciso construir uma boa relação com todos os envolvidos.



Compliance Officer

4: Estudioso e leitor

Dessa característica não tem escapatória: o compliance officer precisa gostar de ler, ou pelo menos não ter problema em ler muito, com frequência. O mesmo vale para estudar. Isso porque uma das tarefas principais desse profissional é adequação da empresa a leis e normas.

Para isso, o único jeito é conhecer profundamente essas regulamentações, o que exige muita leitura e estudo. Além disso, novas leis aparecem todo dia. Ou seja, o trabalho de estudo nunca tem fim, e é imprescindível para criar políticas e procedimentos adequados.



Compliance Officer minucioso
5: Minucioso

Ter atenção a detalhe é fundamental para um bom compliance officer. Até porque, como bem sabemos, basta não estar em compliance com um detalhe para trazer problemas e ações contra a empresa.

Ou seja, não só é preciso ser minucioso na leitura e compreensão das leis, como também na criação de políticas corporativas seguras e de procedimentos que cobrem todos os pontos importantes.

Além disso, o profissional de compliance também precisa ser minucioso na análise dos procedimentos já existentes para identificar riscos que podem parecer imperceptíveis, mas que, se não resolvidos, trazem grandes prejuízos.



Compliance Officer
6: Ter olho na inovação

Essa característica do compliance officer tem fundamento em diversas questões do trabalho desse profissional. O primeiro motivo disso ser importante é a inovação estar se tornando uma tendência forte nas empresas em todos os setores.

No entanto, pelas inovações serem sempre algo intrinsecamente novo e “desconhecido”, as regulamentações relacionadas a essas tecnologias ainda são muito turvas.

Por isso, o profissional de compliance precisa estar a par das últimas novidades, e de como as inovações são recebidas pelo mercado e pelas agências reguladoras, e seus potenciais riscos.

Além disso, a rápida complexificação do cenário regulatório é mais um motivo para ficar de olho na inovação. Com a digitalização das empresas e da globalização, empresas precisam estar conforme leis e regulamentos cada vez mais específicos e complexos.

Para isso, o compliance officer deve sempre estar atento à inovação e como ela pode facilitar seu trabalho para que ele seja sustentável.


 
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Fique por Dentro
O compliance e a governança corporativa são conceitos que muitas vezes são confundidos um com o outro. Nem sempre é fácil fazer a distinção entre quais as funções de cada um, e dividir tarefas e responsabilidades de acordo com as diferenças.

Por isso, a seguir vamos explicar em detalhes a governança corporativa, e como ela se relaciona com o trabalho do profissional de compliance.

Governança corporativa, risco e compliance (GRC)

Um termo muito importante que mostra a relação do compliance e governança corporativa é o GRC. Com ele temos uma visão clara da distinção entre os dois termos que estamos analisando.

Além disso, vemos que, apesar de diferentes, ambos são complementares. É por isso inclusive que é tão importante conhecermos as funções de cada um, para que possam trabalhar em conjunto.

O GRC é uma metodologia que pode ser implementada em empresas, e sua principal vantagem é a unificação dos processos de gestão. A gestão, assim, se torna muito mais integrada e organizada.

O objetivo geral da metodologia é garantir a conformidade das operações da empresa com disposições previstas em leis, normas, estatutos e demais regulamentos.

Objetivo da governança corporativa

A governança corporativa especificamente se refere à forma como as decisões corporativas são tomadas pelos gestores e líderes.

Já o objetivo da governança corporativa é criar e aplicar políticas e procedimentos internos que orientem a empresa, e a alta direção, a conduzirem a empresa de acordo com os princípios da governança:

  • Transparência: estar aberto a atender perguntas e demandas de stakeholders e ter meios de mostrar seus processos. Gera confiança e segurança;
  • Equidade: cobrar deveres e dar direitos a todos os stakeholders, sem diferenciação. Ou seja, tratar acionistas e clientes finais com o mesmo respeito;
  • Prestação de contas (accountability): estar disposta a se responsabilizar plenamente pelos seus atos. Mostra responsabilidade e preocupação;
  • Responsabilidade corporativa: crescer e fazer negócios de forma eficiente, sustentável e também responsável.

Nesse sentido, a relação do compliance e governança corporativa se dá na criação de políticas corporativas e a manutenção dos processos da empresa conforme leis e normas.

Se o objetivo da governança é gerir os negócios de forma transparente e responsável, é preciso se ater rigorosamente às legislações.

Governança corporativa em empresas familiares

A governança corporativa e compliance muitas vezes são levados em consideração particular nas empresas familiares. Essas empresas são as administradas ainda pelas próprias famílias fundadoras. Ou seja, são Sociedades Anônimas de Capital fechado.

Essas empresas tem desafios particulares que tornam a governança corporativa e compliance ainda mais necessários. Por exemplo, quando não há participação de terceiros no capital, não é preciso atender ao interesse desses terceiros.

Assim, a empresa corre o risco de não conseguir separar os interesses dos sócios e fundadores dos interesses da empresa como um todo.

Além disso, essas empresas também têm dificuldade em separar as desavenças pessoais entre os parentes que exercem diferentes funções. Problemas e disputas pessoais podem colocar em risco a integridade dos negócios.

O compliance ajuda a criar políticas, treinamentos e outros procedimentos que concretizem como esses membros da família (e os demais funcionários) devem agir em qualquer situação.

Governança corporativa e sustentabilidade

A sustentabilidade é uma parte integral da responsabilidade corporativa, um dos pilares da governança. Para a governança corporativa, é fundamental pensar e gerir seus negócios de olho na sustentabilidade.

Isso acontece porque uma empresa, ao escolher um ramo que tenha impacto sobre o meio ambiente, toma para si a responsabilidade de cuidar daquele ambiente para o bem dos cidadãos que moram ali.

Além disso, os impactos financeiros vindos de irresponsabilidades ambientais, que muitas vezes são falhas na governança e gestão, são muito graves.

E qual a relação entre compliance e governança corporativa para sustentabilidade? A legislação está cada vez mais rigorosa quanto à atuação sustentável das empresas, e o compliance tem o dever de criar procedimentos para que a empresa só atue dentro dessas regulamentações.
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Fique por Dentro, Programa de Integridade
2020 foi um ano muito particular. Mas foi especialmente diferente pelo seu impacto nas empresas e no formato de negócios e de produção. As equipes de compliance também foram fortemente afetadas pelas mudanças, como o trabalho remoto. Não é à toa que as principais tendências do compliance para 2021 que nós estamos prevendo estão relacionadas a isso.

1. Computação em nuvem

Não tem como negar mais a incorporação da computação em nuvem no trabalho diário das equipes de compliance. Com equipes, e até empresas inteiras, migrando para o home office, é preciso aprender a aproveitar ao máximo ferramentas que antes eram apenas de suporte.

A tendência é corporações perceberem benefícios da descentralização dos funcionários. Por isso, recomendamos que o compliance passe a conhecer mais a fundo as opções disponíveis nas soluções de nuvem. Pode incluir funcionalidades nos serviços de vídeo chamada, compartilhamento de documentos ou ferramentas específicas.

É importante começar a imersão nas soluções de nuvem para não perder produtividade, nem a integração do trabalho do compliance. Não só lidam com questões sensíveis que precisam de processos bem alinhados, como também já passam por dificuldades em conseguir se comunicar efetivamente com toda a empresa no formato presencial, quanto mais estando à distância.

2. Sistemas de compliance

Nessa mesma linha, não só os processos básicos devem passar a serem digitais, como cada ano cresce a quantidade de equipes de compliance usando algum tipo de sistema de compliance. Agora com o aumento do trabalho remoto, esse crescimento deve ser ainda mais forte.

Nesse caso, diferente de ter só meios de comunicação e outros processos diários na nuvem, existe uma ferramenta que centraliza procedimentos específicos do compliance. Assim, toda a equipe tem acesso fácil aos mesmos números, documentos e outras ferramentas do compliance.

Um exemplo dessa centralização é ter a gestão de políticas, canal de denúncias e treinamentos no mesmo lugar. Além disso, com todos os funcionários espalhados, é ainda mais difícil fazer comunicações e cobranças por e-mail. E além de ser difícil, é desorganizado, correndo o risco de perder informações e decisões importantes.

Tudo isso sem contar os benefícios que antes da pandemia já estimulavam uma digitalização do compliance através de ferramentas, como integrações, relatórios detalhados, automatização, etc.

3. Proteção de dados

A proteção de dados estava em alta nos últimos anos, chegando no Brasil agora com a LGPD. No entanto, a pandemia tornou ainda mais urgente os setores de compliance estarem de olho na proteção de dados.

Sem poder sair de casa, a quantidade de transações online feitas aumentou exponencialmente ao longo da pandemia. Isso aumenta muito a quantidade de dados expostos. Isso aumentou também a quantidade de fraudes.

As fraudes e tentativas de golpes em instituições bancárias tiveram alta de 80% durante a pandemia do coronavírus, segundo uma pesquisa feita pela Federação Brasileira de Bancos (FEBRABAN).

Além disso, com o aumento do home office, é preciso colocar salvaguardas eficazes de proteção do trabalho dos funcionários na nuvem, por exemplo. O ambiente é muito seguro, mas deve ser bem configurado para que isso seja verdade.

4. Compliance digital

A última tendência também já estava em vista nos últimos anos, mas a urgência aumentou ainda mais em 2020: o compliance digital. O momento é agora de começar a colocar procedimentos específicos de compliance em ação na sua empresa.

O primeiro passo é identificar onde estão as vulnerabilidades através de uma análise de riscos. Com isso feito, é preciso criar políticas para que seus funcionários entendam as novas regras e a importância de se ater a elas. Recomendamos políticas de segurança de dados, trabalho remoto, adaptações ao código de conduta e qualquer outra política que seja necessária.

Por último, 2021 deve ser o ano dos treinamentos sobre tudo que é digital. Só assim será possível garantir que seus funcionários estão sabendo como agir para proteger dados, como utilizar aplicações em nuvem, como agir em home office de acordo com as regras da empresa, e mais.
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