preloader
Your address will show here +12 34 56 78
Fique por Dentro, LGPD
O privacy by design é um conceito que começou a aparecer bastante recentemente, inclusive no compliance. Apesar de ser originalmente pensado para setores da tecnologia, se tornou muito importante para quem trabalha com regulamentação.

Isso porque a General Data Protection Regulation (GDPR), que originou a LGPD, menciona a estratégia nominalmente e explica a importância dela para a proteção de dados pessoais.

O que é privacy by design?

O privacy by design é uma abordagem à engenharia de sistemas que, basicamente, diz que um produto ou sistema precisa ser pensado para proteger os dados dos usuários desde sua concepção.

Ou seja, o sistema teria que ser criado já pensando em salvaguardas e funcionalidades para proteger os dados.

Para que isso seja feito de forma padronizada e para guiar os engenheiros de sistemas, existem os pilares do privacy by design:

  • Proativo não reativo; preventiva não corretiva: No privacy by design, não existe a reação a problemas de privacidade e sim a antecipação dos problemas. Também conta com monitoração para identificar riscos e constantemente criar soluções antecipadamente;
  • Privacidade incorporada ao design: O usuário terá o controle para alterar as configurações padrão e optar por fornecer ou não seus dados sem perder o acesso ao produto ou serviço;
  • Funcionalidade completa: O produto ou serviço deve ser plenamente utilizável se o usuário não alterar as configurações de privacidade. Não pode haver vantagem ao usuário caso altere a configuração de privacidade.
  • Segurança de ponta a ponta: Quando o usuário autorizar a coleta de algum dado, o tratamento deve ser de forma segura durante todo o ciclo de vida do dado;
  • Visibilidade e transparência: O produto ou sistema precisa, obrigatoriamente, ser facilmente auditável por terceiros, como organizações de fiscalização. É preciso que a empresa tenha forma de apresentar evidências de seus esforços em proteger os dados pessoais;
  • Respeito pela privacidade do usuário: Devem ser estabelecidas diretrizes de segurança da informação que assegurem: confidencialidade, integridade e disponibilidade dos dados e informações durante todo o ciclo de vida;
  • Privacidade como configuração padrão (Privacy by Default): Essa é uma garantia dentro do desenho da privacidade.

O que tem a ver com a LGPD?

O privacy by design tem a ver com a LGPD porque tem a ver com a GDPR. Na lei brasileira, não é citado o conceito nominalmente, mas as referências diretas aos princípios são perceptíveis.

Já na lei europeia, no Artigo 25 intitulado “Data protection by design and by default” é dito que:

“O controlador deve, tanto no momento da determinação dos meios de processamento quanto no próprio processamento, implementar medidas técnicas e organizacionais apropriadas […] para implementar princípios de proteção de dados […] de maneira eficaz e integrar as salvaguardas necessárias ao processamento”.

Ou seja, mesmo que não dito explicitamente na nossa lei, fica bem detalhado os processos e princípios como obrigação das empresas.

Além disso, como a GDPR é mais abrangente, é uma boa prática se basear principalmente nela para implantação de programas de compliance de privacidade de dados.

No entanto, é importante lembrar que a LGPD tem suas particularidades, e empresas precisam conhecer bem ela também.

Qual o dever do profissional de compliance?

Por enquanto, o que vimos é principalmente relacionada à concepção de produtos e sistemas. Por exemplo, que o sistema da empresa apague completamente dados automaticamente, encerrando seu ciclo de vida.

O que ainda acontece em muitos casos é que os dados são armazenados pela empresa após o tratamento inicial. Podem até chegar a serem utilizados novamente para outro fim no futuro.

Com as novas leis isso é ilegal, visto que o titular precisa autorizar os diferentes fins que terão esses dados.

Mas o profissional de compliance ainda terá muito trabalho, não só os profissionais de TI. São 4 principais funções para o compliance com a LGPD e o privacy by design:

  • Guiar a empresa com seu conhecimento sobre as leis
  • Comunicar sobre o tema
  • Monitoramento
  • Produzir evidências

Guiar a empresa com seu conhecimento sobre as leis

Primeiramente, nenhum funcionário deverá conhecer melhor as leis sobre privacidade de dados que o profissional de compliance.

Esse conhecimento profundo sobre o que a empresa precisa e pode fazer é o que servirá para guiar os outros setores a implementarem seus processos.

Por isso, uma função do compliance será acompanhar de perto a implementação de todas as normas previstas nas leis sobre proteção de dados com a ajuda do DPO.

Comunicar sobre o tema

Outra atribuição do profissional de compliance sobre privacy by design é assegurar que o conceito esteja bem comunicado dentro da empresa. Isso inclui campanhas internas, como também treinamentos periódicos e políticas e processos bem compreendidos pelos funcionários.

Monitoramento

Outra responsabilidade do compliance é fazer o monitoramento desses processos e das campanhas implementadas. Isso também pode ser feito com o acompanhamento do DPO, dependendo da empresa.

Produzir evidências

A última responsabilidade do compliance é produzir evidências do seu programa de compliance de dados. Ou seja, estar preparado para mostrar a autoridades fiscalizadores os dados que mostram que a empresa tem se esforçado para estar em compliance.

Em ambas as leis (LGPD e GDPR) e nos princípios do privacy by design é deixado explícito que é dever da empresa fornecer dados que comprovem seus esforços em mitigar os riscos relacionados à privacidade de dados.
0

Fique por Dentro
Olá pessoal, eu sou Marcelo Erthal, o CEO do clickCompliance. Normalmente não venho fazer textos aqui no blog, mas esse tempo que estamos vivendo não é normal não é mesmo?

Queria aproveitar esse espaço para refletir um pouco sobre o momento pelo qual as pessoas, as empresas e os países estão passando.

Atravessar uma pandemia é difícil, preocupante e assustador, com certeza. Mas, a meu ver, é também a nossa oportunidade de mostrar que nem uma Pandemia grave e nem o trabalho de casa podem parar o compliance.

Temos à nossa disposição, hoje, infinitas ferramentas e possibilidades para garantir que o máximo das nossas operações continue normalmente, mesmo que de casa. Isso é importante para diversos motivos.

O primeiro é que, para funcionários que estão em quarentena, manter-se ocupado com o trabalho e ter uma rotina normal os distrai das infinitas notícias e histórias que, se consumidas em excesso, como acontece quando não se tem outra coisa com o que se preocupar, acabam fazendo mais mal para a saúde mental do que bem.

O segundo é porque o compliance, principalmente, é um pilar de comportamento, um direcionador de ações em situações previsíveis e imprevisíveis. Em momento de incerteza, é nele que nos pautamos para seguir um caminho com integridade. Por isso ele deve continuar funcionando normalmente, buscando uma forma de continuar suas operações de forma remota.

O terceiro motivo é que o compliance veio longe demais no Brasil para ter suas atividades interrompidas e regredir agora. Como quem trabalha com compliance bem sabe, riscos, a anticorrupção e a integridade não param.

Por isso tudo, as empresas, mas principalmente os profissionais de compliance, também não podem parar, e também não podem deixar que o home office diminua seus programas e suas atividades. A dificuldade que enfrentamos é ter ferramentas e criatividade para seguir com o nosso trabalho nesse novo cenário de trabalho remoto.

Nós no clickCompliance estamos fazendo o possível para manter as operações normais, mesmo com a equipe toda estando em home office, seguindo todas as recomendações de especialistas e reafirmando a nossa responsabilidade em contribuir para o fim dessa pandemia.

No clickCompliance temos o benefício de sermos um tanto experientes em tecnologia, e sempre tivemos a estrutura necessária para garantir um trabalho remoto tão bom quanto o que fazíamos no escritório. Mesmo que seja uma decisão repentina, como foi dessa vez (estamos trabalhando de casa desde o dia 17 de março).

Apesar disso, também entendemos que a transformação digital ainda não chegou em todas as empresas (embora esse processo esteja muito atrasado). Nem toda empresa e nem todo setor de compliance consegue se manter na prática em momentos de emergência.

Por isso, eu e o clickCompliance queremos oferecer a nossa experiência e orientação para tentar fazer com que esse momento não seja de paralisação, medo e incerteza, e sim apenas uma mudança temporária de estilo de vida, mas de manutenção da produtividade.

A primeira coisa que preparamos é um template pronto de uma política corporativa para home office. Nela, você vai encontrar um texto com boas práticas para os funcionários manterem a produtividade, e também regras da empresa para a realização desse tipo de trabalho.

É facilmente editável se sentirem a necessidade de algum tópico ou se já tiverem alguma regra específica da empresa. O link para baixar é aqui (o pack também inclui mais 10 templates de outras políticas): https://recursos.clickcompliance.com/10-modelos-politicas-compliance-empresa/

Espero que seja útil para você e sua empresa!

Além disso, eu vou apresentar um webinar sobre compliance e programas de integridade para home office. Vou apresentar ferramentas, tirar dúvidas e basicamente mostrar o que podemos fazer para que o compliance não pare só porque estamos em home office.

O link de inscrição é esse: https://recursos.clickcompliance.com/webinar-compliance-homeoffice/

Vamos continuar fazendo o possível para ajudar a atravessar esse momento complicado da forma mais natural possível, e ressurgindo com mais confiança no nosso trabalho e na sua importância.

Também vamos continuar buscando mostrar para todas as empresas do Brasil que a transformação digital é uma necessidade para todos os setores. Não existe setor “burocrático demais” para isso (embora já mostramos que o compliance não é burocracia).

O momento de investir em soluções e processos de transformação digital não deveria ser agora, mas ainda há tempo para começar (até porque ainda não sabemos o quanto tempo isso vai durar), e ainda é possível se prevenir para o futuro.

Lembre-se: O COVID-19 não pode, e nem vai nos parar.

No clickCompliance estamos sempre disponíveis para quem só quer tirar dúvidas e entender o que a transformação digital pode fazer pela sua empresa.


Marcelo Erthal no Comet Competition 2019

Marcelo Erthal é CEO do clickCompliance. 

0

Fique por Dentro
Governança corporativa e compliance são duas estratégias muito importantes para a gestão e administração de uma empresa. São conceitos que contribuem para a longevidade e qualidade do negócio.

No entanto, às vezes é difícil entender a diferença entres eles. Diferenciar é importante para você conseguir, por exemplo:

  • Escolher qual a melhor estratégia para os objetivos da sua empresa
  • Decidir em qual das duas áreas você quer atuar
  • Saber qual das duas (ou nenhuma, ou as duas) é aplicada na sua empresa

Além disso, vamos abordar outro conceito importante: o programa de integridade, que costuma ser confundido com o compliance. Por isso, também vamos explicar onde ele se encaixa na estratégia da gestão da empresa e quais as suas particularidades.

O que é a governança corporativa?

A governança corporativa é uma estratégia mais ampla. Seu objetivo amplo é garantir a confiança dos stakeholders da empresa. Ou seja, mostrar para acionistas, clientes, fornecedores, o governo, seus funcionários e muito mais que a empresa é confiável.

Para conseguir fazer isso, a governança corporativa propõe objetivos menores, o de gerir a empresa com base em 4 fundamentos da governança corporativa:

  • Transparência: estar aberto a atender perguntas e demandas de stakeholders e ter meios de mostrar seus processos. Gera confiança e segurança.
  • Equidade: cobrar deveres e dar direitos a todos os stakeholders, sem diferenciação. Ou seja, tratar acionistas e clientes finais com o mesmo respeito.
  • Prestação de contas: estar disposta a se responsabilizar plenamente pelos seus atos. Mostra responsabilidade e preocupação.
  • Responsabilidade Corporativa: crescer e fazer negócios de forma eficiente, sustentável e também responsável.

O que é o programa de compliance?

O programa de compliance já é uma estratégia um pouco mais específica. Em vez de focar em cultura geral da empresa e da sua apresentação para stakeholders, o compliance foca em manter a empresa de acordo com normas e leis.

Ou seja, a governança corporativa e compliance podem ser divididos em um objetivo principal e objetivos menores que possibilitam o primeiro. No caso do compliance esse objetivo principal é estar em conformidade com todas as normas e leis.

Para alcançar isso são instituídos processos e estratégias seguindo os 9 pilares de um programa de compliance:


Através do apoio da alta administração, de controles, treinamentos, auditorias, etc., a empresa consegue estar (e provar que está) em conformidade com todas as leis que dizem respeito a ela.

Dependendo da empresa, podem existir programas de compliance mais específicos, como compliance ambiental, compliance imobiliário, compliance tributário, compliance trabalhista, compliance anticorrupção, etc.

Já em algumas empresas não é necessário ter processos e controles para cada um desses tipos específicos, podendo focar em processos e leis mais gerais. Por exemplo, a Lei Anticorrupção, que abrange todos os tipos de empresa.

Então qual a diferença entre governança corporativa e compliance?

Que conclusão podemos tirar disso? A governança corporativa tem o objetivo de mostrar confiabilidade e responsabilidade aos stakeholders. O programa de compliance é justamente uma das formas de fazer isso. Portanto, o programa de compliance pode ser uma parte de uma estratégia maior de governança.

Mostrar os processos que a empresa mantém para estar em conformidade com leis (o programa de compliance) diminui drasticamente as chances de multas, desvalorização, falência ou problemas com reputação. Tudo isso pode afetar a confiança dos stakeholders na empresa.

Mas é importante lembrar que a governança como um todo ainda pode conter outros programas e estratégias.

O que é o programa de integridade?

Já o programa de integridade é outro conceito que pode ser confundido com programa de compliance. A diferença está, novamente, no objetivo.

Enquanto o compliance foca em estar em compliance com leis e normas, a integridade foca na prevenção a atos ilícitos e antiéticos cometidos por funcionários ou terceiros.

O programa de integridade é focado nesses colaboradores que representam a empresa, e busca criar uma cultura de ética e integridade entre eles para minimizar riscos que vêm com a corrupção ou falta de compliance.

Ou seja, atacar problemas como corrupção pela raiz do problema, na cultura da empresa e dos colaboradores. Isso é feito conforme os 5 pilares do programa de integridade:

  • Comprometimento e apoio da alta direção
  • Definição de instância responsável
  • Análise de perfil e riscos
  • Estruturação das regras e instrumentos
  • Estratégias de monitoramento contínuo

Como programas de compliance e integridade se relacionam?

Como entre governança corporativa e compliance, o programa de integridade pode ser uma das formas de atingir o objetivo do compliance. Por exemplo, uma das consequências da falta de compliance são irregularidades e corrupção na empresa.

Já uma das formas de corrigir é buscar resolver o problema da falta de compliance com normas e políticas corporativas, como códigos de ética, através de um programa de integridade.

Ou seja, no final, temos a seguinte relação entre os três conceitos abordados:

Governança corporativa, e programa de compliance
0

Fique por Dentro

Situação do agronegócio no Brasil em 2020

O agronegócio é um dos setores que mais crescem no Brasil. Ele move a economia nacional e, por isso, é cada vez mais importante que as empresas estejam de acordo com os padrões de conformidade estabelecidos através do Compliance no agronegócio. Assim, elas garantem a sustentabilidade dos negócios e da cadeia de produção como um todo.

Segundo contas realizadas pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) será 9,8% maior neste ano em relação a 2019. Assim, o faturamento do setor pode chegar a R$ 669,7 bilhões.

Dados como o citado acima, evidenciam a necessidade de novas regulamentações, leis e normas para o setor, o que traz à tona o tema compliance.

Além de garantir o cumprimento destas novas normas, as práticas de compliance incentivam a transparência e ética em todos os processos e relações que envolvem uma empresa. Logo, o programa é fundamental para garantir a competitividade saudável do setor e a manutenção de relações proveitosas entre as partes envolvidas, como produtores rurais, clientes, parceiros e investidores.

Neste artigo, iremos abordar quais são os 3 principais motivos para adotar um programa de Compliance no agronegócio.

Sustentabilidade ambiental

Começaremos com a sustentabilidade ambiental, pois este é um tema que vem sendo bastante discutido nos últimos tempos devido às grandes tragédias que aconteceram ultimamente. Por exemplo: o rompimento da barragem de Brumadinho, a contaminação do lençol freático de algumas regiões da cidade de Barcarena/PA, incêndios de florestas e vazamentos de óleo.

Os exemplos de tragédias ambientais mencionados acima foram causados por empresas que não dispunham de um eficiente programa de Compliance ou simplesmente falharam em algum dos processos. Seja na avaliação dos riscos, canal de denúncias ou até mesmo nas auditorias periódicas que devem ser feitas pelo setor.

Sendo assim, podemos concluir que é através do Compliance que as empresas poderão se moldar à adequação dos princípios, leis e normas que norteiam a aplicação do Direito Ambiental, dando plena efetividade à prevenção de riscos na esfera empresarial.

Ética e transparência frente aos parceiros e investidores

Empresas que possuem boa governança corporativa e estão em dia com as leis vigentes, ética e transparência, geralmente buscam se relacionar com outras que estejam na mesma situação que elas. Ou seja, implementar o Compliance traz vantagem competitiva para o seu negócio, pois as organizações que agem em conformidade terão mais chances de serem escolhidas por outros parceiros idôneos.

Não é novidade que o agronegócio está se tornando “a bola da vez”, assim como os desejados setores de consumo e varejo brasileiros para os investidores estrangeiros, principalmente fundos de private equity e fundos soberanos. Por conta disso, é fundamental que o Compliance no agronegócio seja prioridade dos empresários. Assim, se sinaliza a credibilidade do negócio em questão, atraindo esses investidores positivamente.

Aumento da produtividade e ganho de qualidade

O funcionário que trabalha em uma empresa que possui um efetivo programa de Compliance se sente mais seguro e engajado. Isso porque a postura ética e a transparência estão presentes em todas as ações que envolvem a organização. Além disso, é comprovado que o nível de estresse dos colaboradores influencia diretamente na produtividade e qualidade do serviço ou produto.

Outro ponto importante é a implementação de padrões de comportamento e ações voltadas para o cumprimento das normas técnicas e demais padrões estabelecidos pela empresa. Dessa forma, a eficiência operacional se torna uma consequência natural desses atos.

Outra característica de um programa eficiente de Compliance é a adoção de Manuais de Procedimentos, a fim de mapear as atividades e processos dentro da empresa com o objetivo de torná-las um guia operacional para todos os funcionários.

Podemos concluir que a necessidade do Brasil valorizar a sua produção agrícola e agregar valor aos seus produtos são os motivos principais por trás da implementação de um efetivo programa de Compliance.

Ou seja, ao estabelecer ações éticas, sustentáveis e de responsabilidade social, a empresa consegue se diferenciar no mercado e ampliar a sua competitividade. Com isso ela pode gerar ganhos futuros expressivos para a economia do país como um todo.
0

Fique por Dentro, Normativos
Qual é o objetivo da tecnologia? A tecnologia sempre buscou acelerar e facilitar a vida no trabalho e particular das pessoas. Mas nos últimos anos, com a escalada das startups e incentivos à inovação, a tecnologia tem se tornado cada vez mais disruptiva. Setores que precisam lidar com constantes mudanças precisam adotar novas ferramentas para se manter competitivos. Um desses é o Compliance Financeiro.

O Compliance Financeiro regula temas relativos à lavagem de dinheiro e a conformidade com as leis nas trocas comerciais. Já foi um tema de preocupação maior para empresas e instituições estritamente do ramo financeiro.

Hoje em dia existem legislações cada vez mais específicas, como a Lei de Lavagem de Dinheiro. A preocupação passou a ser, então, para empresas de qualquer setor ou tamanho que corram riscos de fraudes financeiras e lavagem de dinheiro.

A própria Lei da Lavagem de Dinheiro cita alguns segmentos de maior atenção:

  • setor imobiliário;
  • comercialização de joias, pedras e metais preciosos;
  • empresas de segurança e transporte de valores;
  • objetos de arte e antiguidades;
  • atividades de fomento mercantil;
  • juntas comerciais;
  • cartórios de registro;
  • serviços de consultoria;
  • negociações esportivas;
  • agenciamento de artistas;
  • organização de feiras, exposições e outros eventos.

O que faz o Compliance Financeiro?

A principal atividade do Profissional de Compliance Financeiro é monitoramento de todo e qualquer processo financeiro. Deve monitorar transações, processos de aprovação de orçamentos, verificar se operações foram devidamente autorizadas e pagas, etc.

No entanto, para que esse monitoramento possa ser realizado de forma eficiente e minucioso, o Profissional de Compliance Financeiro também fica responsável por criar processos e controles. O primeiro e mais importante é o Código de Ética e Conduta.

Isso porque muito dos casos de irregularidades financeiras podem ser causadas por erro humano e falta de conhecimento dos processos da empresa. Garantir um Código de Conduta claro e que seja bem difundido e de conhecimento dos funcionários já ajuda a diminuir casos mais simples e evitáveis de fraudes e irregularidades.

Além de ter o Código de Ética e Conduta, é importante o Compliance Financeiro realizar treinamentos com os funcionários com maior índice de risco de irregularidades financeiras. Assim, é possível garantir ainda mais que problemas acidentais não aconteçam e ocupem o tempo da equipe de Compliance.

A prevenção é uma função fundamental do Compliance em geral. Por isso, o Compliance Financeiro também pode estabelecer processos de Due Diligence para evitar problemas com outras empresas, terceiros e parceiros em geral. Isso deve ser feito antes de qualquer parceria, fusão ou lançamento.

Principais dificuldades do Compliance Financeiro

Uma dificuldade particular enfrentada pelo Compliance Financeiro é a complexidade dos processos, sistemas e dados que deve manter sob controle e monitoramento. Como o financeiro perpassa diversos setores, para empresas que operam em diversos mercados isso pode ser um grande desafio.

Também é um desafio em empresas que tem um crescimento muito rápido. Se os processos e ferramentas não forem escaláveis e projetos com previsão para o futuro, é muito fácil perder o controle. O trabalho de monitoramento perde muita penetração e qualidade.

Outro problema é a falta de disponibilidade de recursos e ferramentas para fazer o trabalho com qualidade. Ou é preciso ter uma equipe relativamente grande e multidisciplinar, ou investir em tecnologias que realmente facilitem o trabalho manual.

Soluções e ferramentas

Código de Ética e Conduta

Já falamos um pouco sobre essa primeira ferramenta, mas ela é realmente uma das mais importantes. No Código de Ética e Conduta, você pode detalhar os processos que funcionários devem seguir em determinadas situações. Assim, você evita que eles cometam erros que podem acabar em uma fraude acidental.

Fluxos de aprovação

Um controle importante para o Compliance Financeiro que é usado para impedir esforços de corrupção é ter fluxos de aprovação. Envolva mais pessoas e crie uma hierarquia de pessoas para aprovarem orçamentos e outros documentos importantes. Assim, será mais difícil que uma ou duas pessoas atue juntas em algum esquema ou fraude.

Treinamentos

Realize treinamentos frequentemente, principalmente se mudar ou atualizar alguma regra ou norma. É importante ter uma plataforma que te possibilite solicitar treinamentos específicos de diferentes setores. Por exemplo, em vez de ter um treinamento geral sobre segurança para todos os funcionários, tenha um treinamento sobre fraudes financeiras especificamente para setores que tem alto risco de irregularidade financeira.

Dados centralizados

Equipes de Compliance Financeiro são multidisciplinares. Por isso, ter dados e relatórios em um espaço só ajudam a organizar a equipe e manter todos os membros informados e por dentro do progresso do grupo e do programa de Compliance como um todo.

Ao escolher uma plataforma que ofereça dados, tenha certeza, também, de que esses dados podem ser visualizados de acordo com segmentações reais da empresa. Isso facilita a compreensão e também faz com que os dados reflitam uma situação real.
0

Fique por Dentro
Estamos entrando em uma nova década, e esse é o momento perfeito para renovar e redobrar os esforços e ânimos com os Programas de Compliance. A seguir listamos as nossas apostas para as maiores tendências do Compliance em 2020 para você não só ter um Programa de Compliance, como torna-lo cada vez melhor.

Segurança de dados

Legislações sobre a proteção de dados estão colocando a segurança de dados no radar dos profissionais de Compliance. A entrada em vigor da LGPD está programada para o ano que vem, mas 84% das empresas ainda não estão bem adequadas para a chegada dela. Por isso, a corrida para se preparar para a nova lei deve ser uma forte tendência em 2020.

Será necessário criar fortes laços com o setor de TI, conhecer e contratar funcionários especializados, como o Data Protection Officer (DPO) e estar por dentro da criação da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD).

Inteligência Artificial

A Inteligência Artificial é uma tecnologia que vem se desenvolvendo com força em todos os setores. No entanto, novos projetos e incentivos estão estimulando a chegada da Inteligência Artificial no setor jurídico.

Para se manter atualizado e até à frente da curva, o Compliance deve começar a pesquisar e implementar ferramentas e tecnologias mais sofisticadas. Elas serão um complemento às estruturas já mais maduras dos Programas de Compliance.

Big Data e análise de dados

A I.A e o Big Data andam lado a lado. Com programas de Compliance cada vez mais complexos, o volume de dados que os Compliance Officers terão ao alcance só vai aumentar.

Esses dados vão ser muito úteis e vão ajudar a aprimorar o Compliance. O trabalho pode ser mais minucioso e efetivo quando ferramentas de Big Data analisam milhares de dados muito mais rápido, e identificam irregularidades em questão de segundos.

Equipes colaborativas

Outra consequência da adoção de novas tecnologias é a tendência de ter equipes mais colaborativas. Enquanto ferramentas estão ocupadas realizando tarefas manuais, os profissionais podem pensar juntos em estratégias.

Isso é uma tendência não só do Compliance, como do trabalho em geral. Equipes mais humanizadas e a integração entre áreas e tipos de profissionais deve marcar o modelo de trabalho em empresas na próxima década.

Conhecimentos técnicos

É claro que não será exigido nenhum conhecimento muito complexo ou profundo sobre questões técnicas. No entanto, ao estar em cada vez mais contato com tecnologia no dia a dia, e com preocupações com segurança digital e dados, etc., os Compliance Officers terão que conhecer um pouco melhor o que acontece por trás da tecnologia.

Indicadores e métricas

Com tudo isso, vamos ter um acesso muito maior a dados e indicadores. Por isso, procure conhecer melhor o Business Intelligence (BI), por exemplo. Pesquise ferramentas que te ofereçam os indicadores mais úteis para o seu Programa de Compliance.

Ter indicadores e evidências cada vez mais sofisticados é uma consequência não só do acesso a muitos dados e de ferramentas de mineração (Big Data), como da inteligência cada vez maior de ferramentas, que conseguirão extrair informações organizadas e relevantes para sua empresa.
Ao usar dados sobre seu Programa de Compliance, você poderá direcionar melhor custos, esforços e estratégias, tornando o Compliance da empresa mais eficiente.

Eficiência e produtividade

Tudo isso levará a uma maior eficiência e produtividade do setor de Compliance. A primeira etapa de implementação e estruturação já se foi. O início de uma nova década será o momento de abraçar as novidades e buscar refinar a qualidade do programa de Compliance.
0

POSTS ANTERIORESPage 1 of 2SEM NOVOS POSTS