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Entenda o que caracteriza a falta de ética profissional, quais são as consequências para o negócio e como evitar o problema.

A falta de ética profissional é um dos problemas que mais causam preocupação entre líderes e gestores no âmbito corporativo. Comportamentos antiéticos, sejam de menor ou maior gravidade, podem minar o clima organizacional e, claro, causar prejuízos financeiros e danos à reputação das organizações.

Uma das práticas que ajudam no combate às atitudes antiéticas é o estabelecimento de condutas e regras que todo colaborador deve seguir para um ambiente corporativo livre de infrações dessa natureza.

A propósito, a promoção de uma cultura organizacional ética deve ser tratada com seriedade e viés estratégico para a própria saúde do negócio.

Entre os mecanismos usados na prevenção de condutas antiéticas nas organizações está o compliance. Você sabia disso? Não? Então chegou a hora de descobrir o porquê.

Acompanhe este conteúdo e entenda, em detalhes, como a falta de ética profissional pode ser danosa às empresas e como o compliance pode contribuir para sanar o problema.

O que é falta de ética profissional na empresa?

Para começar, vamos buscar compreender o conceito de ética, independente do contexto em que ele está inserido. 

De forma abrangente, a ética diz respeito ao que é considerado moralmente correto, íntegro ou honesto em diversas situações da vida em sociedade. Por isso, ela também se aplica ao mercado de trabalho.

Nesse contexto, a falta de ética profissional diz respeito às condutas equivocadas por parte do funcionário dentro da organização em que atua como, por exemplo:


 

Exemplos de falta de ética profissional

São muitos os exemplos de falta de ética profissional que podem ocorrer no ambiente de trabalho. Para ilustrar, listamos alguns deles. Confira:

Fraudes de documentos

A falsificação, alteração ou manipulação de documentos de qualquer natureza está entre as graves infrações éticas imputadas aos colaboradores, inclusive com a aplicação de sanções previstas em lei. 

Não cumprimento de prazos

Ao não cumprir prazos, o colaborador incide em conduta antiética, prejudicando o desempenho individual, da equipe e da empresa como um todo. É considerado um desvio de natureza comportamental. 

Difamação de colegas

Fazer declarações falsas ou prejudiciais contra outro colaborador é uma conduta antiética. Além de criar conflitos desnecessários, a difamação também contribui para um ambiente hostil, afetando o bem-estar e a produtividade.

Assédios

Os assédios são graves desvios de conduta. Intimidação, linguagem ofensiva, piadas ou comentários degradantes entram nesta categoria. Assédio moral é crime, assim como o assédio sexual, que consiste em qualquer ação de constrangimento ou agressão sexual.  

Ofensas

Ofensas dirigidas aos colaboradores, diretores ou gestores vão contra os valores éticos de qualquer empresa. Além de atingirem a honra, acirram os ânimos e prejudicam o bem-estar geral.

Falta de pagamentos

Ao não cumprir as obrigações financeiras atribuídas ao cargo, o colaborador fere o código de conduta e ética da empresa. Independente se a motivação for intencional ou negligente, a falta de pagamentos pode desencadear graves prejuízos financeiros à organização. 

Furtos

O furto está sujeito à punição legal e é inaceitável em qualquer contexto. Além do prejuízo material, também há a quebra da relação de confiança. 

Negligência com o trabalho

Ao não cumprir com suas responsabilidades e atribuições, o colaborador está negligenciando o trabalho para o qual foi contratado. Este comportamento fere a ética profissional, causando prejuízos à companhia.

Fraudes contra Fisco

Além de ser uma conduta antiética, a fraude contra o Fisco é passível de punições legais. A prática consiste no fornecimento de informações falsas às autoridades fiscais. 

Recebimento de propinas

Por fim, podemos citar, ainda, o recebimento de propina, que consiste na conquista de vantagens indevidas, como mais uma conduta que fere a ética profissional. A prática também figura no rol de crimes passíveis de sanções legais. 



Como evitar a falta de ética profissional na empresa

Acabamos de ver algumas condutas que configuram falta de ética no ambiente profissional, certo? Agora chegou a hora de conhecer ações e mecanismos que podem ser implementados a fim de coibir esses comportamentos em nome da boa reputação das companhias. Confira:

Coloque em prática um programa de compliance

De todas as ferramentas capazes de prevenir, detectar e corrigir condutas antiéticas no ambiente corporativo, os programas de compliance têm se mostrado altamente eficazes.

O compliance é a melhor solução para prevenir a falta de ética profissional e manter a transparência nos processos e na relação com os colaboradores.

Ao aderir ao compliance, as organizações contam com um aliado poderoso para evitar prejuízos financeiros e danos à reputação. 

Tenha um canal de denúncias eficiente

Outra ferramenta bastante útil é o canal de denúncias. Por meio dele, é possível relatar irregularidades que acontecem no ambiente corporativo de forma anônima. As denúncias seguem para a averiguação do setor de compliance, responsável por solucionar os problemas em questão. 

Crie normas de conduta

As empresas devem prezar pela transparência na relação com os colaboradores. Diante disso, a criação de normas de conduta é outro mecanismo útil para a prevenção de condutas antiéticas

Ofereça treinamentos

Para garantir que as normas de conduta que foram criadas não fiquem apenas no papel, é importante oferecer treinamentos de compliance. Além de informar sobre as regras internas, a capacitação pode abordar dilemas éticos dentro e orientar sobre qual é o comportamento adequado em cada situação.

Seja através de workshops ou seminários, disseminar o conhecimento sobre atitudes éticas no trabalho contribui para fortalecer uma cultura organizacional responsável. 

Divulgue constantemente a cultura da empresa

Dar visibilidade à cultura da empresa ajuda a comunicar de forma mais clara as diretrizes éticas da organização. O papel pode ser muito bem desempenhado pelos setores de RH, comunicação e compliance.

Mantenha uma organização transparente

Promover uma gestão transparente, com condutas bem definidas e aberta ao feedback, também é uma forma de propagar os valores éticos da empresa. Esta condução atrai a confiança dos colaboradores e promove o engajamento.   

Tenha planejamento para gestão de crise

Quando a reputação de uma empresa é atacada, algumas ações urgentes tornam-se necessárias. Por esse motivo, é essencial contar com um planejamento de crise para saber como agir em contextos mais dramáticos. 







Saiba como o clickCompliance pode ajudar

O compliance assegura o cumprimento das leis vigentes a partir da criação de políticas internas claras e abrangentes para a prevenção de condutas antiéticas dentro das organizações. Portanto, é um mecanismo mais do que necessário para proteger o patrimônio e a reputação das empresas.

O clickCompliance é um software que realiza a gestão do programa de compliance de forma ágil e eficiente, a partir da otimização dos processos e uso da tecnologia. Quer saber mais como a ferramenta pode contribuir para promover as diretrizes éticas da sua empresa? Agende uma demonstração!

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Transparência, Transparência

Entenda tudo sobre a regulamentação das apostas esportivas no Brasil e como o compliance pode ajudar na fiscalização das empresas

A regulamentação de apostas esportivas no Brasil vem dividindo opiniões. Essa atividade envolve a previsão de resultados de eventos esportivos e a realização de apostas em dinheiro sobre esses resultados. Apesar de ser popular em vários países, ainda não é regulamentada aqui.

Nesse momento você pode estar se perguntando: “então, como tantos sites divulgam jogos de aposta esportiva?”. Mesmo sem a regulamentação devida, muitas plataformas que veiculam propagandas no Brasil pertencem a empresas estrangeiras.

Mas isso
pode mudar em breve. Isso porque existem alguns projetos de lei e medidas provisórias que estão tramitando no Congresso Nacional e que pretendem estabelecer um marco legal para as apostas esportivas no país.

Mas como será essa regulamentação? Quais serão os benefícios e os desafios que ela trará? E qual será o papel do compliance nesse cenário?

Se você se interessa pelo assunto e deseja saber mais, continue a leitura!

Como será a regulamentação das apostas esportivas no Brasil?

O debate sobre a regulamentação das apostas esportivas no Brasil não é novidade. Na verdade, essa questão vem sendo debatida há anos e ganhou força em 2018. Na época, o presidente Michel Temer sancionou a Lei 13.756/18.

A lei determinou que as apostas seriam uma modalidade de loteria, liberada tanto para o setor público quanto para o privado. Entretanto, não definiu critérios, condições e procedimentos específicos para a sua regulamentação.

Outros projetos de lei foram apresentados no Congresso Nacional, com o objetivo de complementar ou alterar a lei de 2018. Entre eles, destacam-se:

  • Medida Provisória 1.182/2023;
  • Projeto de Lei 442/1991;
  • Projeto de Lei 14.790/23.

Veja algumas medidas gerais que estão sendo implementadas e devem começar a valer ainda neste ano:

  • Fiscalização ativa;
  • Legalidade;
  • Impostos ao governo;
  • Medidas contra crimes de lavagem de dinheiro;
  • Participantes das apostas (nem todos poderão participar);
  • Prevenção do vício em jogos.


Leis e projetos de regulamentação das apostas esportivas no Brasil

Depois de um panorama geral sobre a situação da regulamentação das apostas esportivas, agora vamos te explicar os principais pontos de cada uma das leis e dos projetos de lei.

Continue a leitura!

Medida Provisória 1.182/2023

A Medida Provisória 1.182/23 altera a primeira lei sancionada em 2018 por Michel Temer. Na época da divulgação dessa MP, a então ministra do Esporte, Ana Moser, explicou:

“Ao regulamentar as apostas esportivas, vamos coibir a manipulação de resultados e, sobretudo, preservar a integridade esportiva, no seu sentido mais amplo, enaltecendo os valores do esporte como uma referência para toda sociedade.”

Alguns aspectos da lei foram alterados, o que pode impactar a forma que as apostas vão ocorrer no Brasil. As mudanças incluem:

  • Aumento da alíquota do Imposto de Renda sobre os prêmios;
  • Fiscalização deverá ser feita pela Secretaria de Avaliação, Planejamento, Energia e Loteria do Ministério da Economia;
  • Deverão ser realizadas em moeda nacional ou em moeda estrangeira conversível;
  • Poderão ocorrer por meio de qualquer plataforma de distribuição.

Projeto de Lei 442/1991

O Projeto de Lei 442/1991 propõe a legalização de todas as formas de jogos de azar no país, incluindo as apostas esportivas. Ela inclui:

  • Jogo do bicho;
  • Cassino;
  • Bingos;
  • Apostas esportivas. 

Empresas privadas também poderão explorar os jogos de azar, mediante autorização do Poder Executivo, que poderá estabelecer as condições e as exigências para a concessão.

Além disso, o projeto determina que os jogos de azar sejam fiscalizados pelo Conselho Nacional de Jogos (Conaj). Parte da arrecadação desses jogos deverá ser destinada aos fundos de Seguridade Social, Cultura, Esporte e Segurança Pública.

Lei 14.790/23

A Lei 14.790/23 foi aprovada em dezembro de 2023 e permite que empresas privadas possam realizar apostas esportivas. A fiscalização deverá ser feita pela Agência Nacional de Apostas Esportivas (ANAE).

Entre as mudanças estabelecidas pela lei, estão:

  • Empresas têm a opção de atuar tanto online quanto em locais físicos;
  • Elevação da idade mínima para participar de apostas;
  • Restrição da publicidade voltada para menores;
  • Exigência de identificação dos participantes das apostas.

 


Benefícios da regulamentação das apostas esportivas no Brasil

Os benefícios da regulamentação das apostas esportivas no Brasil podem ser vistos tanto do ponto de vista econômico quanto do ponto de vista social. Veja alguns dos principais!

Dará segurança jurídica

Com a regulamentação, tanto os usuários quanto os donos da empresa terão maior segurança jurídica. Ao definir regras e responsabilidades mútuas, a probabilidade de ocorrer qualquer conflito ou problema fica bem menor

Promove arrecadação 

Outro ponto de vantagem é a arrecadação de impostos e de taxas para o Estado. Segundo o Ministério da Fazenda, um mercado de apostas regulado tem o potencial de gerar uma arrecadação anual estimada entre R$ 6 bilhões e R$ 12 bilhões.

Imagine uma porcentagem desse valor investida em áreas prioritárias, como programas sociais, segurança pública, esporte e cultura!

Incrementa a geração de empregos

Hoje, no Brasil, temos cerca de 8,2 milhões de pessoas desempregadas, de acordo com o IBGE. Com a regulamentação das apostas esportivas, muitos novos empregos podem ser gerados, tanto na área de tecnologia quanto na área de serviços.

Oferece maior índice de confiabilidade

Com a regulamentação e a fiscalização do governo, as apostas esportivas poderão oferecer maior confiabilidade para todos. Isso garante que elas sejam realizadas de forma transparente, segura e justa.

A regulamentação também estabelecerá mecanismos de proteção aos dados pessoais e financeiros dos usuários. Além da prevenção e combate ao crime de lavagem de dinheiro. 

Melhora identificação de apostadores

Além disso, a regulamentação das apostas esportivas melhora a identificação de apostadores, pois exigirá que eles se cadastrem nas plataformas de apostas.

Essa vantagem está diretamente relacionada à anterior, pois é necessário ter confiança que não ocorrerá nenhum vazamento de dados pessoais

Reduz riscos de crimes

Por fim, um dos benefícios mais importantes e interessantes para toda a população. A regulamentação reduz riscos de crimes, pois desestimula o funcionamento e a proliferação de sites e de casas clandestinas de apostas.

Também dificulta fraudes corporativas e manipulações que podem comprometer a integridade do esporte.

 

O que o compliance pode fazer na regulamentação das apostas esportivas no Brasil?

Os princípios do compliance incluem assegurar que a empresa esteja em conformidade com leis, normas, regulamentos e políticas internas e externas que regem suas atividades.

Isso implica aderir a padrões éticos, priorizar transparência e responsabilidade social, entre outros aspectos.

No cenário de apostas esportivas, podemos dizer que o compliance tem um papel fundamental. Mas por quê?

É isso que estamos respondendo a seguir!

Manter canal de denúncias eficiente

Uma das formas do compliance ajudar na regulamentação de apostas esportivas é através do canal de denúncias. Um espaço seguro em que usuários, funcionários, parceiros e órgãos relacionados possam reportar qualquer suspeita ou evidência de violação das normas.  

Atendimento a usuários

Um bom sistema de compliance também presta atendimento aos usuários, esclarecendo dúvidas, orientando sobre as regras, limites e responsabilidades das empresas de apostas esportivas. Além disso, podem oferecer suporte em caso de problemas e até aceitar sugestões. 

Prevenção à lavagem de dinheiro

O especialista em compliance é treinado para conhecer todas as etapas de lavagem de dinheiro. Por esse motivo, o compliance pode ajudar na prevenção desse crime, que consiste em ocultar ou dissimular a origem ilícita de recursos financeiros, por meio de operações que aparentam ser legais. 

Integridade das apostas 

Uma forma de garantir a integridade das apostas é por meio de treinamentos de compliance, pois eles podem assegurar que todos os envolvidos trabalhem de forma transparente e segura.

Além disso, é possível implementar sistemas de inteligência e de análise para detectar e prevenir fraudes, manipulações e irregularidades nas apostas.

Prevenção à manipulação de resultados

Além disso, o compliance pode prevenir a manipulação de resultados, que é o ato de influenciar o desfecho de um evento esportivo, de forma intencional e ilegal, para obter vantagens nas apostas.

Infelizmente isso é comum e a gestão de compliance pode ajudar com medidas de monitoramento do desempenho de atletas e da movimentação das apostas, por exemplo.






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Ter um sistema de compliance é indispensável para uma boa empresa de apostas esportivas. O clickCompliance pode ajudar nessa tarefa!

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Business, Business, Business, Business

Compliance, responsabilidade social e inclusão precisam andar juntos para garantir um melhor desenvolvimento da empresa.

O Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC) defende que o futuro de qualquer organização envolve a adoção de uma política de ESG, sigla que vem do inglês Environmental, Social and Governance, expressão que pode ser traduzida para Ambiental, Social e Governança.

Mas o que isso significa na prática?

A política ESG pode ser compreendida como um compromisso com o desenvolvimento corporativo sustentável, destacando boas práticas ambientais, sociais e de governança.

Para isso, é necessário que a empresa atue com responsabilidade social, respeite a diversidade e a inclusão.

Neste conteúdo, vamos explicar o que é responsabilidade social e inclusão e como os conceitos estão relacionados ao compliance social. Você também vai saber como aplicá-los no dia a dia da sua empresa.

Ficou curioso? Então continue lendo e descubra como o compliance pode ajudar a sua empresa a ser mais responsável e inclusiva.

Definição de responsabilidade social

Responsabilidade social é um termo que ganhou destaque no cenário corporativo, principalmente, durante a última década. Mas afinal, o que significa ter responsabilidade social?

Na realidade, trata-se de assumir o compromisso de contribuir para o desenvolvimento sustentável da sociedade, respeitando os direitos humanos, o meio ambiente e as leis. É uma forma de gerir o negócio de maneira ética e com transparência, buscando gerar valor para todos os públicos que são afetados ou influenciam a empresa.

Há diferentes tipos de responsabilidade social:

Empresarial

A responsabilidade social empresarial se refere às ações que buscam melhorar a gestão interna, por exemplo:

  • Oferecer boas condições de trabalho;
  • Capacitar e motivar os colaboradores; 
  • Garantir a saúde e a segurança da equipe;
  • Respeitar os direitos trabalhistas.

Corporativa

Por outro lado, quando falamos de responsabilidade social corporativa, estamos nos referindo às ações que buscam melhorar a relação com o público, o que pode incluir:

  • Fornecer produtos e serviços de qualidade;
  • Respeitar os fornecedores e os concorrentes;
  • Dialogar com a sociedade;
  • Apoiar causas sociais. 

Socioambiental

Por fim, mas não menos importante, a responsabilidade socioambiental se relaciona com ações que têm como foco reduzir os impactos negativos e aumentar os positivos da sua atividade no meio ambiente e na sociedade. Veja alguns exemplos: 

  • Reciclar resíduos;
  • Reduzir a emissão de gases do efeito estufa; 
  • Combater a pobreza;
  • Defender os direitos humanos.



Conceito de inclusão

A inclusão pode ser definida de muitas maneiras, mas neste contexto, estamos falando sobre o processo de garantir que todas as pessoas tenham acesso às mesmas oportunidades. Isto significa garantir que participem plenamente da vida social, econômica, política e cultural, independentemente de suas características pessoais.

Políticas de inclusão são uma forma de valorizar a diversidade e reconhecer que as diferenças são fontes de riqueza e aprendizado, e não de discriminação e exclusão.

A diversidade é um direito humano fundamental, que deve ser respeitado e promovido em todos os âmbitos da sociedade, incluindo as empresas.

 

Práticas de responsabilidade social e inclusão nas empresas

Agora que você já compreendeu os conceitos de responsabilidade social e inclusão, vamos entender como colocá-los em prática na sua empresa. Continue lendo para entender como estas ações se conectam aos princípios do compliance!

Ter um programa de compliance

Ter um programa de compliance é uma forma de demonstrar e exercer a responsabilidade social da empresa. A ação mostra que há preocupação com um trabalho ético e transparente, que respeita as leis, os direitos e os interesses de todos os envolvidos no negócio.

Doações

Fazer doações voluntárias, especialmente para organizações de causas sociais e ambientais, pode ajudar a melhorar a imagem da empresa. Também aumentam a satisfação e o engajamento dos colaboradores, que passam a ter mais orgulho de pertencer à empresa.

As doações também implicam redução de impostos, pois podem ser deduzidas do Imposto de Renda da empresa, de acordo com as leis e os limites vigentes.

Políticas pró meio ambiente

São ações que as empresas adotam para reduzir os impactos negativos e aumentar a influência positiva da sua atividade no meio ambiente. Economizar água, reciclar produtos e reduzir emissões de gases de efeito estufa são alguns exemplos.

Não pense que só indústrias podem fazer essas políticas. Na verdade, um pequeno escritório pode implementar um processo de reciclagem de papel ou uso de copos e canecas individuais para reduzir o uso de plástico.

Gestão trabalhista justa

É uma forma de demonstrar que a empresa se preocupa em valorizar, motivar e reter talentos. Além de indicar que reconhece que os colaboradores são o seu principal ativo e a fonte de sucesso. Uma simples ação como o respeito à carga horária de trabalho pode levar ao aumento significativo na produtividade. 

Educar o público externo

Você já viu as redes sociais de grandes empresas? Já percebeu que elas sempre compartilham conteúdos informativos?

Educar o público externo é uma estratégia excelente para mostrar como a empresa se preocupa em contribuir para o desenvolvimento social, cultural e educacional da sociedade. Isso gera resultados positivos, como o aumento da visibilidade e até da influência sobre o consumidor. 

Investir em consumo consciente

O consumo consciente é uma forma de incentivar e facilitar que os os clientes consumam os seus produtos e serviços de maneira responsável, racional e sustentável. Levando sempre em consideração os impactos ambientais, sociais e econômicos da decisão de compra.

Você pode fazer isso oferecendo produtos que tenham boa qualidade e durabilidade, além de estimular o uso econômico dos mesmos. 

Posicionamento ético

A manifestação dos valores e crenças da cultura organizacional pode mostrar que há uma postura ativa, crítica e transformadora diante dos desafios e das oportunidades da sociedade.

Recrutamento de olho na inclusão

É indispensável realizar processos seletivos de forma aberta e justa, que avaliem os candidatos com base em competências, qualificações e potencial. Nesse momento, é necessário passar a mensagem que o recrutamento será realizado sem preconceito, discriminação ou favoritismo. Você pode fazer isso oferecendo vagas afirmativas para pessoas negras, com deficiência, indígenas e mulheres, por exemplo. 

Acessibilidade funcional e estrutural

Outro ponto indispensável é a acessibilidade funcional e estrutural. Imagine fazer um recrutamento para pessoas com deficiência e não oferecer um espaço acessível para sua locomoção?

Para evitar esse tipo de falha, é necessário garantir que todas as pessoas possam acessar e utilizar espaços, equipamentos, serviços e informações de maneira autônoma, segura e confortável

Políticas internas de combate à discriminação

Ter uma política interna voltada para o combate à discriminação é uma forma de promover a inclusão na empresa. A ação demonstra que a empresa não tolera e não aceita qualquer forma de discriminação, preconceito, intolerância, violência, assédio.

Você pode fazer isso implementando um código de conduta que oriente sobre a postura adequada da equipe.

 

Compliance, responsabilidade social e inclusão

Caso você queira entender mais sobre compliance, o nosso blog está repleto de conteúdos informativos que podem ajudá-lo.

Mas hoje vamos falar sobre a relação íntima entre compliance, responsabilidade social e inclusão. Todos os conceitos têm como premissa garantir que a empresa atue de maneira ética, legal e sustentável, respeitando direitos, interesses e expectativas de todos os stakeholders.

O compliance é o meio pelo qual a empresa pode implantar, monitorar e garantir as práticas de responsabilidade social e de inclusão.

Algumas ações de compliance que podem ajudar a empresa a ser mais responsável e inclusiva são:

Compliance antidiscriminatório

O compliance antidiscriminatório é um conjunto de medidas usadas para garantir que a empresa esteja livre de qualquer prática discriminatória. O objetivo é criar um ambiente que seja justo, respeitoso e inclusivo. 

Para isso, é importante ter:

Compromisso da liderança

O compromisso da liderança é essencial para servir de exemplo e ajudar a promover práticas de compliance, responsabilidade social e inclusão na empresa. Assim, é possível influenciar positivamente os colaboradores e demais partes interessadas.

Atenção ao canal de denúncias

O canal de denúncias é uma ferramenta tão importante que merece uma atenção especial. Ele permite que os colaboradores relatem irregularidades sem medo de retaliação.

O clickCompliance é um software que possui canal de denúncias integrado, confidencial e seguro, o que facilita e automatiza o processo, garantindo a proteção dos denunciantes e uma melhor apuração dos casos.






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Empresas que buscam evolução precisam estar atentas aos conceitos de ética e responsabilidade social para colocarem em prática.


Falar de
ética profissional no ambiente de trabalho remete ao conjunto de princípios e valores que guiam o comportamento dentro de uma organização. 


Já a responsabilidade social se refere ao compromisso de uma empresa com o impacto social e ambiental de suas operações. 


Empresas éticas e socialmente responsáveis buscam a construção de relacionamentos sustentáveis, baseados na confiança com os diferentes públicos. Para isso, adotam práticas que contribuam positivamente para a sociedade e estejam de acordo com as diretrizes de compliance


Esses pilares são determinantes para o sucesso. Por isso, é indispensável compreender o que significa ter uma postura ética e socialmente responsável hoje em dia.  Ficou interessado e quer saber mais sobre o assunto? 


Neste conteúdo, falaremos sobre os benefícios da ética e da responsabilidade social para o crescimento da empresa e como o compliance pode ser um grande aliado na hora de colocá-los em prática. 


Boa leitura!

 

O que é ética nos negócios?

A ética nos negócios representa princípios e valores que vão além das regras legais. Por isso, deve ir além da prevenção de ações antiéticas

 

Na verdade, boas práticas éticas visam promover transparência, integridade e equidade. Para isso, há algumas ações possíveis:

 

 

Também é necessário ter comprometimento contínuo com a melhoria e a avaliação constante de processos e políticas internas. Além disso, a disposição de se adaptar às mudanças no ambiente empresarial que demandam uma postura mais ética é fundamental.


Quais os benefícios da ética nos negócios?

Ter um ambiente de trabalho ético pode trazer inúmeros benefícios à empresa. Vamos detalhar alguns deles abaixo. Continue conosco se quer entender mais sobre o assunto! 

Transparência

Muitas vezes, quando se fala em transparência, as pessoas pensam em uma ideia abstrata. Porém, no mundo corporativo, trata-se de uma prática que envolve a divulgação de informações da empresa de forma verdadeira e ética. Para isso, algumas medidas podem ser tomadas:

 

Prestação de contas sistemática

Garantir a transparência na prestação de contas significa assumir a responsabilidade pelas ações e decisões da empresa perante a sociedade. É como se a empresa dissesse: “Estamos aqui, somos responsáveis pelo que fazemos e queremos que você saiba disso”

 

Veja como colocar a prestação de contas transparente em prática: 

 

  • Realização de relatórios mensais com detalhes financeiros e questões de ESG
  • Divulgação de comunicados internos e newsletters sobre as ações da empresa;
  • Estímulo ao feedback construtivo. 

Engajamento dos stakeholders

Ter um bom engajamento dos stakeholders requer a construção de relacionamentos confiáveis com todas as partes interessadas, o que inclui:

 

  • Pessoas que trabalham na organização;
  • Consumidores, pessoas físicas ou jurídicas, que adquirem os produtos ou serviços;
  • Fornecedores de insumos para a organização;
  • Prestadores de serviços para a empresa;
  • Acionistas;
  • Comunidade do entorno onde a empresa está localizada;
  • Representantes de entidades governamentais que regulam ou interagem com a empresa.

 

Algumas ações que podem ajudar a estreitar os laços com esses stakeholders são:

 

  • Estabelecer um diálogo aberto;
  • Realizar iniciativas sociais;
  • Encorajar a participação nos processos da empresa;
  • Oferecer programas de desenvolvimento para a comunidade local. 

Melhoria da cadeia de fornecimento

Para promover a ética na cadeia de fornecimento, é indispensável escolher parceiros e fornecedores com valores semelhantes aos seus. O alinhamento de interesses e propósitos contribui para garantir a reputação da marca e impulsionar práticas mais justas e sustentáveis. Para isso, é necessário: 

 

Comunicação responsável 

A comunicação é uma via de mão dupla, ou seja, a empresa deve transmitir as informações de maneira responsável e, também, ouvir atentamente as preocupações da sociedade. Para colocá-la em prática, é importante:

 

  • Garantir respostas proativas às críticas;
  • Manter canais de comunicação abertos;
  • Ter mais engajamento com a comunidade local;
  • Assegurar uma comunicação clara com os funcionários.



Como o compliance influencia a ética nos negócios?

O termo compliance refere-se ao conjunto de práticas e procedimentos adotados por uma empresa para garantir que suas operações estejam em conformidade com leis, regulamentos externos e padrões éticos internos. Uma boa gestão de compliance envolve: 

 

  • Políticas internas;
  • Treinamentos e educação sobre leis e políticas; 
  • Monitoramento e auditorias;
  • Mecanismos de relato.

 

Portanto, o compliance assegura que a empresa siga todas as leis e regulamentos, criando um ambiente propício para uma cultura organizacional ética. Assim, também é possível prevenir irregularidades e evitar penalidades em função de comportamentos antiéticos. 


Um sistema de compliance auxilia no estabelecimento de políticas internas claras que definem o comportamento esperado por todos na organização.

 

O que é responsabilidade social nos negócios?

Organizações socialmente responsáveis são aquelas que avaliam os efeitos de suas operações em relação aos impactos sociais e ambientais. Dessa forma, ao invés de se concentrarem apenas em lucros, analisam a comunidade, o meio ambiente e o relacionamento com os stakeholders. O trabalho engloba:

 


Estes são alguns exemplos de medidas que podem ser adotadas pelas organizações para melhorar o bem-estar social e reduzir o impacto ambiental.


Quais os benefícios da responsabilidade social nos negócios?

Ter responsabilidade social nos negócios pode trazer inúmeros benefícios à empresa, confira:

Retenção de talentos

Empresas que mostram ter responsabilidade social têm mais facilidade para atrair e reter talentos. Isso acontece porque muitos profissionais preferem trabalhar em organizações que declaram seus valores sociais e ambientais. 

 

Veja algumas ações que auxiliam na atração e retenção de talentos:

 

  • Ter programas de voluntariado corporativo;
  • Oferecer benefícios sociais;
  • Estabelecer um ambiente de trabalho inclusivo;
  • Criar políticas de sustentabilidade; 
  • Ter um programa de compliance eficiente;
  • Garantir o desenvolvimento profissional com propósito.

Contribuição para a sociedade

Uma das atribuições de uma empresa socialmente responsável é contribuir para a sociedade. Para a realização deste trabalho, é necessário desenvolver iniciativas que promovam um impacto positivo para a comunidade do entorno onde a organização está, o que pode incluir:

 

  • Realização de programas educacionais;
  • Apoio às instituições de caridade;
  • Projetos comunitários;
  • Preferência para a contratação de mão de obra dos moradores da região;
  • Campanhas de promoção e prevenção à saúde.

Vantagem competitiva

Ações socialmente responsáveis podem conferir uma vantagem competitiva no mercado. Consumidores e investidores preferem empresas que tenham este compromisso. A empresa que busca o diferencial pode:

 

  • Adotar práticas sustentáveis; 
  • Garantir condições de trabalho e salários justos;
  • Focar na inovação social;
  • Assegurar a transparência nas práticas de negócio;
  • Ter maior envolvimento comunitário. 

Reforço da imagem positiva

Além de todos os benefícios já citados, agir de forma socialmente responsável cria uma imagem positiva. Ter um compromisso real com a causa faz com que o público valorize a marca, fortalecendo a reputação do negócio, construindo uma relação de confiança e lealdade e aumentando a credibilidade no mercado. Algumas práticas podem ajudar a conquistar esse benefício:

 

  • Investimento em fontes de energia renovável e programas de reciclagem;
  • Parcerias com organizações sem fins lucrativos;
  • Estímulo à participação dos funcionários em ações voluntárias.


 

Como o compliance influencia a responsabilidade social nos negócios?

As práticas de compliance orientam os processos empresariais em direção à ética e à transparência. Também têm um papel importante na formação de uma cultura organizacional voltada para a responsabilidade social. O compliance assegura que a empresa:

 

  • Respeite a legislação, incluindo a ambiental e a trabalhista;
  • Tenha uma gestão transparente;
  • Faça um trabalho de prevenção contra irregularidades;
  • Aprofunde o trabalho de ESG;
  • Promova a diversidade e a inclusão.



clickCompliance é a solução para ser mais ético e responsável

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Garantir direitos trabalhistas e conformidade com a legislação são alguns dos deveres da empresa contratante. Conheça as demais obrigações.

A terceirização de serviços é muito utilizada por empresas dos mais diversos setores. Por meio dela, é possível contratar outra empresa para a realização de atividades que não integram a sua especialidade principal. 

 

Na prática, isto significa que, em vez de manter departamentos internos para o cumprimento de determinadas tarefas, a contratante transfere a responsabilidade para terceiros. 

 

A alternativa pode proporcionar flexibilidade e eficiência, porém é necessário entender que a responsabilidade do tomador de serviços vai muito além da contratação. 

 

Na verdade, a relação entre a empresa contratante e os prestadores de serviços está sujeita a uma série de normas e regulamentações. Por isso, é necessário garantir a conformidade com cada uma delas. 

 

O contratante deve garantir que a contratação e a gestão de terceiros estejam alinhadas com as normas trabalhistas, legais e éticas que regem as operações da empresa. Neste sentido, o due diligence é uma prática fundamental. Dessa forma, o tomador de serviços se resguarda contra riscos legais e danos à reputação.

 

A empresa terceirizada também deve ter o compromisso com o cumprimento da legislação vigente. Por esse motivo, ter um sistema de compliance é essencial para ambas as partes.

 

Ficou interessado e quer saber mais sobre o assunto? 


Neste conteúdo, falaremos sobre as diferentes responsabilidades da empresa que contrata serviços terceirizados. Continue lendo para entender tudo!

 

O que é responsabilidade do tomador de serviços na terceirização?

No processo de terceirização, o tomador de serviços precisa seguir um conjunto de obrigações e deveres. A responsabilidade por parte do contratante se divide em duas esferas principais: trabalhista e de diretrizes, cada uma abrangendo áreas distintas. 

 

Em relação aos direitos trabalhistas, a empresa contratante é responsável por assegurar que os terceirizados tenham condições laborais adequadas e que seus direitos contratuais sejam respeitados. Ou seja, é essencial garantir o cumprimento de normas, como:

 

  • Jornada de trabalho definida em lei;
  • Pagamento de salário respeitando o piso da categoria;
  • Direitos trabalhistas (férias remuneradas, 13º salário, entre outros);
  • Condições de trabalho seguras e saudáveis;
  • Direitos fundamentais (liberdade sindical, proibição do trabalho infantil, entre outros).



A responsabilidade trabalhista pode ser classificada como subsidiária ou solidária, variando conforme as circunstâncias específicas do contrato de terceirização.

 

Já a segunda via de responsabilidades, envolve padrões e diretrizes mais abrangentes, muitas das quais estão relacionadas ao compliance. Ou seja, é necessário assegurar que os terceirizados estejam em conformidade com uma gama de regulamentações, incluindo:

 


Continue a leitura para entender mais detalhes sobre essas vias de responsabilidade.

 

Quais as responsabilidades trabalhistas do tomador de serviços terceirizados?

Como já explicado anteriormente, a responsabilidade trabalhista pode ser classificada de duas formas: subsidiária ou solidária. Agora, vamos explorar cada uma delas em maior detalhe. 

Responsabilidade subsidiária

A responsabilidade subsidiária está prevista na legislação e estabelece que o tomador de serviços pode ser responsabilizado subsidiariamente pelos débitos trabalhistas da empresa terceirizada.

 

Na prática, isso significa que caso a terceirizada não cumpra suas obrigações trabalhistas, o tomador de serviços pode ser acionado para assumir o pagamento das verbas trabalhistas devidas. 

 

A medida existe para assegurar que os trabalhadores não sejam prejudicados mesmo que a terceirizada não cumpra com suas obrigações financeiras. 

Responsabilidade solidária

No caso da responsabilidade solidária, tanto o tomador de serviços, quanto a empresa terceirizada são considerados responsáveis pelas obrigações trabalhistas. 

 

Ou seja, na eventualidade de um direito trabalhista não ser cumprido, o trabalhador pode acionar qualquer uma das partes

 

É uma abordagem mais ampla, na qual ambas as partes envolvidas na terceirização compartilham a responsabilidade pelas condições trabalhistas oferecidas. 

Quais as responsabilidades sobre padrões do tomador de serviços terceirizados?

Outro foco das empresas contratantes deve ser assegurar que o prestador de serviços esteja em conformidade com as políticas da empresa e com as diretrizes da legislação.

Conformidade com ESG

O contratante, ao procurar por serviços em outras empresas, deve estar atento e verificar se a contratada segue práticas socioambientais, éticas e de governança (ESG).

Manter a conformidade nessa área é importante para evitar problemas de reputação e garantir o compliance ambiental.

Pensar em ESG não é apenas sobre responsabilidade, mas também é uma estratégia para construir uma boa imagem no mercado.

Atenção à LGPD

A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) exige que as empresas assumam a responsabilidade de garantir que o terceirizado cumpra as normas de proteção de dados. Caso contrário, as violações de privacidade podem resultar em penalidades substanciais.

 

Integrar as práticas da LGPD na gestão de terceiros mostra um compromisso com a segurança das informações.

Ter um canal de denúncias

Também é importante verificar a existência e a eficiência do canal de denúncias da terceirizada. A ferramenta ajuda a prevenir problemas e incentivar uma cultura organizacional mais ética e responsável. 

 

Além disso, investir em um treinamento de compliance pode ser uma excelente estratégia para garantir que os funcionários da empresa terceirizada entendam as diretrizes da empresa contratante.

Cuidados com fornecedores

Além de todos os cuidados necessários com a empresa terceirizada, também é importante avaliar os fornecedores. A avaliação, também chamada de due diligence, é uma medida preventiva para assegurar que todos os envolvidos na prestação de serviços estão em conformidade.

Atenção à imagem corporativa

Checar a reputação da empresa está entre um dos pontos mais importantes. Quem contrata precisa ficar de olho nas práticas da empresa terceirizada para evitar qualquer problema que possa prejudicar a sua própria imagem.

Obediência às regras operacionais

Para finalizar, o contratante precisa se assegurar de que o terceirizado vai seguir as regras operacionais e manter a conformidade em todas as operações realizadas em nome da empresa. Esta observação protege contra riscos legais e ajuda a melhorar a eficiência da equipe. 

O que é a gestão de terceirizados?

A gestão de terceirizados consiste em práticas e estratégias usadas pelas empresas contratantes para administrar os prestadores de serviços terceirizados de uma forma mais eficaz. 

 

A ideia é garantir que as atividades sejam realizadas da melhor forma possível, em sintonia com os objetivos da contratante e em conformidade com as leis e regulamentações. 

 

Imagine que uma empresa decide contratar um serviço externo, como limpeza, segurança ou desenvolvimento de software. A gestão de terceirizados entra em ação para assegurar que essa parceria seja eficiente, livre de riscos e contribua para o sucesso da empresa. A prática pode envolver:

 

  • Seleção dos terceirizados;
  • Definição de expectativas de ambas as partes;
  • Supervisão do desempenho.

 


Quais os benefícios da gestão de terceirizados?

Uma gestão eficaz de terceirizados proporciona uma série de benefícios para as empresas contratantes. Vamos detalhar alguns deles a seguir: 

Parcerias mais estratégicas

Com uma gestão eficaz, é possível construir parcerias mais estratégicas e alinhadas aos objetivos da contratante. Para isso, é importante escolher aqueles que estejam em sintonia com os valores da empresa e com os requisitos operacionais. Assim, a parceria se torna mais integrada e colaborativa, contribuindo para o sucesso conjunto. 

Redução de custos operacionais

Além disso, uma boa gestão de terceiros também facilita a adaptação dos funcionários nos processos internos da empresa. Evitar retrabalho e usar recursos de maneira eficaz são resultados diretos dessa organização, o que impacta positivamente nos custos totais da empresa contratante.

Organização dos processos de contratação

Ao implementar a gestão, fica mais fácil organizar os processos de contratação de terceirizados. Desde a pesquisa e a validação dos fornecedores até a assinatura de contratos claros e bem definidos, cada etapa do ciclo de contratação pode ser gerenciada de maneira eficaz. 

Gestão de riscos

Gerenciar terceiros de forma eficaz pode ser uma forma de reduzir riscos, uma vez que há uma garantia maior de que os funcionários estão em conformidade com as normas e regulamentações vigentes. Uma abordagem proativa para identificar, avaliar e gerenciar riscos potenciais contribui para a segurança e estabilidade das operações da empresa contratante.




Compliance e sua relação com a gestão de terceiros

Os pilares de compliance buscam assegurar a conformidade com leis, regulamentações e padrões éticos. Já a gestão de terceiros trata da administração eficiente dos serviços prestados por parceiros externos.

 

As duas áreas estão intrinsecamente ligadas, pois a empresa contratante é responsável por garantir que todas as atividades estejam em estrita conformidade com as normas estabelecidas. 


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Ambiente Corporativo, Ambiente de trabalho, Anticorrupção, Código de Ética, Legislação, Treinamento de Compliance

Entenda o que configura suborno e como o compliance pode contribuir para a reputação do seu negócio.

A Lei nº 12.846, conhecida como Lei Anticorrupção, foi promulgada no Brasil em 2013, com o intuito de expor o compromisso do país perante os acordos internacionais de combate à corrupção. 

Para isso, busca coibir práticas ilícitas que prejudicam os recursos públicos e responsabiliza as empresas que cometem atos ilícitos contra a administração pública, tanto nacional quanto estrangeira.

No entanto, quase dez anos depois da sua criação, o Brasil foi classificado na 94ª posição entre as 180 nações listadas no Índice de Percepção da Corrupção (IPC) de 2022. O dado mostra que ainda há muito a ser feito e, por isso, é preciso o comprometimento das organizações.

O suborno ou propina é um dos atos ilícitos combatidos pela Lei Anticorrupção. Você sabe o que o caracteriza? 

Entender o que é suborno é fundamental para impedir que a prática seja realizada e, assim, assegurar a conformidade com a legislação e evitar que a empresa seja penalizada.

Neste conteúdo, vamos explicar o que configura o suborno e porque ele  é prejudicial para o seu negócio. Também mostraremos como o compliance pode ser um aliado para impedir o problema.

S
e você tem interesse pelo assunto e deseja compreender como as empresas podem enfrentar essa questão crítica, está no lugar certo.

Boa leitura!

 

O que significa suborno?

No dicionário, suborno é definido como a ação ou efeito de subornar, de oferecer dinheiro a alguém para obter algo ilegal; corrupção

Na prática, o ato consiste em oferecer, prometer ou conceder dinheiro, bens materiais ou favores a uma pessoa com o objetivo de influenciar suas ações ou decisões em benefício próprio ou de terceiros, muitas vezes, em detrimento da ética e da justiça. 

A prática é considerada crime de corrupção cabível a pena prevista por lei, veja a seguir o trecho do Código Penal:

Art. 317 do Código Penal/1940 – “Solicitar ou receber, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função, ou antes, de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida, ou aceitar promessa de tal vantagem: Pena – reclusão, de 2 (dois) a 12 (doze) anos, e multa.”

Como o suborno acontece nas empresas?

Empresas de todos os portes e segmentos devem estar conscientes sobre como o suborno acontece a fim de agir efetivamente contra esse ato. 

Na verdade, há diferentes situações que configuram essa infração. Veja alguns exemplos: 

  • O funcionário encarregado de selecionar fornecedores recebe um incentivo financeiro para escolher uma empresa específica.
  • A organização propõe que, se for selecionada em um processo de licitação pública, compartilhará uma parcela das verbas recebidas na aquisição de produtos, obras ou serviços.
  • Acionistas tomam decisões com o objetivo de assegurar ganhos pessoais, em detrimento dos interesses da organização.
  • O empresário oferece produtos ou serviços sem custo a um agente de fiscalização com o propósito de obter uma permissão para operar de forma ilegal.

 

 

Por que o suborno é prejudicial?

O suborno pode ser uma ameaça à integridade da empresa, já que é uma forma de corrupção. Entenda os impactos dessa prática:

Para a sociedade

À medida que a corrupção se torna mais comum nas instituições, a confiança dos cidadãos diminui e, consequentemente, a reputação das organizações é estremecida. 

A sociedade forma uma opinião muito negativa em relação às empresas envolvidas em escândalos de corrupção. 

Para a economia

Quando empresas obtêm vantagens injustas, por meio de práticas corruptas, prejudicam aquelas que atuam de forma legítima. Esse desequilíbrio pode resultar em impactos econômicos negativos.

Além disso, o suborno pode afetar os investimentos em infraestrutura e a evolução do país. É um ciclo que favorece o subdesenvolvimento, que prejudica muito a saúde da economia nacional.

 

O que é política antissuborno?

A política antissuborno compreende um conjunto de regras que visam combater práticas corruptas, especialmente, o suborno. 

A intenção é assegurar que empresas e indivíduos atuem de maneira transparente e em conformidade com padrões legais e éticos.

Trata-se, portanto, de um recurso relevante para o programa de compliance das organizações, que tem o propósito de definir as diretrizes internas para garantir a conformidade com a legislação vigente, o que inclui a Lei Anticorrupção.

A política antissuborno representa a estruturação da ética e da integridade da empresa. Ela é fundamentada em princípios como:

  • Transparência
  • Honestidade
  • Responsabilidade 
  • Justiça

 

Dessa forma, contribui para moldar a cultura organizacional, definindo qual deve ser a conduta dos funcionários.

Existem certificações internacionalmente reconhecidas, como a ISO 37001 e a ISO 37301, que estabelecem requisitos específicos para os sistemas de gestão de antissuborno e compliance nas organizações.

 

Como evitar o suborno e proteger sua empresa?

Agora que você já entendeu o que é suborno e como ele pode prejudicar não só a reputação, mas a própria existência da sua empresa, vamos discutir algumas estratégias que ajudam a evitar esse ato. Confira as orientações a seguir:

Crie um código de conduta

Criar um código de conduta é o primeiro passo para estabelecer uma política antissuborno eficaz. O documento é um guia claro sobre os padrões de comportamento para os funcionários, que deve ser seguido por todos, sem exceção. 

Nesse código, é preciso inserir tópicos específicos que destaquem a proibição do suborno e da corrupção com linguagem simples e clara. Esse material deve ser acessível a todos os colaboradores. 

Defina sanções claras

No código de conduta também devem constar as consequências para os colaboradores que cometem infrações. As sanções precisam ser informadas com clareza para evitar qualquer tipo de dúvida e devem ser aplicadas diante da comprovação do ato ilícito.

Caso a empresa se omita perante os casos de corrupção, poderá enfrentar acusações legais. Por isso, a aplicação consistente das sanções é imprescindível. Isso envia uma mensagem clara de que o suborno não será tolerado, independentemente da posição hierárquica.

Estabeleça um canal de denúncia

O canal de denúncias é uma ferramenta indispensável para a prevenção, a detecção e a coibição de qualquer tipo de irregularidade cometida no ambiente corporativo, inclusive, o suborno.

Para o seu funcionamento efetivo, os funcionários devem se sentir seguros ao relatar atividades suspeitas. Também é importante garantir a proteção dos denunciantes.



Realize treinamentos

A conscientização é uma das melhores defesas contra o suborno, por isso, a realização de treinamentos de compliance é fundamental. É possível abordar temas como:


Durante os treinamentos, podem ser usados exemplos práticos do dia a dia da organização e como os funcionários devem reagir em cada situação. Este também é o momento para
frisar as diretrizes internas do programa de compliance e esclarecer as dúvidas da equipe.

É importante ressaltar que todos os funcionários, independentemente do cargo, devem estar cientes dos riscos associados ao suborno.

Ofereça remuneração compatível ao cargo

Outra estratégia para coibir o suborno é manter uma remuneração competitiva, pois funcionários bem remunerados são menos propensos a ceder à tentação da propina.

Uma política salarial que valoriza o desempenho e a contribuição dos colaboradores aliada às práticas transparentes contribui para manter a integridade e a motivação da equipe.

Implante um rigoroso processo seletivo

Investir em um processo seletivo rigoroso é importante para o combate à corrupção. Afinal, a primeira linha de defesa contra o suborno é a contratação de pessoas éticas e confiáveis

Para isso, é preciso que a equipe de recrutamento e seleção também esteja ciente do programa de compliance da empresa e da política antissuborno para evitar contratações indevidas.


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