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Diferença entre compliance e auditoria interna: o que as empresas precisam saber

Entenda qual é a diferença entre compliance e auditoria interna e como ambos podem ser benéficos para a empresa

Atualizado em 16/05/2025
● Por Helen Lugarinho
Ilustração para simbolizar as diferenças entre auditoria externar x interna.
Imagem criada pela clickCompliance utilizando inteligência artificial. © Todos os direitos reservados.

O compliance é uma realidade recente para boa parte das empresas, mas não restam dúvidas que não se trata apenas de um diferencial opcional. Na verdade, ter um bom programa de conformidade é fundamental para assegurar a longevidade dos negócios

A auditoria interna, por outro lado, já é bem conhecida como uma ferramenta indispensável para a verificação e o aprimoramento dos processos internos. Trata-se de um processo de avaliação e análise das atividades, controles internos e procedimentos operacionais de uma organização.

Mas, afinal, qual é a diferença entre compliance e auditoria interna na prática? 

Apesar de serem processos distintos, ambos estão relacionados. Quer saber mais? Prossiga a leitura! Nos próximos tópicos, falaremos sobre a abrangência, os benefícios e as especificidades de cada um. Também explicaremos a relação entre compliance e auditoria interna

Boa leitura!

Conteúdo do Artigo

Compliance X auditoria interna

Frequentemente, há confusão entre os processos de auditoria interna e compliance devido à proximidade de seus objetivos. E realmente, ambos são complementares, uma vez que atuam de forma conjunta para fortalecer a integridade e o melhorar o desempenho de uma organização.

As funções de um programa de compliance incluem:

  • Elaboração de políticas e procedimentos;
  • Implementação de programas de treinamento de compliance;
  • Monitoramento para garantir a conformidade;
  • Avaliação de riscos e controles internos;
  • Investigação e solução de irregularidades;
  • Apoio às auditorias internas e externas;
  • Promoção de uma cultura organizacional ética, transparente e responsável;
  • Manutenção de documentação;
  • Cumprimento da legislação vigente.

Enquanto isso, a auditoria tem seu como foco: 

  • Identificar possíveis irregularidades e fraudes corporativas;
  • Avaliar a eficiência operacional;
  • Avaliar o cumprimento de metas e objetivos;
  • Promover boas práticas;
  • Verificar o cumprimento de políticas e normas internas.  

Na prática, um sistema de compliance se inicia com o desenvolvimento de políticas e procedimentos alinhados com as regulamentações e normas pertinentes ao setor da empresa. As medidas são implementadas por meio de programas de treinamento que têm o propósito de educar os colaboradores sobre as práticas éticas e legais no ambiente corporativo. 

O monitoramento é contínuo a fim de garantir que a conformidade seja mantida, e avaliações de riscos são realizadas para identificar áreas potenciais de vulnerabilidade. Quando há irregularidades, a equipe de compliance conduz investigações apropriadas e cria medidas corretivas.

Por outro lado, a auditoria interna atua realizando avaliações específicas em diversas áreas da empresa. Esse trabalho envolve revisão detalhada de processos, identificação de possíveis irregularidades, avaliação da eficácia operacional e verificação do cumprimento de metas e objetivos. 

Além disso, a auditoria interna contribui para a promoção de boas práticas, assegurando que a empresa esteja em conformidade com políticas e normas internas. 

Podemos, assim, observar como os dois processos se complementam. Na verdade, as auditorias internas são recursos utilizados pelos profissionais de compliance para monitorar o cumprimento das ações do programa de conformidade em uma organização.

A combinação das abordagens fortalece a integridade e a eficiência operacional, garantindo que os padrões éticos e legais sejam mantidos.


Atuações do compliance

Agora que você entendeu a diferença entre compliance e auditoria interna, vamos nos aprofundar nas principais atuações do compliance nas empresas:


Boa governança corporativa

Quando há um programa de compliance ativo e eficiente na empresa, é de se esperar que haja uma melhoria na governança corporativa.

Na busca pelo alinhamento de conduta e processos à legislação que abrange o negócio, consequentemente, há impactos positivos no sistema de gestão organizacional.

Dessa forma, o compliance ajuda a melhorar a governança corporativa ao:

  • Evitar o abuso de poder;
  • Aumentar o desempenho operacional;
  • Melhorar a reputação da empresa.


Avaliação de controles internos

Uma das atribuições do compliance é avaliar os controles internos da empresa, o que significa verificar se as políticas e procedimentos estão alinhados às exigências regulatórias e se são capazes de mitigar os riscos.

Para que isso ocorra, algumas medidas são tomadas: 

  • Identificar riscos em potencial;
  • Avaliar a política interna de conformidade;
  • Implementar mecanismos de monitoramento e controle.


Treinamentos sobre controle interno

Os treinamentos são indispensáveis para orientar os colaboradores sobre as medidas de conformidade, esclarecer dúvidas sobre a conduta correta em situações específicas, conscientizar a equipe sobre a importância do compliance para garantir o envolvimento de todos.

Os treinamentos podem abordar temas como: 


Fortalecimento da cultura da empresa

Assegurar uma cultura de conformidade é missão do compliance. Para isso, o programa deve integrar práticas éticas e legais no DNA da empresa, garantindo que cada membro compreenda e valorize a importância de cumprir a legislação vigente..

Veja algumas ações que podem ser tomadas: 

  • Estabelecer um tom apropriado para a comunicação;
  • Designar um responsável para as atividades de compliance;
  • Realizar treinamentos. 


Acompanhamento de processos e possíveis gaps

O compliance atua de forma proativa na identificação de gaps (lacunas) nos processos internos. Isso é feito por meio de: 

  • Avaliações de risco;
  • Criação de um canal de denúncias;
  • Uso de tecnologias de automação para monitoramento dos processos;
  • Monitoramento das ações;
  • Definição de KPIs de compliance.


Atuação da auditoria interna

Você compreendeu tudo sobre compliance e, agora, deve estar se perguntando sobre a auditoria interna. Vamos falar sobre sua atuação a seguir:


Revisão e avaliação da eficácia dos controles internos

Ao contrário do compliance, que se concentra na criação e manutenção dos procedimentos adotados para assegurar a conformidade, a auditoria interna entra em cena para revisar e avaliar a eficácia dos controles internos. Dessa forma, verifica se a organização opera conforme o esperado e recomenda melhorias quando necessário.


Obediência à extensão dos trabalhos executados

A auditoria interna também opera segundo uma extensão de trabalho predefinida. Isso inclui revisar áreas específicas da empresa para garantir conformidade e eficácia operacional. A razão para essa definição prévia do escopo é garantir que a auditoria seja direcionada, eficiente e eficaz.


Avaliação dos riscos estratégicos e operacionais

A auditoria interna avalia, também, os riscos estratégicos e operacionais. Na prática, busca identificar possíveis ameaças que possam afetar o desempenho e a sustentabilidade da organização.


Fortalecimento de confiança das informações 

O trabalho de auditoria interna também contribui, significativamente, para fortalecer o grau de confiança nas informações financeiras e operacionais da empresa, contribuindo para a transparência e a credibilidade nos relatórios internos e externos.


Quais os benefícios da auditoria interna?

Ficou claro que a auditoria interna e o compliance têm práticas distintas, embora ambos tenham um papel indispensável para a empresa. 

A seguir, separamos alguns benefícios da realização de auditoria interna, acompanhe:


Conferência da aplicação das políticas

A auditoria interna também analisa a conformidade das práticas operacionais com as políticas estabelecidas pela empresa. A conferência contribui para evitar desvios e garantir que as ações estejam alinhadas com as diretrizes organizacionais.


Avaliação da efetividade das normas

Ao avaliar a efetividade das normas internas, os auditores verificam se as diretrizes estão atingindo os resultados desejados. Esta análise crítica auxilia na identificação de lacunas e na otimização das normas para um desempenho mais eficaz.


Antecipação e resolução de problemas

A auditoria interna permite que a empresa tome medidas corretivas antes que as falhas se agravem, contribuindo para a mitigação de crises.


Identificação de possibilidades de melhoria

Além de apontar problemas, a auditoria interna destaca oportunidades de aprimoramento nos processos e práticas da organização. Esta função impulsiona a inovação e a eficiência, promovendo um ambiente contínuo de melhoria.


Aumento da confiabilidade da empresa

A auditoria desempenha um papel importante no reforço da confiabilidade da empresa. A validação periódica de práticas e controles internos contribui para a transparência e a credibilidade nos relatórios e operações.


Contribuição para a tomada de decisões 

Os relatórios gerados pela auditoria interna oferecem informações que influenciam a tomada de decisões da alta administração. 


Quais os tipos de auditoria interna?

Há diversos tipos de auditoria interna, e a escolha do modelo varia de acordo com a necessidade da empresa. Veja alguns exemplos: 


Auditoria contábil

Tem foco na revisão e fiscalização de registros e procedimentos associados ao patrimônio financeiro de uma empresa. Seu objetivo principal é assegurar confiabilidade e integridade das demonstrações financeiras.

  • Na prática: um auditor contábil analisa as informações contábeis de uma empresa para garantir que todas as transações estejam devidamente registradas, que os princípios sejam seguidos e que não haja manipulação de dados.


Auditoria operacional

A prioridade é garantir a eficiência dos processos operacionais de uma organização. Para isso, faz um diagnóstico, identificando falhas e propondo soluções para melhorar o desempenho. Também avalia oportunidades de aprimoramento nos procedimentos e na utilização de recursos.

  • Na prática: um auditor operacional pode examinar os processos de produção de uma fábrica, analisar a cadeia de suprimentos e identificar áreas onde há atrasos ou desperdício de recursos, propondo melhorias para otimizar a eficiência operacional.


Auditoria de sistemas

Avalia a qualidade dos recursos tecnológicos e a segurança da informação na empresa. Para isso, examina a infraestrutura das tecnologias em busca de fragilidades que possam comprometer integridade, confidencialidade e disponibilidade dos dados.

  • Na prática: um auditor de sistemas pode revisar os protocolos de segurança da rede, analisar os procedimentos de backup e avaliar as políticas de acesso para garantir que a empresa esteja protegida contra ameaças cibernéticas.


Auditoria de qualidade

Apura a conformidade dos processos operacionais em relação aos requisitos de qualidade predefinidos. Seu objetivo é garantir a entrega consistente de produtos ou serviços que atendam aos padrões estabelecidos pela empresa.

  • Na prática: uma auditoria de qualidade em uma indústria alimentícia pode revisar os processos de produção, verificar se os padrões de higiene são seguidos e assegurar que os produtos atendam aos padrões estabelecidos pelos órgãos reguladores.


Auditoria ambiental

Avalia o impacto da empresa no meio ambiente, garantindo a conformidade com práticas sustentáveis e responsáveis. Examina o cumprimento de regulamentações ambientais e propõe medidas para reduzir impactos.

  • Na prática: um auditor ambiental pode analisar os processos de descarte de resíduos de uma fábrica, verificar se estão em conformidade com normas ambientais e sugerir práticas mais sustentáveis.


Auditoria de gestão

Analisa o desempenho dos gestores da organização, identificando possibilidades de melhoria. Foca na eficácia das estratégias de gestão e na implementação de boas práticas.

  • Na prática: um auditor de gestão pode analisar a eficiência das decisões estratégicas de uma equipe de liderança e a implementação de políticas corporativas, bem como sugerir ajustes para melhorar o desempenho organizacional.

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Publicado por
Helen Lugarinho
Sou jornalista formada pela Universidade Federal Fluminense, com pós-graduação em Comunicação Integrada e Gestão Estratégica de Conteúdo pela Facha. Minha trajetória profissional é marcada por uma ampla experiência em produção de conteúdo e marketing digital, sempre com foco em conectar pessoas e compartilhar conhecimento de forma clara e impactante.
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