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Investigação interna: como deve ser feita na empresa?

Saiba como fazer uma investigação interna e garantir a integridade da sua companhia

Atualizado em 05/05/2025
● Por Helen Lugarinho
Imagem para simbolizar uma investigação interna.
Imagem criada pela clickCompliance utilizando inteligência artificial. © Todos os direitos reservados.

Você sabe o que é investigação interna?

Em linhas gerais, essa prática serve para apurar os fatos e condutas inadequadas e/ou ilícitas que acontecem em uma empresa, identificando os responsáveis e verificando os impactos do ocorrido para a organização. Além disso, com ela é possível traçar novas estratégias para prevenir que o caso volte a acontecer.

Esse tipo de ação é essencial para as empresas que prezam pelo compliance e bem-estar de seus colaboradores. Mas para ser eficaz e cumprir com o seu objetivo, a investigação precisa ser feita da forma correta.

Ficou curioso para saber como funciona uma investigação interna e quais passos deve ter? Continue a leitura, vamos te explicar tudo o que você precisa saber sobre o assunto.

Conteúdo do Artigo

Conceito de investigação interna

Segundo o dicionário, investigação é um substantivo feminino que significa fazer uma averiguação sistemática e uma apuração minuciosa. No contexto empresarial, a investigação interna é um processo conduzido dentro da organização para examinar e esclarecer questões relacionadas a atividades, comportamentos ou práticas que estejam em desacordo com políticas, normas e regulamentos da empresa.

O principal objetivo desse tipo de prática é identificar irregularidades, violações de políticas, fraudes e comportamentos antiéticos, e tomar as medidas necessárias para corrigir esses problemas e prevenir incidentes futuros.

Uma investigação interna pode começar a partir de uma denúncia relatada no canal de denúncias da empresa, seja ela feita por um colaborador, gestor ou fornecedor. Esse canal é utilizado para minimizar episódios de fraudes, assédios e outras irregularidades na organização.

Além disso, elas também podem começar após algum episódio ter sido constatado em controles e monitoramentos do programa de compliance. Em ambos os casos, a conduta em questão é analisada e vira o foco da investigação interna.

Nesse sentido, esse tipo de prática protege os interesses da empresa e o bem-estar dos colaboradores, a fim de detectar más condutas e interromper a prática de atos ilícitos, adotando procedimentos de remediação.  


Como a investigação interna deve ser feita na empresa?

As denúncias ou más condutas de uma empresa nem sempre ficam apenas entre a equipe. Em alguns episódios, essas questões podem acabar se tornando públicas, afetando toda a imagem corporativa frente ao mercado.

Por isso, além de garantir o compliance e a integridade da organização, esse tipo de prática também colabora para a reputação organizacional e até mesmo para a valorização da empresa.

Mas para que toda a investigação seja eficaz, é importante que as averiguações sejam vistas com credibilidade, rigorosidade e sem a flexibilidade que beneficie pessoas e setores específicos. Essas investigações precisam ainda ser analíticas para encontrar os pontos cruciais a serem mitigados.

A seguir, confira o passo a passo para uma investigação interna eficaz! 


Analise a denúncia

A primeira etapa da investigação interna é a análise para verificar a complexidade, a pertinência e a veracidade do fato relatado. Esse passo deve ser conduzido de forma criteriosa, respeitando as normas e garantindo que não haja conflito de interesse.

Em episódios em que a má conduta é descoberta em um monitoramento do compliance, a análise dos fatos também deve ser feita, garantindo que a denúncia seja eficaz e verdadeira. 


Faça um planejamento sobre as fases da investigação

Depois de analisar a denúncia, é importante detalhar o escopo da investigação, determinando a equipe responsável pela apuração, a distribuição de atividades, ferramentas necessárias, orçamento, caso seja necessário, e o prazo para a investigação.

Vale lembrar que, em alguns casos, a investigação começa com um escopo pequeno e no decorrer do processo, se torna algo maior e complexo. Esteja preparado para isso. 


Analise os riscos e a implementação da investigação

Na investigação interna, é importante ponderar os riscos envolvidos e também um plano de contingenciamento. Também é importante implementar o processo com a coleta, preservação e análise financeira, além da verificação de dispositivos, se for o caso. 


Entrevistas

Uma das fases mais importantes da investigação interna são as entrevistas. Essa etapa é fundamental para confirmar as informações existentes ou até mesmo para levantar novas informações sobre o episódio denunciado.

Nessa etapa da investigação interna é fundamental considerar a entrevista com alguns personagens específicos, sendo eles: 

  • Denunciante, caso ele tenha se identificado;
  • Testemunhas;
  • Vítima;
  • Denunciado, caso seja necessário entrevistá-lo, ele deve ser o último da lista. 

Durante a conversa, o entrevistador deve ter falas cuidadosas, para que todas as partes se sintam confortáveis para falar sobre o episódio. Além disso, é essencial considerar as informações ditas, expressões faciais e também movimentos corporais.

Outro ponto importante é que a entrevista na investigação interna deve ser feita por mais de uma pessoa e, em caso da existência de provas, elas devem estar disponíveis durante a conversa. 


Relatório final

O relatório final é a forma de registrar as informações detalhadas do processo investigativo e também seu resultado. Por isso, esse documento deve ser objetivo e de fácil leitura, podendo ou não ter termos técnicos de compliance. Entre os tópicos importantes do relatório estão:

  • Resumo da denúncia;
  • Normas internas e externas que tenham sido violadas com a conduta;
  • Lista dos envolvidos na denúncia e histórico de todos;
  • Ferramentas utilizadas na investigação;
  • Documentos analisados;
  • Resultado das entrevistas (preservando a identidade das pessoas quando possível);
  • Resultado da investigação;
  • Anexos com evidências conforme necessário. 

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Publicado por
Helen Lugarinho
Sou jornalista formada pela Universidade Federal Fluminense, com pós-graduação em Comunicação Integrada e Gestão Estratégica de Conteúdo pela Facha. Minha trajetória profissional é marcada por uma ampla experiência em produção de conteúdo e marketing digital, sempre com foco em conectar pessoas e compartilhar conhecimento de forma clara e impactante.
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