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Política de segurança da informação: guia definitivo

Estar em conformidade com a LGPD e garantir os cuidados necessários com todo tipo de informação que abrange a atividade são ações essenciais para quem busca longevidade no mercado

Atualizado em 08/05/2025
● Por Maurício Monteiro
Imagem para simbolizar uma auditoria de segurança e o Compliance na TI.
Imagem criada pela clickCompliance utilizando inteligência artificial. © Todos os direitos reservados.
Ter uma política de segurança da informação tornou-se fundamental em meio ao aumento do fluxo de dados e dos riscos de fraudes e golpes na era digital.

O vazamento de dados é um crime que implica diferentes penalidades. Portanto, garantir a proteção das informações pessoais de clientes, colaboradores e parceiros é obrigatório por lei.

Também chamada de 
LGPD, a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (Lei nº 13.709/2018) estabelece os cuidados adequados para a coleta, o armazenamento e o tratamento dessas informações.

Estar em 
conformidade com a LGPD e garantir os cuidados necessários com todo tipo de informação que abrange a atividade são ações essenciais para quem busca longevidade no mercado.

Para saber mais sobre o que é, como funciona, qual é a importância e como implantar uma política de segurança da informação, não deixe de ler esse conteúdo até o final!
Conteúdo do Artigo

O que é política de segurança da informação?

É um conjunto de práticas que buscam proteger e preservar os dados de uma organização.Essa política deve ser criada com base no dia a dia da instituição, considerando o fluxo de dados recebidos e o trabalho de seu armazenamento.
A política de segurança da informação deve ser registrada em documento e divulgada para que todos os colaboradores tomem conhecimento e, assim, ela possa ser colocada em prática de forma efetiva.

Quais os princípios da política de segurança da informação?

  • Autenticidade: garante a identificação do usuário para o acesso aos dispositivos que permitem inclusão e exclusão de informações, assegurando que apenas pessoas devidamente autorizadas possam fazê-lo
  • Confidencialidade: as informações devem ser protegidas, e o acesso é restrito apenas à pessoa autorizada e credenciada pela organização
  • Confiabilidade: assegura a autenticidade e a veracidade das informações
  • Disponibilidade: pessoas autorizadas têm acesso aos dados sempre que necessário
  • Integridade: a informação oferecida é exata, completa e protegida contra fraudes e manipulações

Quem deve adotar uma política de segurança da informação?

Toda e qualquer organização que tenha acesso às informações pessoais de colaboradores, clientes, fornecedores e outros indivíduos.
A política de segurança da informação é o caminho para a preservação e a proteção dessas informações que, cada vez mais, têm sido alvo de golpes no país.
A responsabilidade de proteger esses dados cabe a qualquer tipo de instituição que tenha acesso a eles, independentemente do tamanho e setor de atuação.Dessa forma, podemos resumir:
  • Profissionais autônomos (advogados, contadores e consultores, por exemplo);
  • Empresas da iniciativa privada (comércio, indústria e serviços);
  • Organizações do terceiro setor;

O que são informações pessoais?

Segundo a LGPD, são consideradas informações pessoais aquelas que permitem identificar o titular. Alguns exemplos são:
  • Informações de contato (endereço, telefone, e-mail);
  • Data e local de nascimento;
  • Dados bancários;
  • Nome dos pais;
  • Documentos;
  • Gênero;
  • Nome.
A LGPD esclarece, ainda, que entre as informações pessoais há aquelas que são consideradas “dados sensíveis”, por deixarem o titular vulnerável à discriminação, como:
  • Informações da vida íntima e sexual;
  • Dados genéticos ou biométricos;
  • Condições de saúde;
  • Opinião política;
  • Filiação sindical;
  • Raça e etnia.

4 razões para implementar uma política de segurança da informação

O fluxo de informações abrange desde os profissionais autônomos e pequenos negócios até as grandes instituições. Implementar uma política de segurança tornou-se uma necessidade real. Saiba os motivos:
1. Reduz os riscos: lidar com informações pessoais é uma grande responsabilidade e, consequentemente, um risco. Toda organização que precisa desse tipo de dado para exercer suas atividades deve adotar uma política de segurança a fim de evitar uso indevido, roubo, golpes e fraudes.
2. Evita multas, sanções e penalidades: o vazamento de dados pessoais implica penalidades. A LGPD prevê advertência, multa de até R$ 50 milhões, bloqueio do banco de dados e até a proibição parcial ou total das atividades. Por isso, a segurança da informação também é uma garantia de segurança jurídica.
3. Evita processos: vítimas que tiveram seus dados expostos podem processar os responsáveis na Justiça. Além dos custos, a situação provoca danos à imagem e à reputação.
4. Mantém a credibilidade no mercado: outro motivo para investir numa política de segurança da informação é evitar perder a credibilidade conquistada no mercado. Ter o nome envolvido em um episódio de vazamento de dados mancha a reputação e interfere negativamente na imagem perante o público.

Política de segurança da informação e compliance: qual a relação?

Por tudo que foi mencionado até aqui, dá para observar uma relação direta entre política de segurança da informação e compliance.
Considerando que o compliance é um conjunto de normas estabelecidas a fim de garantir a conformidade com a legislação vigente, pode-se afirmar que a política de segurança da informação é um dos mecanismos usados por ele para atingir seu objetivo.
Ela é uma aliada, sobretudo, para o compliance digital, que tem como foco o atendimento às leis que regem o ambiente digital.

Como criar uma política de segurança da informação?

Esse trabalho pode ser realizado pela equipe ou profissional responsável pelo compliance. Para tal, será necessário:
  • Avaliar o fluxo de informações recebidas, como é feito o armazenamento e quais setores lidam com esses dados;
  • Realizar um diagnóstico de segurança da informação junto aos profissionais de TI para uma análise de riscos em potencial;
  • Categorizar os tipos de informação da empresa em pública, privada, íntima e sigilosa;
  • Estabelecer os níveis de acesso para cada tipo de informação, identificando as pessoas autorizadas a lidar com cada uma delas;
  • Utilizar recursos tecnológicos para aumentar a segurança das informações;
  • Traduzir todos os processos anteriores em normas de conduta que deverão ser seguidas por toda a equipe;
  • Divulgar as normas, incluindo penalidades para o descumprimento, para todos os membros da organização. Isso pode ser feito por meio da inclusão dessas práticas no Código de Ética;
  • Realizar campanhas internas e treinamentos de compliance para envolver a equipe e esclarecer eventuais dúvidas;
  • Ter um canal de denúncias para a apuração de irregularidades;
  • Incorporar a política de segurança da informação como uma ação de compliance, que exige monitoramento periódico para o seu aprimoramento.

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Saiba como começar

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Publicado por
Maurício Monteiro
Desde 2017, atuo na clickCompliance como Scrum Master, Analista de Sistemas e Líder Gerencial do Time de Desenvolvimento. Lidero a execução de projetos, garantindo entregas ágeis e de excelência, além de definir soluções técnicas e estratégicas que impulsionam os resultados da empresa.
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