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Transformação digital: como o compliance auxilia a empresa

Como a conformidade orienta o uso da tecnologia e reduz riscos no ambiente digital

Atualizado em 30/01/2026
● Por Marcelo Erthal
Ilustração para simbolizar a transformação digital.
Imagem criada pela clickCompliance utilizando inteligência artificial. © Todos os direitos reservados.

A transformação digital nas empresas exige muito mais do que a adoção de tecnologias avançadas. Para que esse seja sustentável, é necessário manter o controle, a ética e a segurança, garantindo que processos, dados e decisões estejam em conformidade com as normas vigentes. E é diante disso que o compliance se torna tão importante.

Com um programa bem estruturado, as organizações conseguem inovar com mais responsabilidade, reduzir riscos operacionais e manter a competitividade mesmo em ambientes cada vez mais automatizados. Além disso, a integração entre compliance e tecnologia contribui para maior transparência, eficiência operacional e segurança da informação, fatores indispensáveis para a continuidade dos negócios.

Quer entender melhor essa relação? Ao longo deste conteúdo, você vai descobrir como o compliance auxilia as empresas no processo de transformação digital, apoiando a gestão de riscos, a conformidade regulatória e o uso responsável da tecnologia.

Conteúdo do Artigo

Como a transformação digital otimiza o fluxo de informações para o compliance?

A transformação digital permite que o fluxo de informações relacionado ao compliance seja mais integrado, rastreável e padronizado dentro da empresa. Ao substituir processos manuais e descentralizados por sistemas digitais, a organização reduz falhas humanas, retrabalho e a perda de dados sensíveis.

Ferramentas digitais possibilitam a centralização de políticas, registros, treinamentos, evidências de conformidade e comunicações internasem um único ambiente. Com isso, a empresa facilita o acesso às informações por áreas como jurídico, RH e lideranças, além de assegurar o versionamento de documentos e a rastreabilidade necessária para auditorias internas.

Outro avanço importante é a automatização de fluxos. Alertas automáticos, monitoramento de prazos e relatórios em tempo real tornam o acompanhamento das obrigações de compliance mais ágil e confiável. Dessa forma, o compliance deixa de atuar de forma reativa e ganha maior previsibilidade com o apoio de dados estruturados.

Para se ter uma dimensão do impacto da automação, dados divulgados pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) mostram que a digitalização de processos pode elevar a produtividade em até 30% e reduzir em até 90% o tempo dedicado a tarefas repetitivas.

Esse ganho operacional permite que as equipes concentrem sua atuação em atividades mais estratégicas, incluindo análises, controles e decisões relacionadas ao compliance.

Leia também: Como o compliance digital pode ser um aliado para mitigar os riscos do e-commerce


Como o compliance pode auxiliar a transformação digital nas empresas?

Segundo uma pesquisa da PwC sobre a transformação da conformidade, 71% dos executivos esperam que suas empresas lancem iniciativas de transformação digital nos próximos três anos, exigindo o apoio do departamento de compliance. 

Se você está se perguntando o porquê dessa exigência, imagine que o compliance atua como um elemento estruturante da digitalização, garantindo que a adoção de novas tecnologias ocorra com segurança, ética e alinhada às exigências regulatórias.

Na implementação de um software de Gestão de Relacionamento com o Cliente (CRM, na sigla em inglês), por exemplo, esse direcionamento permite que a empresa defina desde o início como dados devem ser coletados, armazenados e acessados.

Para isso, ela deve se guiar pela conformidade com a legislação vigente, além de temas como segurança da informação, uso responsável de inteligência artificial (IA), contratação de soluções tecnológicas e relacionamento com fornecedores, assegurando maior consistência nas decisões.

Sendo assim, em vez de limitar a inovação, o compliance contribui para estabelecer critérios, prioridades e parâmetros claros para a digitalização, reduzindo riscos ao longo do caminho. Ele é o responsável por fortalecer a governança da transformação digital, estabelecendo responsabilidades, fluxos de aprovação e mecanismos de monitoramento.


Quais ferramentas tecnológicas são usadas para implementar compliance?

A implementação de um programa de compliance no contexto da transformação digital passa, necessariamente, pelo uso de tecnologias que apoiam a gestão, o controle e o monitoramento das atividades.

De forma geral, o compliance digital utiliza diferentes soluções para organizar processos, reduzir riscos e garantir conformidade regulatória. Entre as principais estão:

  • Plataformas de gestão de compliance: centralizam políticas, documentos, controles, evidências e registros de conformidade, facilitando o acompanhamento das obrigações e o acesso às informações pelas áreas envolvidas;
  • Canais de denúncia digitais: ferramentas online e confidenciais que permitem o registro seguro de relatos de irregularidades, com possibilidade de anonimato, rastreabilidade e tratamento adequado das informações, fortalecendo a transparência e a cultura de integridade;
  • Ferramentas de treinamento e comunicação interna: plataformas digitais que facilitam a disseminação de conteúdos de compliance, como treinamentos obrigatórios, campanhas de conscientização e avaliações de conhecimento, inclusive em ambientes híbridos ou remotos;
  • Sistemas de gestão de riscos e controles internos: apoiam a identificação, avaliação e o monitoramento de riscos legais, operacionais e reputacionais, com uso de indicadores e dashboards que contribuem para uma visão mais clara das áreas críticas.

E não tem como falar em tecnologia aplicada ao compliance sem considerar o avanço da inteligência artificial. Nos canais de denúncia, por exemplo, ela pode contribuir para a classificação automática dos relatos, a priorização de casos mais críticos e a otimização do fluxo de apuração. 

Outro exemplo são os treinamentos de compliance, nos quais a tecnologia pode gerar questões automaticamente a partir de políticas e documentos, ajudando a garantir que os colaboradores compreendam as regras e a cultura empresarial. 

Essa integração da IA à conformidade já pode ser observada no mercado. Segundo uma pesquisa realizada pela Compliance Week, 56% das equipes de compliance utilizaram IA em 2024, um crescimento considerável em relação aos 41% que adotavam a tecnologia em 2023.

O documento indica ainda que a sua utilização ocorreu de diferentes formas:

  • 31% das equipes utilizaram IA para aprimorar políticas e procedimentos;
  • 21% aplicaram a tecnologia em treinamentos;
  • 14% recorreram à IA para o monitoramento de terceiros;
  • 14% utilizaram IA no monitoramento de comunicações;
  • 13% usaram a tecnologia para acompanhar mudanças regulatórias;
  • 11% aplicaram na detecção de fraudes, corrupção e suborno;
  • 9% utilizaram a tecnologia para apoiar a cultura corporativa;
  • e 2% aplicaram IA para questões ambientais, sociais e de governança (ESG).

Quer saber mais sobre a importância dessa ferramenta? Confira nosso vídeo sobre como empresas que abraçam a IA disparam na era digital: Empresas que abraçam a inteligência artificial disparam na era digital


Qual o papel da tecnologia na inibição de fraudes em programas de compliance?

As fraudes corporativas estão, na maioria das vezes, associadas a falhas humanas, sejam elas intencionais ou não. Para inibir esse tipo de problema, é fundamental adotar controles internos, reduzindo a dependência exclusiva de processos manuais e ampliando a capacidade de identificação de irregularidades.

Ferramentas tecnológicas apoiam esse processo de diferentes maneiras. Canais de denúncia bem estruturados facilitam o relato de condutas suspeitas, enquanto políticas digitalizadas e controles automatizados ajudam a padronizar procedimentos e reduzir brechas operacionais.

Além disso, o uso de análise de dados permite identificar padrões atípicos, inconsistências e comportamentos fora do esperado, contribuindo para a prevenção e a investigação de fraudes.

A aplicação da inteligência artificial tem ampliado esse potencial. De acordo com um estudo da PwC, 46% das empresas relataram estar testando ou utilizando IA em análises de dados e preditivas, enquanto 36% já aplicam a tecnologia na detecção de fraudes.

Um exemplo citado pela própria pesquisa é o uso de soluções de IA no setor financeiro, especialmente por provedores de serviços de pagamento, para analisar grandes volumes de transações e direcionar automaticamente aquelas que apresentam indícios de irregularidades.

A PwC também aponta que essas abordagens podem ser aplicadas de forma mais ampla, apoiando setores não financeiros na identificação de cenários de fraude e conformidade considerados de maior risco.

Você também pode se interessar: Benefícios da Inteligência Artificial para as empresas


Existem regulamentações específicas para tecnologia e compliance no Brasil?

O ambiente regulatório brasileiro impõe uma série de exigências que conectam tecnologia e compliance, especialmente no que diz respeito à proteção de dados, segurança da informação, governança corporativa e integridade dos processos digitais.

A principal delas é a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD – Lei nº 13.709/2018), que estabelece regras para a coleta, o uso, o armazenamento e o compartilhamento de dados pessoais. A legislação exige que as empresas adotem medidas técnicas e administrativas para proteger informações, além de prever responsabilização em casos de falhas de segurança.

Outra norma importante é o Marco Civil da Internet (Lei nº 12.965/2014), que define princípios, garantias e deveres para o uso da internet no Brasil. Entre os pontos abordados estão a proteção da privacidade, a guarda de registros e a segurança das informações.

Além dessas leis, órgãos reguladores como o Banco Central do Brasil (BCB) e a Superintendência de Seguros Privados (Susep) estabelecem exigências para empresas reguladas. 

A Resolução BCB nº 538/2025, por exemplo, atualiza as regras de segurança cibernética para instituições reguladas, detalhando requisitos de controles e procedimentos que visam proteger sistemas e dados, reduzir vulnerabilidades e fortalecer a governança de riscos tecnológicos no compliance financeiro

Já no setor de seguros, a Circular SUSEP nº 638/2021 define requisitos mínimos de segurança cibernética para seguradoras, entidades de previdência complementar, sociedades de capitalização e resseguradores.

Sendo assim, com o avanço da transformação digital, esse conjunto de normas passou a orientar a estruturação dos programas de conformidade, ajudando as empresas a organizar seus processos digitais, reduzir riscos regulatórios e evitar falhas que possam comprometer a segurança da informação e a integridade das operações.

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Publicado por
Marcelo Erthal
Desde a década de 80, faço parte do universo da tecnologia, buscando soluções inovadoras para variados problemas. Como CEO da clickCompliance, consegui unir minha formação com outra grande paixão: o empreendedorismo! E tem sido uma jornada incrível.

Nessa trajetória, fui acolhido calorosamente pela comunidade de compliance, construí amizades duradouras e formei uma equipe da qual me orgulho imensamente.
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