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Estrutura de governança corporativa: qual é e como implantar?

Saiba mais sobre a estrutura de governança corporativa e como funcionam diferentes modelos ao redor do mundo

Atualizado em 05/05/2025
● Por Ana Karolina Moreira
Ilustração para simbolizar uma avaliação de riscos em uma empresa.
Imagem criada pela clickCompliance utilizando inteligência artificial. © Todos os direitos reservados.

Transparência, equidade, prestação de contas e responsabilidade corporativa são princípios essenciais da governança corporativa no Brasil. Inclusive, o Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC) os define como aspectos essenciais para que as empresas garantam uma gestão ética.

Entretanto, a implementação desses princípios não é uma tarefa simples. Na verdade, requer um planejamento cuidadoso e profundo conhecimento a respeito da estrutura de governança corporativa e seus diferentes modelos.

Pensando em te ajudar com isso, preparamos este conteúdo com tudo o que você precisa saber sobre a estrutura e implementação da governança corporativa. Então, se você tem interesse em tornar sua empresa mais ética e confiável, fique conosco até o final.

Boa leitura!

Conteúdo do Artigo

Como é a estrutura de governança corporativa 

Antes de qualquer ação, você precisa entender como é formada e mantida uma boa estrutura que segue os pilares de governança corporativa. Veja a seguir:

  • Conselho de Administração: é considerado o epicentro da governança, composto por membros independentes e executivos. Detém a responsabilidade de definir a direção estratégica da empresa, levando em consideração o interesse de todos os stakeholders. Além disso, supervisiona as ações da gestão executiva e é capaz de tomar decisões em nome dos acionistas. 
  • Conselho Fiscal: atua de forma independente e é responsável pelo controle interno da administração da empresa. O foco do conselho fiscal é o monitoramento das atividades para garantir que estejam de acordo com a conformidade legal e ética. 
  • Comitês: muitas vezes, o conselho delega algumas responsabilidades para comitês de auditoria, por exemplo. Eles conseguem ter um olhar mais amplo e trazer ideias diferentes a respeito de áreas específicas da organização. 
  • Secretário do conselho: é responsável por assegurar que as reuniões do conselho sejam documentadas de forma adequada e que todas as decisões e procedimentos estejam em conformidade com os regulamentos legais e estatutários.
  • Auditoria independente e interna: para que a implementação de processos de governança seja eficaz, é necessário apostar em uma dupla camada de garantia. Auditorias independentes feitas por especialistas externos e auditorias internas podem identificar e mitigar riscos de compliance
  • Ouvidoria e Corregedoria: são mecanismos de feedback e controle interno que proporcionam uma via confidencial para que todos possam expressar suas preocupações e relatar condutas inadequadas. O canal de denúncias, por exemplo, instrumento de ouvidoria, ajuda no combate ao assédio e práticas de corrupção.
  • CEO e diretores: mesmo que o conselho seja responsável por supervisionar as atividades da empresa, é o CEO e sua equipe de diretores que executam as estratégias no dia a dia. Por esse motivo, eles têm um papel fundamental dentro da governança. 
  • Acionistas: são os proprietários da empresa que possuem o direito e dever de participar ativamente do processo de governança corporativa. Eles têm grande influência e seus votos podem determinar decisões do conselho.


Modelos de governança corporativa

Agora que você já entendeu como funciona a estrutura de governança corporativa, queremos te apresentar cinco modelos universais dessa prática. Vamos lá!


Japonês

O modelo japonês é conhecido por valorizar a colaboração entre empresas e seus stakeholders. Suas principais características incluem:

  • Conselhos de administração com membros internos e externos com foco na diversidade e expertise;
  • Envolvimento dos trabalhadores nas decisões da empresa;
  • Priorização do sucesso a longo prazo sobre lucros imediatos; 
  • Relacionamentos de longo prazo com fornecedores para garantir qualidade e confiabilidade; 
  • Ênfase na transparência financeira, com divulgação regular de informações sobre finanças e desempenho.

Apesar de elogiado, o modelo japonês também enfrenta críticas por sua lentidão em adotar mudanças.


Alemão

Assim como o japonês, o modelo alemão tem como princípio a participação dos trabalhadores nas decisões da empresa e inclui características como:

  • Conselhos de administração mistos, com membros internos e externos, incluindo representantes dos trabalhadores;
  • Legislação exigindo representantes dos trabalhadores nos conselhos de administração de empresas com mais de 2.000 funcionários;
  • Foco em investimentos a longo prazo e desenvolvimento sustentável;
  • Transparência financeira obrigatória para empresas cotadas na bolsa de valores.


Anglo-saxão

O modelo anglo-saxão tem foco no desempenho financeiro e na criação de valor para os acionistas. Mas, sua principal característica é a separação entre acionistas e administradores. Em resumo, esse modelo visa pela:

  • Separação clara entre administradores e acionistas, com estes últimos tendo hierarquia sobre os primeiros;
  • Decisões importantes do negócio submetidas a votações dos acionistas.  


Latino-americano 

Já no modelo latino-americano existem algumas diferenças, uma vez que as empresas familiares dominam o mercado. Esse aspecto leva à concentração de capital em poucos grupos. Além disso, há:

  • Participação do Estado na governança corporativa, com regulamentação e fiscalização ativa;
  • Ênfase nos trabalhadores, clientes e comunidades locais.   


Latino-europeu

Semelhante ao latino-americano, este modelo também apresenta concentração de patrimônio em corporações familiares. Suas características incluem:

  • Governança corporativa fraca;
  • Baixo controle externo sobre as decisões dos negócios;
  • Pouca proteção para acionistas minoritários.


Como implantar governança corporativa na empresa? 

Depois de saber mais sobre a estrutura de governança corporativa e seus diferentes modelos ao redor do mundo, você pode estar se perguntando como colocar todos esses princípios em prática.

A seguir, te mostramos três passos essenciais para implantar a governança corporativa na sua empresa.


Implante a estrutura

O primeiro passo é implantar uma estrutura bem planejada, que leve em conta as responsabilidades e os processos de tomada de decisão em todos os níveis da organização.

Vale destacar que, essa estrutura pode variar de acordo com o modelo de governança que você escolher seguir. Mas, em geral, segue os elementos que citamos acima. 


Estabeleça hierarquia

Uma hierarquia clara e bem definida pode ser a diferença entre o sucesso e o fracasso da estrutura de governança corporativa. Cada pessoa na empresa deve saber a quem responder e quem toma as decisões finais.

Só assim as informações poderão fluir livremente e as decisões serão tomadas de forma mais eficiente e responsável, de acordo com os pilares de compliance.


Faça reuniões de acompanhamentos de projetos

Reuniões regulares de acompanhamento dos projetos servem para revisar o progresso, identificar desafios e ajustar estratégias conforme necessário. Sugerimos que você mantenha um controle da eficiência e do progresso da organização, documentando todas as reuniões.

As atas, junto com balanços financeiros e outros documentos, compõem o histórico da empresa e são essenciais para auditorias, transparência e prestação de contas aos sócios e à sociedade.

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Publicado por
Ana Karolina Moreira
Desde 2019, trabalho na Gestão de Pessoas da Ímpeto Informática e da clickCompliance, atuando de forma generalista em todos os subsistemas de RH. Nos últimos dois anos, a maior parte da minha atuação tem sido o recrutamento e seleção de profissionais de tecnologia, de todas as senioridades (estágio, júnior, pleno, sênior, gestores, especialistas e consultores), de ponta a ponta, até a formalização da contratação e onboarding.
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