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Mitigar risco: o que é e como o compliance atua

Saiba como o compliance pode ajudar a antecipar ameaças e reduzir impactos negativos nas empresas

Atualizado em 30/01/2026
● Por Victor Moraes
Ilustração sobre mitigar risco.
Imagem criada pela clickCompliance utilizando inteligência artificial. © Todos os direitos reservados.

Os riscos fazem parte da rotina de qualquer empresa, independente de porte ou setor de atuação. Falhas operacionais, perdas financeiras, descumprimento de normas ou danos à reputação podem comprometer a continuidade do negócio e, por isso, mitigar riscos é fundamental para reduzir impactos negativos e aumentar a segurança das operações.

Esse trabalho é conduzido pelo setor de compliance, que atua de forma estratégica ao estruturar regras, controles e processos voltados à conformidade regulatória e à integridade das operações. Não se trata apenas de reagir a problemas, mas de antecipar ameaças, apoiar decisões e fortalecer a governança corporativa.

Mas, afinal, o que significa mitigar riscos e como o compliance contribui para esse processo no dia a dia? Ao longo deste conteúdo, vamos explicar como essa atuação funciona e por que ela é cada vez mais importante para as empresas.

Conteúdo do Artigo

O que significa mitigar riscos no contexto empresarial?

Mitigar riscos no contexto empresarial significa identificar, avaliar e reduzir possíveis ameaças antes que elas causem grandes impactos para a organização. Seu foco está em mapear situações que podem comprometer operações, finanças, conformidade regulatória ou reputação e adotar medidas para controlar esses riscos de forma preventiva.

Exemplo: uma empresa do setor financeiro pode mitigar riscos ao identificar falhas em processos de concessão de crédito, no tratamento de dados de clientes ou no cumprimento de normas regulatórias. A partir dessa análise, é possível estabelecer controles internos, políticas específicas e rotinas de monitoramento para reduzir a exposição a fraudes, sanções regulatórias e perdas financeiras.

Contudo, esse processo não busca eliminar totalmente os riscos, o que, na maioria dos casos, é inviável, mas ajuda a evitar surpresas e reduzir a probabilidade de ocorrências negativas, além de minimizar suas consequências caso elas se concretizem.

Por isso, a mitigação de riscos faz parte de uma abordagem contínua, que vai do diagnóstico inicial ao monitoramento constante, permitindo decisões mais seguras e maior previsibilidade na gestão dos negócios.

Leia também: Governança corporativa, risco e compliance: saiba por que colocar o GRC em prática na sua empresa


Quais são os principais tipos de riscos que as empresas podem mitigar?

As empresas estão expostas a diferentes tipos de riscos que atingem as áreas da organização e podem comprometer a sustentabilidade e a continuidade das operações. A identificação desses riscos é o primeiro passo para definir controles adequados e estruturar ações de mitigação alinhadas à gestão e ao compliance. 

Entre os principais riscos corporativos estão:

  • Riscos operacionais: decorrentes de erros em processos internos, falhas em sistemas ou equipamentos, problemas com fornecedores e interrupções na cadeia de suprimentos;
  • Riscos financeiros: relacionados a falhas na gestão financeira, variações de mercado, problemas de fluxo de caixa e impactos em investimentos e resultados econômicos;
  • Riscos regulatórios e de conformidade: associados ao descumprimento de leis, normas setoriais, políticas internas e códigos de conduta, podendo gerar sanções, multas e danos institucionais;
  • Riscos estratégicos: relacionados a fatores que interferem no planejamento e nos objetivos da empresa, como mudanças no cenário político, oscilações econômicas, novas regulamentações, atualizações de leis e avanços tecnológicos;
  • Riscos cibernéticos: ligados a ataques digitais, vazamento de dados, acessos não autorizados e falhas na segurança da informação;
  • Riscos fiscais: relacionados ao não cumprimento de obrigações tributárias, inconsistências em apurações e falhas no controle de tributos, com impactos legais e financeiros;
  • Riscos externos: relacionados a situações fora do controle direto da empresa, como desastres naturais, eventos climáticos extremos, guerras e conflitos armados e interrupções de serviços públicos;
  • Riscos reputacionais: decorrentes de condutas inadequadas, crises institucionais, exposição negativa na mídia ou falhas na comunicação com stakeholders.


Como o compliance atua na mitigação de riscos?

O principal foco do compliance é promover a integridade da organização. Para isso, é necessário reduzir a exposição a riscos que possam comprometer os objetivos, a conformidade regulatória e a reputação institucional.

Essa atuação passa pela criação de regras, controles e processos, além do fortalecimento de uma cultura organizacional orientada à conformidade. Por meio de políticas claras, auditorias, monitoramento e treinamentos, o compliance contribui para decisões mais seguras e para a prevenção de irregularidades em todas as áreas da empresa.

A mitigação de riscos pode ocorrer de diferentes formas, conforme o tipo de ameaça identificado. Para reduzir riscos fiscais, por exemplo, as empresas podem adotar auditorias frequentes, analisar a legislação tributária vigente e acompanhar mudanças nas regras aplicáveis.

Outro exemplo está na mitigação dos riscos cibernéticos. Nesse caso, o compliance atua tanto na definição de controles técnicos, como uso de firewalls, criptografia de dados e políticas de segurança da informação, quanto em ações voltadas ao comportamento dos colaboradores, com treinamentos e iniciativas de conscientização.

Esse cuidado com as pessoas, inclusive, já tem sua relevância evidenciada por pesquisas do mercado. Segundo dados da BugHunt, cerca de 60% das empresas brasileiras adotam campanhas de conscientização dos funcionários como medida de cibersegurança, reconhecendo que riscos internos podem representar brechas para incidentes digitais.

Que tal mais um exemplo prático? Confira como o compliance digital pode ser um aliado para mitigar os riscos do e-commerce


Como implementar uma estratégia eficiente de mitigação de riscos?

Para mitigar riscos de forma eficiente, a prevenção deve orientar toda a estratégia. O objetivo é reduzir a probabilidade de ocorrência dos riscos ou limitar seus efeitos sobre a operação, a conformidade e a reputação da empresa

Para isso, é preciso mudar a forma como as ameaças são tratadas, deixando de lado respostas improvisadas e adotando uma abordagem estruturada e contínua. 

A implementação dessa estratégia deve passar pelas seguintes etapas:

  1. Mapeamento de riscos: consiste em analisar o ambiente interno e externo para identificar situações que possam gerar impactos negativos, considerando, por exemplo, falhas operacionais, riscos financeiros, regulatórios e cibernéticos;
  2. Avaliação de probabilidade e impacto: após identificar os riscos, é necessário estimar a chance de ocorrência e os possíveis efeitos sobre a empresa, o que permite definir prioridades e direcionar recursos de maneira mais estratégica;
  3. Implementação de controles preventivos: consiste na definição de políticas, procedimentos e práticas que reduzam a exposição aos riscos identificados, de acordo com o nível de criticidade de cada um;
  4. Elaboração de um plano de ação ou resposta: mesmo com controles definidos, incidentes podem ocorrer. Por isso, é importante estabelecer ações claras para lidar com situações adversas, como medidas corretivas e de comunicação, reduzindo impactos e garantindo a continuidade das operações;
  5. Monitoramento e revisão contínua: a mitigação de riscos não é um processo estático. O acompanhamento constante permite ajustes conforme mudanças no ambiente de negócios, na legislação ou na própria estrutura da empresa.

Para apoiar esse processo, muitas organizações recorrem a referências internacionais. A norma ISO 31000, por exemplo, é uma das mais utilizadas no mundo e estabelece diretrizes para a gestão de riscos e orienta que esse processo seja integrado à estrutura, às operações e à tomada de decisão da empresa.

Aplicável a organizações de qualquer porte ou setor, a ISO 31000 não concede certificação, mas funciona como um guia para incorporar a gestão de riscos à rotina e às decisões estratégicas, com foco em resultados práticos.

Saiba mais: ISO 31000: Gestão de risco e certificação – guia estratégico para empresas em busca de excelência


Quais ferramentas ou tecnologias podem auxiliar na mitigação de riscos?

A adoção de ferramentas e tecnologias tem ampliado a capacidade das empresas de identificar, acompanhar e responder a riscos de maneira mais estratégica. Esses recursos ajudam a organizar processos, centralizar informações e reduzir falhas ligadas ao cumprimento de normas e políticas internas.

Confira as principais soluções utilizadas na mitigação de riscos:

  • Softwares de governança de documentos: facilitam a organização, atualização e controle de versões de códigos de conduta, políticas internas e normativos, reduzindo riscos de desatualização e falhas de conformidade;
  • Canais de denúncias: oferecem meios seguros , anônimos para o relato de irregularidades, incentivando a comunicação interna e apoiando a identificação e investigação de desvios de conduta;
  • Canais de privacidade: estruturam a comunicação entre titulares de dados e a empresa, garantindo transparência, ética e conformidade regulatória no tratamento dessas informações;
  • Análise de dados: permitem identificar padrões, desvios e tendências a partir de informações consolidadas, apoiando decisões mais embasadas e respostas mais rápidas a possíveis violações de compliance;
  • Treinamentos de compliance: especialmente em formato digital, apoiam a disseminação de políticas, orientam os colaboradores sobre riscos e responsabilidades e reduzem falhas associadas ao comportamento humano.

Para se ter uma dimensão da importância dessas soluções, uma pesquisa da PwC aponta que 82% das empresas planejam investir mais em tecnologia para apoiar as atividades de conformidade. Entre os principais ganhos estão a maior visibilidade dos riscos e das atividades de gerenciamento de riscos (64%) e a identificação mais rápida e resposta proativa a problemas de conformidade (53%).


Quem é o responsável pela gestão e mitigação de riscos em uma organização?

A gestão e a mitigação de riscos não ficam concentradas em uma única área da empresa. Essa responsabilidade é compartilhada entre diferentes níveis da organização, desde a diretoria até as áreas mais operacionais.

A alta administração é a principal responsável por definir diretrizes, aprovar políticas e estabelecer o nível de risco aceitável para o negócio, integrando a gestão de riscos ao planejamento estratégico. 

Já os líderes de compliance atuam na estruturação de políticas, controles e processos voltados à conformidade e à integridade. Cabe a essa área apoiar a identificação de riscos, acompanhar mudanças regulatórias, orientar as áreas internas e monitorar o cumprimento das normas e procedimentos estabelecidos.

As áreas operacionais e gestores, por estarem mais próximas das atividades do dia a dia, também participam diretamente da identificação de riscos e da aplicação dos controles definidos. Auditoria e controles internos complementam essa atuação ao avaliar a efetividade das medidas adotadas.

Leia também: Compliance e risco operacional: qual é a relação?


Como a Inteligência Artificial contribui para a mitigação de riscos?

A Inteligência Artificial (IA) no compliance tem ampliado a capacidade das empresas de identificar e tratar ameaças com maior velocidade e precisão. Ao analisar grandes volumes de dados e automatizar atividades repetitivas, ela ajuda a antecipar situações de risco e a reduzir falhas associadas a processos manuais.

Não é à toa que, segundo a pesquisa da PwC citada anteriormente, 71% dos executivos acreditam que a IA terá um impacto positivo geral na conformidade. Além disso, 46% das empresas afirmam estar testando ou utilizando a IA em análises de dados e modelos preditivos, enquanto 36% já testam ou aplicam a tecnologia em iniciativas de detecção de fraudes.

A IA também contribui para a redução de impactos financeiros associados a incidentes. De acordo com relatório da IBM, empresas que impulsionaram o uso de IA e automação seguras registraram custos médios 26% menores em violações de dados.

Nos módulos de compliance, essa tecnologia também pode ser integrada a soluções já consolidadas. Em treinamentos, por exemplo, a tecnologia pode apoiar a criação automática de bancos de questões para colaboradores.

Já em canais de denúncias com IA, é possível agilizar a classificação dos relatos recebidos, a identificação de palavras-chave e a organização das informações, tornando o tratamento dos casos mais ágil.

Imagem para divulgar o módulo Treinamentos de Compliance da clickCompliance.

Conte com a clickCompliance

Conforme vimos até aqui, quando a mitigação de riscos é apoiada pelas tecnologias certas, o programa de compliance ganha eficiência, previsibilidade e maior capacidade de resposta. 

Para apoiar esse processo, a clickCompliance disponibiliza soluções com uso de inteligência artificial em diferentes frentes, como canal de denúncias, compliance bot, treinamentos de compliance e gestão de documentos e políticas corporativas. Todos esses recursos são desenvolvidos com foco em segurança, com testes rigorosos e protocolos avançados para garantir a proteção dos dados.

Aproveite o uso da tecnologia para fortalecer o seu compliance. Agende uma demonstração.

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Publicado por
Victor Moraes
Profissional de Tecnologia com foco em Gestão de Pessoas, com mais de 14 anos de experiência em posições de liderança. Atualmente, atuo como Tech and People na Ímpeto Informática e na clickCompliance, onde busco alinhar a estratégia tecnológica da empresa com a gestão de talentos, sempre com o objetivo de otimizar processos e maximizar o desempenho das equipes.
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